<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071</id><updated>2012-02-16T05:28:28.991-02:00</updated><category term='Zelus'/><category term='História'/><category term='República de Faris'/><category term='Conjurações'/><category term='Iariq'/><category term='Geografia'/><category term='Protetorado de Sangária'/><category term='Arte'/><category term='Elementos'/><category term='Mitos e Transcrições'/><category term='Personalidades'/><category term='Barlaam'/><category term='República Socialista de Rublo'/><category term='Cosmologia'/><category term='Confederação Cedariana'/><category term='Segunda Era'/><category term='Império Sagrado de Longinus'/><category term='Odenheim'/><title type='text'>Estudos e Crônicas de Primaterra</title><subtitle type='html'>Um incêndio lhe tomou a vida e expatriei-me para dar continuidade à Arca. Minha vida não mais me pertence, mas à perpetração da história. Sou Karkadann Alkyon, agora Zelus, e levarei adiante o legado de Ivaness Rel Barlaam.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>142</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-145240360274572020</id><published>2011-01-11T13:28:00.003-02:00</published><updated>2011-01-11T20:28:11.152-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segunda Era'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iariq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Leitura: Escritos de Iariq, 3k A.F.</title><content type='html'>Iariq foi um dos Imaima, os quais chamamos altos-djins, que habitou o norte do continente em algum ponto do terceiro milênio A.F., uma rara testemunha que temos da vida e sociedade na Segunda Era, descritiva de djins muito diferentes de nossos arquétipos contemporâneos. Presto-me à transcrição de algumas de suas traduções mais famosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...) Em glórias à Maɣv, a Sagrada Provedora ao Seu Magistrado e ao Altarcado em perfeita jurisdição de suas Armas, em glória do que a que virá no próximo Dia e para sempre, reúno meu conhecimento perante vós para escrever da natureza dos Imaima, de nossa era o povo mais glorioso e temente e puro - que o fogo nunca deixe de fluir por nossos dedos. Diferente dos povos de Dardanos e Ilus nosso sangue corre branco e puro, quanto mais puro clareando de vermelho à cor das Luas, a mais nobre de todas - que nosso sangue nunca deixe de ser viscoso e como mármore, e nunca deixará, sob a graça da Provedora e de Seu Magistrado. Que na guerra deixemos quem pousar os olhos em nós por terra, e que no Dia sejamos reconhecidos, com certeza, como as mais gentis das criaturas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cobrimos nossos olhos e rostos perante os sóis rutilantes, que despertam o mundo e nos põem à caça. Cobrimos nossos corpos, vulneráveis e frágeis perante suas luzes. Durante o Dia, chamado pelos Magistrados, é ímpio aquele que fere ou permite ser ferido por um semelhante, Imaima ou não. Se surge o sol, a mão que segura o galho apontado para o coração do mais odiado inimigo deve ser recuada. O Dia é o tempo da caça sagrada e do alimento sagrado. Finda o dia, torna-se à guerra, aos caprichos, à peleja, à vida vulgar à qual todo o Povo Escolhido tem amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se muito de um Imaima pelo que não se pode ver e ouvir dele; sua pele será sempre limpa e sua fragrância será única - seu próprio cheiro como Imaima, e os cheiros de seu ofício ou escolha. Os Imaima podem sentir o passado dos seus pelo olfato; o cheiro de lágrimas, ou suor, ou sangue, ou o cheiro das águas de tal ou tal lugar. Quando vem o Dia, espera-se uma expressão vigorosa no olfato, uma auto-afirmação de todos os Imaima verdadeiramente honrados, que, como o Destino e a Provedora previu, estará preparado para tal. Por isso, Imaima verdadeiramente honrados, como o Destino previu, mantém-se impecavelmente limpos tanto quanto puderem e prontos para a chegada do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaimas da mesma família que nutram afinidade um pelo outro, ou Imaimas que encontrem-se pela vida, ou Imaimas muito parecidos ou irmãos ou primos estão em Paridade. Um é o outro para bens e males recebidos, para o agradecimento e a vingança. Terão confiança sacra e plena um no outro, e nunca poderão trair-se. Andarão lado a lado na fortuna e na tragédia. Os votos de Paridade são feitos perante um Magister, mas a promessa pode ser feita a qualquer momento e cabe ao Imaima julgar seu candidato a irmão. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-145240360274572020?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/145240360274572020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=145240360274572020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/145240360274572020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/145240360274572020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2011/01/leitura-escritos-de-iariq-3k-af.html' title='Leitura: Escritos de Iariq, 3k A.F.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3571732958601641294</id><published>2010-04-13T12:21:00.000-03:00</published><updated>2010-04-13T12:21:14.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Os Custódios</title><content type='html'>Eventualmente vê-se por Primaterra representantes da que pode ser uma das mais antigas das conjurações - os Custódios, ou "Závoles", como se falava antigamente. Estima-se que hajam civilizações de Custódios em partes distantes ou profundas do Rudra, já que parece inata a estes seres a capacidade de sobreviver em qualquer estágio das camadas astrais. Os pequenos seres, com rostos caninos semelhantes a pequeníssimas raposas completamente negras, de joelhos invertidos e compleição frágil, são capazes de operar com talento e prontidão toda sorte de mecanismos místicos - e dispõem de força prodigiosa para tanto se usarem os característicos bastões de ferro com argolas que costumam carregar. São quase sempre muito fluentes no titani e têm dificuldades imensas com o alvali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São chamados assim os Custódios porque também lhes é inata uma qualidade de obediência fundamental que norteia suas vidas - histórias contam de grandes adeptos ou feiticeiros que utilizaram dos serviços dos Custódios para empreitadas de grande escala. Os poucos Custódios encontrados na superfície sofrem do mal da uranofobia - temem, incrivelmente, o próprio céu, aberto, infinito e instável. Eles geralmente não sabem muito mais sobre a própria raça do que nós mesmos, ou simplesmente não conseguem o explicar a humas em nenhuma língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poucas pessoas que tiveram oportunidade de estudar os Custódios ao longo da história tiveram sobre eles muitas conclusões contraditórias - a maioria concorda, no entanto, que eles não parecem envelhecer, têm capacidades físicas limitadas, não são capazes de processar misticamente nada mais complicado do que as mais simples das geomancias, são dotados de uma humildade profunda e ao mesmo tempo são fugidios, assustadiços e perigosamente inteligentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3571732958601641294?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3571732958601641294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3571732958601641294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3571732958601641294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3571732958601641294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2010/04/artigo-os-custodios.html' title='Artigo: Os Custódios'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7123006459060514129</id><published>2010-04-13T12:01:00.001-03:00</published><updated>2010-04-13T12:04:37.888-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Artigo: Crenças sobre o Vento</title><content type='html'>Encontram-se em muitos textos do Profeta advertências contra o vento - a respiração de Maeve sobre a terra, que acidentalmente pode soprar fora a alma de uma pessoa - uma morte gentil que é fonte dos medos mais internos de tantos. Me surpreendeu saber que até em Ramona se pratica evitar os pés-de-vento que por vezes passam pelas praias. Em Faris, Odenheim e Cédara, as crianças são instruídas a não dormir com as janelas abertas - ainda que muitas a façam - e a entrar em casa rápido quando as árvores começassem a sacudir em advertência. O vento nas costas nuas é o maior sacrilégio possível, normalmente arrancando gritos desesperados das mães. Ignorar estes cuidados deve ter sido a maior fonte de alegria rebelde de muitas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que crescidas, subitamente a idéia de ter suas almas sopradas para fora quando menos se esperava tenha ganhado tons sinistros dificilmente ignorados - será que as pessoas só começam a importar consigo mesmas quando as outras dependem delas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendas também falam de artes antiquíssimas ivoreanas - envolvidas quase sempre com as cabalas locais - que permitiriam o controle sobre o vento em baixas altitudes, diferente do controle sobre os ventos altos dos &amp;nbsp;pastores de nuvens de Buriash. Esses adeptos são os primeiros a desmentir estas histórias, mas faz parte do imaginário popular - principalmente em Odenheim - conferir aos mais poderosos ivoreanos o poder sinistro de invocar fortes ventos estalando suas capas ou mesmo batendo palmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7123006459060514129?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7123006459060514129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7123006459060514129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7123006459060514129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7123006459060514129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2010/04/artigo-crencas-sobre-o-vento.html' title='Artigo: Crenças sobre o Vento'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1944195368972092507</id><published>2010-04-13T11:54:00.000-03:00</published><updated>2010-04-13T11:54:40.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zelus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Lodis caiu!</title><content type='html'>Escrevo de Ramona, num posto avançado cedariano - desta terra cinza de onde vê-se o Infra por todos os lados, e gelo, seis anos depois do início da minha viagem e de trabalhar e conviver com os locais. Ouço de viajantes que Lodis caiu para os caliburanos liderados pelos Pristinos. Não se sabe há muito de Else - foi Aeolus quem realmente perdeu a cidade para seus trabalhadores.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não faço idéia de como isso aconteceu. Muitos devem ter morrido. Maeve nos ajude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1944195368972092507?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1944195368972092507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1944195368972092507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1944195368972092507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1944195368972092507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2010/04/lodis-caiu.html' title='Lodis caiu!'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-321291010983026636</id><published>2008-03-04T15:30:00.003-03:00</published><updated>2008-03-04T15:39:08.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Carchares</title><content type='html'>Nativo do Gâm Flutuante, o carchar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Karshar licursi&lt;/span&gt;, é uma espécie de serpente marinha de inteligência, ferocidade e crueldade violentas, meio peixe meio réptil, com a capacidade de manter a cabeça fora d'água e até de arremessar-se nas costas contra viajantes desprevenidos. Sabe-se hoje em dia que ele tem plena capacidade de sobreviver no éter externo, também, por períodos prolongados de tempo, através de um estado de hibernação naturalmente induzido. Eles foram trazidos para Primaterra pelos primeiros exploradores em retorno do Gâm; nas grandes capitânias, bandos de carchares exilados ou rejeitados pelos seus fincavam os dentes nos cascos e soltavam já em mares primaterranos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carchar pode medir até um rod quando adulto; sua coloração varia de azul escuro para cinzento e pode-se dizer que sob a água e quando não querem ser vistos, sobretudo em lugares de vegetação densa e grande presença de algas, eles ficam praticamente invisíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-321291010983026636?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/321291010983026636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=321291010983026636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/321291010983026636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/321291010983026636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/03/artigo-carchares.html' title='Artigo: Carchares'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6249516371346812887</id><published>2008-02-28T12:06:00.004-03:00</published><updated>2008-02-28T12:59:56.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Artigo: Faris, Antes e Agora</title><content type='html'>Faris nunca foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma&lt;/span&gt;. Existe uma pluralidade em seus vastos contornos que não há em lugar algum dentro de Primaterra. Foi por isso que Cédara e Sangária se destacaram; foi por isso que fora atacada, devastada, pisoteada pelos ivoreanos. A mente da ortodoxia maevita sediada em Céus Partidos não tinha alcance sobre os distantes membros em Alagos, Altarian, Hevelius e a cidade secular de Glenária - por isso tudo foi perdido. Para piorar, perdido sob o fogo argênteo de Iblis, amaldiçoando as terras e pondo todos a vaguear atrás de um lugar fértil para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade teria feito os farisi donos da república mais poderosa de Primaterra - mas eles nunca necessitaram de nada. A falta de organização central os fizera não prever riscos e não contar com uma preparação para casos como o que houve. A fertilidade e tranqüilidade de seu clima os fez relapsos e vulneráveis aos países que precisaram de mais e se desenvolveram mais. E quando a profecia estourou sobre suas cabeças não houve tempo senão para os Dragões da República interpomrem-se entre as pessoas e os tiros e morrerem inutilmente no meio do fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho para mim que casos como Gartcross não tardarão a se repetir, e nem sempre fracassarão. A Iniciativa Branca legou a Primaterra mais um reino, e Faris pode se partir uma terceira vez a qualquer momento. Não faltam sonhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os céus forem inclementes, no entanto, todos os outros reinos estão ocupados demais em esfriar de tudo que aconteceu nas guerras deste século. Ivoire que precisa se reconstruir, Longinus que finalmente livrou-se das espadas, Cédara que as usou pela primeira vez, Sangária que se formou das cinzas, Odenheim que devorou seus inimigos e Rublo que jaz abandonada e morrendo tão pouco após se tornar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta época de caravanas vai legar esta noção aos farisi. Faris corre como um trem em meio a muitos garudas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6249516371346812887?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6249516371346812887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6249516371346812887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6249516371346812887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6249516371346812887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/02/artigo-faris-antes-e-agora.html' title='Artigo: Faris, Antes e Agora'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2553392270362152752</id><published>2008-02-28T11:21:00.003-03:00</published><updated>2008-02-28T11:57:44.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: Odenheim, Antes e Agora</title><content type='html'>Procurando um ponto de partida para uma pequena história de nosso reino, eu encontro uma eternidade constante e brilhante onde acredito que os odenianos viveram um sonho virtuoso de uma pátria que não agredia e não era agredida, inocente e fechada, de realizações, heróis e contos, folclórico ouro da antiga Odenheim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pátria-mãe nunca esteve melhor. O coração da cidade se perde em meio a uma vertigem cinza e negra, existem estátuas de Altíssimos cobertas de fuligem e sombras de treliça metálica até aonde a vista alcança, talvez além das escuras nuvens, montanhas de trilhos, o Palácio Oceânico repousando ao meio do caos em um lugar onde a nobreza se deve apenas ao céu livre e à liberdade dos pássaros de subir eternamente sem nada atingir. Opulência tirada da agora vida melhor de ao menos vinte mil caliburanos aos quais foi oferecida uma oportunidade de abandonar o paraíso branco e selvagem onde viviam para uma vida curta, segura e trabalhosa em um lugar artificialmente frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ifalna Palas morreria. Exilaria-se, faria algo covarde, entenderia que chegou a um ponto sem retorno, além de suas mãos, além de sua fuga. No meio dos gigantes de aço circulam os restituídos Elmos Escarlates e suas espadas de cerâmica, feitos pequenos, poderiam ser vistos de longe como pequenas lâminas brilhantes aos pés das construções prontas a intimidar, matar, retalhar dissindências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meredith deve ter desaparecido em favor de se tornar onipresente nestas paredes, neste metal, nestas nuvens, na eletricidade, todos sentem a sua presença, a presença de sua voz que calmamente poderia ditar morte ou vitória com a mesma exaltação. A presença do fruto do conflito e da vitória e do remorso e de tudo que se ganha com uma guerra suja e desleal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odenianos feitos mais ricos, solares no centro do país, comprando novas terras, Lodis está se tornando uma terra de lordes e grandes empresários e suas turbas, caliburanos e odenianos pobres, os que ficam para conduzir os negócios. Os outros podem viajar, para lugares mais verdes e calmos, desde que o coração negro continue batendo. Mesmo os homens mais simples podem ter vários celados e felpi a seu serviço, comprar armas, revólveres, escudos de armas de metal, colecionar espadas, investir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam-na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era Meridiana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de Odenheim&lt;/span&gt;. Este nome me aperta o coração. Tem vários significados - aponta o Duque Negro e o ponto de ruptura do antigo espírito e do novo espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o povo odeniano... eu espero que sintam muita culpa. Que estejam sendo prazeres caros a seus espíritos. Que esperem sinceramente que um dia a grande festa termine e todos voltem a pensar como era antes. Que deixem de se permitir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2553392270362152752?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2553392270362152752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2553392270362152752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2553392270362152752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2553392270362152752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/02/odenheim-antes-e-agora.html' title='Artigo: Odenheim, Antes e Agora'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8456875807567994867</id><published>2008-02-22T20:21:00.008-03:00</published><updated>2008-02-28T11:58:26.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Império Sagrado de Longinus'/><title type='text'>Artigo: Longinus, Antes e Agora</title><content type='html'>Estas coisas vão mudar, então é bom falar delas agora antes que percamos os parâmetros. Séculos de guerras internas com os clãs feiticeiros tornaram o povo de Longinus experiente na conservação da própria vida no ambiente. Isto sempre foi reforçado pela proverbial fertilidade das terras longinianas; não fossem as guerras, é possível que Longinus superasse Faris e Cédara em produtividade, e agora que tudo acabou, parece que o futuro reserva esta posição ao reino das flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora os centros populacionais e as fortificações, grande parte da população de Longinus sempre esteve bandeando pelas terras do Império Sagrado em grupos de até dez pessoas liderados por kishis, lutando em táticas de guerrilha ao invés de reunir grandes exércitos. Esta singela sabedoria pode ter sido a chave da sobrevivência do Império após tanto tempo de ataques - afinal, como chegaram à conclusão muitos estrategistas estrangeiros, com um feitiço se matam cem homens tão bem quanto se matam dez se eles estiverem espalhados no mesmo espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes destacamentos sempre sobreviveram da terra e mediavam seu consumo para que ela pudesse servir aos que viessem depois. Alimentavam-se do mínimo necessário para manterem-se vivos e seguiam em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há trinta e poucos anos as coisas têm mudado bastante. As armas foram largadas em favor de ferramentas e foices e o reino está começando a edificar-se lentamente; templos que não passavam de barracas estão ganhando suas primeiras pedras e já existe gente nascendo sem nunca ter visto o clarão profano de um feitiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os longinianos têm um problema para se preocupar que talvez os afetasse menos antes; o legado dos Fafnires, diversos Olhos espalhados pelos céus, continuará trazendo tauroclasmas para dentro da redoma, e talvez os novos longinianos não aprendam também a perderem-se no mundo quando for necessário abandonar tudo que construíram. Talvez a guerra tenha apenas mudado de feições, mas prefiro pensar que os novos dias de Longinus serão mais brilhantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8456875807567994867?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8456875807567994867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8456875807567994867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8456875807567994867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8456875807567994867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/02/artigo-longinus-antes-e-agora.html' title='Artigo: Longinus, Antes e Agora'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2928644552881883724</id><published>2008-02-21T09:00:00.007-03:00</published><updated>2008-02-21T09:36:44.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zelus'/><title type='text'>Artigo: A História do Vento Nótus</title><content type='html'>Primeiramente peço que perdoem o assombro deste mal-finalizado Investigador Real. Acontece que eu nunca tinha saído de Odenheim para contemplar as coisas do mundo. Apesar do enjôo, da alimentação um pouco pior do que razoável, do frio que enregela meus olhos, por Maeve, o que é a Faixa dos Mares! Esta faixa invisível separa o Alvo do Infra e tiveram razão em separá-los aqui. O vento a qual estamos a favor e que nos leva em direção ocidental é o vento mais inacreditável e fabuloso de todos. Este alísio que sopra o ano todo contra o Cinturão externo é gelado a ponto de penetrar as entranhas e forte de nos colocar em uma corrida triunfante rumo ao nosso destino. Chamam-no Nótus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nótus é um vento alísio primordial - que sopra sempre e sempre soprou -, dito invocado pelo próprio Buriash durante as eras iluminadas. Navegadores experientes sabem que ele sopra em todas as direções a partir de um ponto específico no oceano, fazendo uma terna brisa que vem do sudoeste em Rublo, lufadas constantes vindas do sudeste na costa de Cédara, e este vento furioso vindo do leste no qual estamos embarcando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao verem meu maravilhamento, fui brindado com esta história: enquanto sua máscara tinha corpo e era anjo, Buriash havia parado, maravilhado, diante da barreira que se criara no fim deste oceano com a Redoma, mas Muirean saíra da alva fumaça para defender a visão que seria só sua. Os dois haveriam duelado com espadas de gelo, cristal e raios por cima das águas do Infra, flutuando sobre as águas, e o estrondo do riso de Buriash fazia as ondas quebrarem sob Muirean. Insana de fúria, Muirean ergueu sua espada para um golpe mortal como um Dragão da República, desprotegendo seu ventre, e Buriash poderia ter a destruído para sempre com um relâmpago que a trespassasse, mas assustou-se com sua temeridade e não se defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe atirou Buriash léguas para dentro do oceano e partiu o escudo que protegia seu peito. Do escudo quebrado nasceram milhares de arraias e um pouco de seu sangue tornou a água escarlate para sempre. Buriash ergueu-se humilhado e convocou um vento tão forte que não permitiria a ninguém venturar-se no lugar onde fora derrotado por Muirean e encontrar seu escudo partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um marinheiro procurou acrescentar que Buriash levou mil anos para conseguir enxugar sua longa barba branca de seu próprio sangue, mas preferi acreditar que ele tivera inventado aquilo na empolgação do momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2928644552881883724?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2928644552881883724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2928644552881883724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2928644552881883724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2928644552881883724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/02/artigo-histria-do-vento-ntus.html' title='Artigo: A História do Vento Nótus'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4773993244732026376</id><published>2008-02-19T09:27:00.002-03:00</published><updated>2008-02-19T09:34:51.371-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zelus'/><title type='text'>Parece fácil, mas é difícil</title><content type='html'>Eu não tinha a intenção de dar depoimentos sobre o que está acontecendo comigo aqui a exemplo do que Barlaam fez, em respeito à seu projeto autoral e a uma possível grande pessoalidade que ele procurava transmitir à Arca mas achei que coubesse aqui um comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivaness foi certamente um grande homem em submeter-se a uma viagem aos confins de Rublo com propósitos de escudo. Nós, letrados, historiadores, pensamos muitas vezes que não há trabalho que seja difícil demais para nossa determinação e que podemos, ainda que possivelmente com mais esforço, fazer qualquer coisa que outro homem faça. Não é verdade. Todos os anos que passamos recostados nas estantes das bibliotecas nos deixaram lentos para as coisas da vida, para mim, agora, leia-se, cordas e nós, cuja ciência requer uma intuição e senso de força que particularmente não tenho, principalmente quando o mundo está sacolejando sob meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tripulação ainda não começou a ficar ofensiva para comigo, mas espero qualquer dia desses ouvir um epíteto indesejado seguido ao nome com o qual me apresentei. Zelus, o Desbravador; Zelus, o Proficiente; Zelus Pés-Firmes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4773993244732026376?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4773993244732026376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4773993244732026376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4773993244732026376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4773993244732026376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2008/02/parece-fcil-mas-difcil.html' title='Parece fácil, mas é difícil'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6479945446280568689</id><published>2007-05-25T11:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:46:18.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barlaam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Foram suas últimas linhas.</title><content type='html'>751 D.F.: Terceiro dia de Regentes, sétimo dia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;Chove incessantemente do lado de fora. Ainda não vi o que aconteceu à capital nos anos de minha ausência. Discordo da posição do Império em que minha integridade está ameaçada. Nesta altura da história, nada do que acontece lá pode ser entendido por um segredo. De uma prisão à outra, pouco mudou, mas ao menos agora tenho como conseguir informações dos soldados. Tenho uma audiência marcada com Aeolus daqui a dois dias para reportar minhas atividades."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos sete dias de Regentes do ano de setecentos e cinqüenta e um Desde a Fundação, faço destas palavras oficialmente as últimas de Ivaness Rel Barlaam, historiador da coroa. Esta arca foi iniciada há dezessete anos e a encontrei resistida a um grande incêndio num abrigo político em Tércia onde seu dono teria falecido. Entendo que ao pousar meus olhos sobre suas páginas eu estava imediatamente me expatriando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Karkadann Alkyon, nasci nos novos dias de Odenheim em Capela, e estaria concluindo minha formação como um Investigador Real, o que indica que sou muito pouco mais capaz do que qualquer pessoa. Este nome está morto e será meu segredo. Apresentei-me aos marinheiros deste navio como Zelus, uma palavra de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; antigo para um guardião ou perpetrador. É o que serei, junto com um marinheiro, um carpinteiro, um trabalhador rural ou qualquer coisa que possa manter meu corpo vivo enquanto eu puder escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos para Ramona. Longe do continente e longe de Nelbiand eu irei levar o intuito de Barlaam adiante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6479945446280568689?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6479945446280568689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6479945446280568689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6479945446280568689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6479945446280568689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/05/foram-suas-ltimas-linhas.html' title='Foram suas últimas linhas.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2518549166571977823</id><published>2007-05-25T11:23:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:47:19.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barlaam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Barlaam, o prisioneiro político</title><content type='html'>Esta é a primeira entrada nesta arca após minha desventura em Rublo. Fui delatado como um homem de má-fé e um espia; minha fuga foi barrada pela Escolta Patriótica e passei cinco luas como prisioneiro político. Minha ausência foi notada pela Metrópole e a Magna Ordem dos Investigadores Reais descobriu meu paradeiro por seus próprios meios. Fui liberto, junto com alguns longinianos e um meio-djin nortista, numa ação rápida e destrutiva dos Elmos Escarlates, sem diplomacia ou ameaças. Vieram como o vento baixo antes da chuva e tomaram a cidadela-prisão de Foliot num único assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo de Tércia, num abrigo protegido dentro de um prédio militar. Meus aposentos são confortáveis e frios; todos os meus escritos anteriores foram trazidos de Nova Belgrade com algum cuidado. As cartas que recebi em ambos os meus endereços estão acumuladas há anos em dois baús perto do capacho da entrada. Iria lê-las, mas a caligrafia de Bia no primeiro envelope que vi trouxe à tona memórias dolorosas e desisti de minha intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove incessantemente do lado de fora. Ainda não vi o que aconteceu à capital nos anos de minha ausência. Discordo da posição do Império em que minha integridade está ameaçada. Nesta altura da história, nada do que acontece lá pode ser entendido por um segredo. De uma prisão à outra, pouco mudou, mas ao menos agora tenho como conseguir informações dos soldados. Tenho uma audiência marcada com Aeolus daqui a dois dias para reportar minhas atividades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2518549166571977823?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2518549166571977823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2518549166571977823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2518549166571977823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2518549166571977823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/05/barlaam-o-prisioneiro-poltico.html' title='Barlaam, o prisioneiro político'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1365764108716749451</id><published>2007-04-25T23:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Scheltopusik</title><content type='html'>Scheltopusik, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ophius apodos&lt;/span&gt;, são lagartos farisi alongados e sem pernas e constituídos de 70% de matéria geomântica, manifestando-se como se fosse vidro orgânico. Chamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chinee &lt;/span&gt;em Cédara, são guardiões silenciosos dos desertos e cânions, seres reverentes que se alimentam de Latência e anseiam pela hora em que não poderão mais sobreviver, no momento em que o mundo estiver inteiramente puro. Eles podem levitar e voar livremente, e muitas vezes alcançam até 300 centímetros de comprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente solitários, os scheltopusik são extremamente inteligentes. A única coisa que pode fazê-los tornarem-se agressivos é a própria agressividade - um scheltopusik atacará e matará qualquer criatura que cometa atos de violência dentro de seu território numa fúria quase inconsciente. Ele sempre sabe quem atacou primeiro e quem iniciou o conflito. O scheltopusik mata atingindo o alvo com grande velocidade e o levantando aos ares ou o perfurando com o corpo. É capaz de invocar geomancias com potência absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns scheltopusik têm grandes asas musculares; outros têm barbatanas. Outros podem ter ainda outros adendos; não existe um scheltopusik igual ao outro, mas na velocidade em que se movem podem se tornar bastante parecidos para um observador casual. É comum vê-los em travessias grandes em Faris, mas a maioria das pessoas que acha que os vê está apenas olhando para alguma coisa se refletindo à luz de Nila.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1365764108716749451?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1365764108716749451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1365764108716749451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1365764108716749451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1365764108716749451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-scheltopusik.html' title='Artigo: Scheltopusik'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2548703639715247563</id><published>2007-04-25T23:28:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.851-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confederação Cedariana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Merles</title><content type='html'>Merles, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hiero lennonsi, &lt;/span&gt;são pássaros das alturas que só existem em Cédara. Acostumados a grandes altitudes, preferem as áreas ao redor de Axúria e fazem seus ninhos em torres altas e nos campanários dos templos. Quando jovens, os merles variam em cor de cinza-chumbo a azul-claro, mas maduros, invariavelmente são negros, sendo muito raro o pássaro que conserve as cores da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm um conceito de família incomum entre os pássaros: quando os ovos racham, os irmãos voam para sempre juntos até atingirem a idade de acasalar. O irmão mais velho desenvolve um trinar grave sobre o qual os outros pássaros cantam em relações harmônicas. O resultado é uma música sutil e dissonante que é, para muitas pessoas, o espírito de Axúria. Os merles não gostam de Nila em seu pico, mas também não enxergam bem no escuro. Costumam sair de suas tocas nas horas que antecedem o crepúsculo e nas primeiras horas da noite. Nesta hora, a cidade toda se enche de sua música estranha e convidativa junto com a baixa-luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2548703639715247563?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2548703639715247563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2548703639715247563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2548703639715247563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2548703639715247563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-merles.html' title='Artigo: Merles'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1567284073778554544</id><published>2007-04-25T23:03:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Zaedi</title><content type='html'>Zaedi, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prio zaedi&lt;/span&gt;, são mamíferos pequeninos recobertos por conchas ósseas protetoras do tamanho aproximado de uma mão humana aberta. Grandes escavadores, têm o corpo inteiramente negro ou cor-de-terra com manchas negras; suas conchas normalmente têm cor de âmbar e mostram desenhos geométricos sempre simétricos, na maioria das vezes redondas, existem zaedi de concha em formato de delta e em formato aproximado de pentágono. Eles existem em números relativamente grandes em subterrâneos úmidos o suficiente. A maioria têm fugido de Faris nos últimos anos à medida que o reino torna-se demasiado seco para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os zaedi formam sociedades organizadas e alimentam-se de pequenos lagartos e insetos. Viajam sempre por baixo da terra fazendo uso de túneis, mas não têm problema em escalar paredes ou pendurar-se de cabeça para baixo nos tetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo conjurações posteriores à Era, entendem pouco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; e têm muito medo dos humanos, quase nunca sendo abertos à conversação. Quando amedrontados, ameaçados ou encurralados, eles soltam gemidos e guinchos tristonhos e choram convulsivamente; quando estão em perigo de vida, podem morder ou pior - invocar geomancias presas em rochas que tenham eventualmente consumido, normalmente na forma de sopros de areia ou fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1567284073778554544?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1567284073778554544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1567284073778554544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1567284073778554544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1567284073778554544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-zaedi.html' title='Artigo: Zaedi'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5437870494577526342</id><published>2007-04-17T11:01:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Manalis</title><content type='html'>O manali, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bos shan&lt;/span&gt;, é um mamífero de grande porte, curvado e com a cabeça ornada de chifres que habita as montanhas do Oeste de Faris. De cor branca e pêlo curto, é criado por caravanas e povos errantes como fonte de leite; ele também pode ser usado como apoio em expedições montanha acima e em travessias de regiões acidentadas, onde seu ritmo naturalmente lento consegue acompanhar celados e gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente servis, os manalis são respeitados pelas civilizações humas desde o começo dos tempos. O costume de enfeitá-los com sinos, faixas e selas ornamentais sobrevive até os tempos difíceis de hoje, e eles são enterrados com respeito quando perecem, normalmente de causas naturais, ao alcançar aproximadamente 40 anos. O mugido do manali é um som quase musical e grave, semelhante a uma tuba, normalmente soltado em longos salvos contemplatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O queijo feito do leite processado de manali se chama 'crupe' e tem um sabor adociado muito característico, muitas vezes servido com frutas e geléia. O leite em si é bastante nutritivo e era servido com chocolate nos tempos da Velha Faris, principalmente nas alturas das montanhas. Os manalis se alimentam de várias plantas, principalmente capim e alguns tipos de líquens que crescem na umidade. Criadores experientes de manalis sabem alimentá-los de maneira a otimizar as propriedades nutritivas e o sabor do seu leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma variedade de manali no sul de Odenheim chamada 'nepal', &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bos grunniens&lt;/span&gt;, de cor escura e longos pêlos que alcançam o chão. Extremamente adaptados ao frio, estes manalis árticos fornecem, além do leite, todo o pêlo macio e denso que possuem em seus dorsos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5437870494577526342?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5437870494577526342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5437870494577526342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5437870494577526342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5437870494577526342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-manalis.html' title='Artigo: Manalis'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-254860200209136844</id><published>2007-04-10T20:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:20:55.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Artigo: Os Ventos Belvederinos</title><content type='html'>A imersão do Castelo Sagrado da Cerração no início do século ocasionou um choque de retorno grande o suficiente para definir uma degeneração terciária na redoma sobre o Belvedere. O esforço da ordem de Buriash com invocações de Cálciferes restaurou parte do olho, mas os tauroclasmas constantes trouxeram ventos áridos pela costa de Faris, mudando quase todo o seu cenário a olhos vistos. Ironia do destino, o maior estrago não fora feito por Ivoire, mas pela maldição do Cardeal Bram, um odeniano, tomado por Câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos do norte, trazidos do Belvedere, são vermelhos e trazem suas areias; estes ventos são chamados pelo farisi, há mais de cinqüenta anos, de 'jugos', e pelos cedarianos do norte, de 'leveches'. Eles normalmente antecedem tempestades das mais terríveis, quando não tauroclasmas. Ambos os eventos estão completamente fora do controle dos adeptos de Buriash. Parte deles atinge as fronteiras internas de Faris de maneira surpreendente; a única área salva é a província de Alagos que recebe partes mínimas dos ventos vermelhos por cima do Alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jugos alteraram completamente outrora ensolarada costa do continente, tornando-a um lugar rochoso e seco, principalmente nas maiores altitudes. Sangaria não tem florestas salvo as de Alagos; bosques secos em beiras de estrada são visões comuns, árvores que já receberam vários raios, carbonizadas como se tivessem esquecido de cair, cadáveres ocos olhando por sobre as terras secas com desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As areias quentes trazidas pelos jugos calcinam o solo onde caem. Durante sua estada, os ivoreanos instalaram máquinas Centurion, construções subterrâneas com grades imensas na superfície da terra que projetam colunas de vento frio para cima afim de bloquear os jugos. Como tudo antigo e ivoreano, trata-se de tecnologia Matra. Enquanto bloqueam as areias, as enormes máquinas desprendem redoma com grande aceleração, contribuindo para o alargamento do olho monstruoso do Belvedere.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-254860200209136844?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/254860200209136844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=254860200209136844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/254860200209136844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/254860200209136844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-os-ventos-belvederinos.html' title='Artigo: Os Ventos Belvederinos'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2507416437337912261</id><published>2007-04-10T20:10:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:56:32.234-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protetorado de Sangária'/><title type='text'>Artigo: Friar Frontale</title><content type='html'>O Eminente Friar Frontale, dos Reis Magos, é o maior administrador. Trabalha praticamente sozinho na Província de Xios, um conjunto de vilas a sul de Orai; independente de seus irmãos ele tem tido os melhores resultados tornando toda a população sob seu mando excepcionalmente educada e treinada. Iniciou seu mandado trazendo escolásticos expatriados de vários lugares e os pôs em posições de poder; trouxe professores e construiu centros de cultura. Hoje, mais da metade de sua população viaja para Cédara a trabalho e volta trazendo encomendas para o governo, em sua maioria carregamentos de produtos agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frontale teve uma curta carreira como dervixe e se tornou um feiticeiro ávido pouco depois do início das Guerras de Iblis, mas foi capturado pelos ivoreanos e mantido cativo por quase quinze anos. Foi o responsável por uma rebelião e fuga em massa de uma das masmorras mais profundas de Biblos num plano perfeito que levou mais de um ano para ser executado, e saiu de lá como um dos prisioneiros de guerra mais procurados em Ivoire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um séquito de arruaceiros, intelectuais e pensadores, Frontale voltou a Faris e abrigou-se em Orai até o fim da guerra sob a proteção de Sanfrecce. Em troca, gerenciou números e administrou patrimônios com precisão, fazendo barganhas milionárias com mercantes cedarianos e salvando várias vezes o projeto de revolução da falência imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos Reis Magos, Frontale é o mais educado, sendo um cavalgador hábil e vestindo-se impecavelmente, normalmente com cores escuras e uma peça qualquer de cor azul marinha, combinando com seus olhos. Atualmente, seu cabelo está ficando cada vez mais grisalho; ele lhe cai pelos ombros em grandes cachos e é unido em um rabo de cavalo. Apesar da relativa idade, ele tem invejável forma física e diz-se que é um combatente hábil com um bastão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2507416437337912261?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2507416437337912261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2507416437337912261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2507416437337912261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2507416437337912261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-friar-frontale.html' title='Artigo: Friar Frontale'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4836213767169564900</id><published>2007-04-09T16:57:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:56:32.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protetorado de Sangária'/><title type='text'>Artigo: Irissarri Albirex o Bradador</title><content type='html'>O Eminente Irissarri Albirex sempre foi louco - e hoje ele governa a província deserta e sujeita a tauroclasmas do Belvedere, e é responsável por todos os seus templos. Um homem desesperado enquanto lutou e foi preso várias vezes pelos ivoreanos, ele continua desesperado erguendo seu cajado sobre seu novo mundo árido e quebradiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vida (enquanto não entregou-se ao Belvedere), Irissarri já foi derrubador, teve sua bandana vermelha, tornou-se um feiticeiro, e aprendeu com longinianos retirantes o verdadeiro significado da destruição de uma vida. Lutou contra os ivoreanos e fez tudo em sua vida como se fosse seu último dia. Hoje, Irissarri mal consegue andar sem ajuda e parece completamente incapaz das magias destruidoras que um dia o caracterizaram. Na época que o encontraram, Irissarri era um redemoinho de devastação ambulante que precisava de orientação. Hoje, os reis magos o procuram para evocar a sabedoria contida no sofrimento de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irissarri passa boa parte de seus dias completamente sozinho num palacete árido no Belvedere. Um círculo de sacerdotes de Buriash vêm a cada lua promover grandes invocações de cálciferes, que vêm aos milhares no lugar amaldiçoado. Com um feitiço Irissarri é capaz de movê-los; como um brilhor difuso eles conseguem erguê-lo ou erguer o trono inteiro. Contam os adeptos de Fantasos que o palacete inteiro já foi movido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um administrador, Irissarri é praticamente um anarquista. Sob seu jugo estão algumas centenas de adeptos e iniciados em vários templos do Belvedere, como a Torre Secreta e os domínios de Andarta e Valvalis. A maioria dos templos funciona em autogestão; mesmo assim, algumas ordens partem do palacete por meio dos coronéis que patrulham o lugar. A única área que se manteve independente foi o Castelo Sagrado da Cerração, ainda que Calcedona esteja sendo lentamente reconstruída por viajantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4836213767169564900?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4836213767169564900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4836213767169564900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4836213767169564900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4836213767169564900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-irissarri-albirex-o-bradador.html' title='Artigo: Irissarri Albirex o Bradador'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-9000809277634539722</id><published>2007-04-09T08:05:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:56:32.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protetorado de Sangária'/><title type='text'>Artigo: Kirke-Jan de Undine</title><content type='html'>O Eminente Kirke-Jan de Undine teve uma longa carreira como um feiticeiro caçado pelo oeste farisi durante os primeiros quarenta anos de sua vida. Um controlador talentoso do elemento dos ventos áridos, Undine ficou conhecido por suas várias investidas contra os ivoreanos antes de ser recrutado por Sanfrecce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizado pelo permanente olhar de espanto e pelas marcas semelhantes a erosão em seu rosto, Kirke-Jan parece muito jovem para sua idade. Afora as estranhezas, ninguém daria a ele mais de vinte e cinco anos sendo que ele tem mais de sessenta. Diferente da maioria dos feiticeiros, Kirke-Jan vibra com vitalidade e poder, e conhece quase todas as técnicas de luta dervixe. Possui duas cimitarras invejáveis com gumes azuis brilhantes, parcialmente feitas de vidro alquímico e com guardas de bronze polidas. Ele sempre as leva mas nunca foi visto lutando com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista da redenção, Kirke-Jan foi o mais ausente. Nunca afirmou ou confirmou nada acerca de ter sido um feiticeiro e parece não se envergonhar disso. Como um líder é apático, deixando basicamente Alagos inteira correr como está. Passa dias em meditação quando não está completamente desaparecido. Como qualquer um que some, diz-se que ele está procurando Meredith em Alagos; de fato, ao contrário do esperado, sua população é provavelmente a mais despreocupada de Sangaria. Muitos heróis e damdari vivem nesta região, mas passam boa parte do tempo fora cumprindo demandas ou objetivos pessoais. Suas famílias são em boa parte sustentadas por seus lucros e não têm quase dependência externa, mantendo férteis plantações aquáticas de hortaliças e ervas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, Ventforet vem a Alagos visitar Kirke e o cumprimenta pelo bom trabalho em Alagos. Ele não assume e nem nega que não faz absolutamente nada. Costuma ter palavras de paz e calma para Ventforet; nestas ocasiões são promovidas festividades ao ar livre perto das florestas refletidas nas águas, e os dois discutem abertamente para quem quiser ouvir. Uma espécie de democracia acontece nestas horas à medida que quem quiser gritar uma sugestão certamente será ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-9000809277634539722?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/9000809277634539722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=9000809277634539722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9000809277634539722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9000809277634539722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-kirke-jan-de-undine.html' title='Artigo: Kirke-Jan de Undine'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1786081461146247608</id><published>2007-04-09T07:12:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:56:32.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protetorado de Sangária'/><title type='text'>Artigo: Gray Rel Ventforet</title><content type='html'>O Eminente Gray Rel Ventforet chegou jovem a Orai depois te ter perdido quase toda a família num jogo de interesses entre nobres cedarianos. Frente à guerra, entregou sua alma à feitiçaria e descobriu um talento ávido e selvagem em suas veias, se tornando um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ascendência cahuilla e cedariana, ele tem cabelos cinzentos volumosos cacheados e pele escura, como se fosse a casca de uma árvore. É divinamente alto e sua fala é naturalmente empostada, ele não consegue dizer uma palavra sem fazer com que todos a ouçam; poderia conversar normalmente com uma pessoa a dez metros de distância. É um grande conhecedor de história, línguas e teologia, e dono de um carisma selvagem e fortíssimo. Consome informação esotérica diariamente e usa vários patoás cahuilla com as bênçãos dos altíssimos de Agustine, além de uma faixa trançada verde e gris por sobre o ombro, larga e completamente bordada em fios grossos, como símbolo de sua autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos admitiu publicamente ter praticado a feitiçaria mas colocou claro que sua prática pertencia ao passado e a tempos de necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É surpreendentemente amável com seus súditos e honrado em sua palavra, ainda que completamente inflexível. A competição, sobretudo com os outros Reis Magos, lhe desperta uma avidez de progresso que o faz o maior líder de Sangaria. Como o embaixador de seu Protetorado, Ventforet usa uma túnica trançada vermelha simples e botas ferradas de manufatura cahuilla, com plataformas que relçam seu tamanho gigantesco: seu rosto e cabelos pouco comuns o destacam da multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez que voltou a Cédara desde sua infância, Ventforet foi o causador de um escândalo ao agarrar e ameaçar de morte Felippo de Agnesa, um grande mercador que se recusou a enviar soja para Sangaria temendo a ação de bandoleiros farisi. Ventforet pediu desculpas publicamente, mas quem presenciou sua cena poderia jurar que Ventforet, vermelho e de olhos lívidos, era um monstro em desespero, não um huma. Felippo acabou por mandar os carregamentos que chegaram intactos a Sangaria para suprir o país depois de uma péssima colheita e foram pagos rigorosamente na data marcada. Desde então, Ventforet adquiriu uma reputação de confiança, mas ninguém mais negocia com ele pessoalmente, um desastre do ponto de vista diplomático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gray de Ventforet passa a maior parte de seu tempo recebendo as pessoas na antiga abadia de Vestania e ouvindo seus problemas. Qualquer pessoa que enfrente a subida de cento e sessenta degraus para a sede será ouvida, queira falar de um ente morto ou de um problema da população, e ninguém vai embora sem ouvir palavras ponderadas de Ventforet. Não há uma pessoa na costa de Orel que não tenha ido pelo menos uma vez visitar o Rei Mago, e todos que voltam são tratados pelo nome por Ventforet. Muitas pessoas sobem em grupos, os excedentes somente para ouvir a sabedoria do meio-cahuilla e sua singela bênção de "Maeve sobre vós".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1786081461146247608?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1786081461146247608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1786081461146247608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1786081461146247608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1786081461146247608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-gray-rel-ventforet.html' title='Artigo: Gray Rel Ventforet'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-732841325949203199</id><published>2007-04-08T19:44:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:56:32.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protetorado de Sangária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Iniciativa Branca e o Protetorado de Sangaria</title><content type='html'>A morte de Lemminkainen, o Imortal (672 D.F. - 701 D.F.) e o genocídio de Céus Partidos marcou o início de um movimento reacionário explosivo dos dervixes, a Iniciativa Branca, que hoje se sabe ter feito residência na Abadia de Vestania, um santuário que suportou intocado as Guerras de Iblis. Espelhando-se na revolta vitoriosa da Décima Quinta odeniana, a Iniciativa Branca foi o mais próximo que Faris teve de heróis de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construída por povos andantes em aproximadamente 600 A.F., Vestania foi lar de uma civilização hoje perdida que se extinguiu poucos anos antes da chegada da Santa Comitiva a Nelbiand. À pequena costa de montes escarpados elevando-se à beira do mar foi dado o nome de Costa de Orai. Esta ainda conserva-se quase completamente tomada pelas pequenas casas de pedra daquele tempo, e também a torre da abadia de Vestania ainda olha altaneira por sobre o Alvo. Com várias aberturas para artilharia, pode-se supor que o povo de Orai teria tradições guerreiras e algum entendimento bélico; fósseis de armas Matra eram encontradas quase anualmente em escavações financiadas por intelectuais belgradianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não se sabe o fim que tomou o povo de Orai. Nunca foram encontrados indícios de batalhas reais. Conta-se uma lenda sobre Buriash tê-los banido do mundo por serem parte de uma proto-raça que estava condenada a habitar o passado para sempre. Em 566 D.F., Vestania foi tomada pelos dervixes calcedonianos como um posto avançado e algumas exigências, sabotagens, e dois conselhos em Belgrade e Glenária tornaram a área da Costa de Orai e suas circunvizinhanças propriedade dos dervixes, onde eles teriam direito absoluto, respondendo apenas à totalidade do Conselho. Não que tivessem de fato usado estes direitos. Após a concessão, Vestania continuou sendo, como sempre, um lugar de passagem, até cento e vinte e um anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 687 D.F., os ivoreanos vieram sobre Faris como uma sombra comprida, e Vestania, subitamente erguida com uma população de dervixe e civis liderados por eles, os recebeu no limite de suas forças, após atravessarem e lutarem com Faris inteira. O braço de Iblis não os atingira, e os cruzadores hevelianos, os únicos navios capazes de atravessar por sobre as minas aquáticas despejadas por Dário Meredith nos seus primeiros anos, estavam ocupados com o ataque à Capela no Monte Vigílio. A independência negociada pelos dervixes serviu para manter aquele povo na defesa de Vestania e impediu que eles se juntassem à pífia resistência que avançou contra o Planalto de Lorena em 692 D.F. junto com as Brigadas Diplomáticas de Oden. Este avanço caracterizaram como uma traição potencial odeniana, mesmo tendo participado dela Investigadores Reais, na época cadetes, como Mikalis Musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória arrasadora dos ivoreanos e a instituição da União do Mar Alvo tomaram a costa leste inteira somente em documentos oficiais. A batalha se tornou ainda mais violenta quando Sanfrecce de Orai, um dervixe bandana-branca, tomou a dianteira no comando da Iniciativa Branca, uma organização para-militar constituída primariamente de dervixes e civis farisienses. Nos seus quase quatro anos de duração, a Iniciativa Branca atormentou o ministério ivoreano com ataques suicidas, feitiçaria, táticas de guerrilha e espionagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 705 D.F. ao armistício de Biblos promovido por Dário Meredith, Sanfrecce ampliou pouco a pouco os domínios dos dervixes e liderou um ataque desastroso à Frontauria, cujas baixas foram incontáveis para os dervixes. Enquanto todos pensavam que os dervixes haviam saído completamente de circulação com a queda de Calcedona, eles agiam secretamente e coletavam tesouros dos povos costeiros prometendo a devolução da vida antiga quando os ivoreanos finalmente fossem expulsos das terras farisi. Viajando por terra, negociaram armas com os cedarianos e militarizaram populações embaixo dos narizes dos ivoreanos. Centenas de pessoas trocaram a noite pelo dia no processo secreto mais extravagante da história de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias depois do Armistício, Sanfrecce foi emboscado e linchado por soldados ivoreanos retirantes. Levaram adiante seu plano quatro de seus seguidores: Ventforet, Frontale, Undine e Albirex, que ele chamava "Reis Magos". Não obstante, eram mais feiticeiros do que dervixes, responsáveis por boa parte do terror nos olhos dos ivoreanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 748 D.F., foi fundado o Protetorado de Sangaria - inicialmente às escuras, mas tornado público nas primeiras luas de 752 D.F. como uma nova pátria independente de Faris. O estado lastimável em que se encontrava o resto do país fez com que o brado de uma nova nação promissora ecoasse e tivesse como resposta imediata o silêncio, mas alguns anos depois, grandes caravanas começaram a chegar ouvindo as promessas do leste. Para o desencanto dos farisi, Sangaria estava fechada, talvez para sempre. Os que não quiseram ouvir foram repelidos com violência por uma nova ordem dervixe dedicada à proteção de Sangaria, os Coronéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O território de Sangaria hoje compreende uma faixa estreita da costa leste de Faris, desde o início do Belvedere até Alagos, mantendo o que podem se chamar de postos avançados nas proximidades de Glenária, onde confrontam com as autoridades de Velha Faris, corrompidas e desgastadas pelos ivoreanos. Sua capital mudou de lugar três vezes por causa de conflitos entre os Reis Magos, mas voltou a ser Vestania reafirmando a soberania de Ventforet de Orai. Cabem aos outros Reis Magos as províncias de Alagos (Undine), Xios (Frontale) e Belvedere (Irissarri) num regime semi-ditatorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo de Sangaria lamenta profundamente não poder dividir o que tem com o resto de Faris. Para todos, as portas do paraíso estão fechadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-732841325949203199?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/732841325949203199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=732841325949203199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/732841325949203199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/732841325949203199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/04/artigo-iniciativa-branca-e-o.html' title='Artigo: A Iniciativa Branca e o Protetorado de Sangaria'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5710892291935969701</id><published>2007-02-12T07:00:00.000-02:00</published><updated>2007-07-02T23:20:55.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Leitura: Sobre Frontauria</title><content type='html'>A desolação de todos os farisi que viveram a terrível Guerra de Iblis, se pôde encarnar fisicamente, engastou-se cravada nas muralhas de Frontauria. Esta terrível fortificação, hoje deserta, por tantos anos foi a residência dos insubordinados, dos resistentes e dos revoltosos contra a colônia e a União do Mar Alvo. Lá não era permitido sorrir. Todos que lá ficaram presos envelheceram rápido e perderam o viço de viver, ansiando por uma existência melhor após a morte. Muitos ficaram insanos e doentes, e quando as muralhas foram abertas a tiros de canhão odeniano, não houve quem saísse dali correndo de braços abertos para ganhar de volta a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construída a 692 D.F., Frontauria foi levantada com pedras das cordilheiras Aesir. Suas muralhas inclinadas pareciam poder desabar a qualquer momento, e o solo todo foi consagrado a Marena, anjo da desgraça, desejo e cobiça de Ivoire. Sua imensidão labiríntica era proibida aos ivoreanos: os algozes, vestindo túnicas brancas e capuzes, içavam os prisioneiros de fora com um guindaste, e os atiravam ao lado de dentro aos berros para que eles nunca mais voltassem. Era permitido aos colonos assistir o espetáculo da condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez à cada lua minguante, adeptos de Marena resguardados por milagres, os Doutrinadores, entravam em Frontauria por uma abertura nas muralhas. Acredita-se que eles o faziam com a intenção de matar, por piedade, os prisioneiros que já estivessem em estado avançado de mortificação. Isso é o que se conclui hoje em dia por relatos externos e documentos recuperados; na época, acreditava-se que os Doutrinadores marenitas torturavam os farisi internos de alguma forma. É claro que isto contribuía para o mito de Frontauria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mito é que o Bispo Maarten Lyon, grande compositor de música folclórica, tenha sido preso em Frontauria, e tenha escrito uma das suas mais complexas e belas peças, a "Alegoria da Seiva das Estrelas" ao ser liberto pelos odenianos, quase no final da guerra. A verdade é que foi seu irmão mais jovem o condenado, Tyre, e o Bispo Lyon tenha composto a peça em memória ao dia que acreditou que Tyre havia sido morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crueldade assume muitas formas neste mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5710892291935969701?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5710892291935969701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5710892291935969701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5710892291935969701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5710892291935969701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/leitura-sobre-frontauria.html' title='Leitura: Sobre Frontauria'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5431693205705843</id><published>2007-02-11T11:40:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Celados</title><content type='html'>O celado ou "dragão-de-sela", &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Destrier trachea,&lt;/span&gt; é o principal animal de transporte de Natal, competindo apenas em Odenheim com os felpi. Trata-se de uma espécie dracontina bípede, com o corpo alongado e duas garras frontais, com uma crista curta e cor verde-pálida e caudas muito longas apontadas para o alto, que terminam numa abertura semelhante a uma arraia fina e escura, usada para equilíbrio. Como uma espécie, eles são relativamente recentes, provavelmente não tendo vivido a Segunda Era, ou pelo menos não tendo combatido os djins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Destrier trachea&lt;/span&gt; é inteligente, ainda que tímido. Servem aos humas com lealdade e disposição, e muitas vezes os compreendem melhor do que eles mesmos. Aprendem rapidamente muitas palavras em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt;, mas mesmo em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani, &lt;/span&gt;a comunicação com é fácil apesar de eles nunca responderem com palavras, sempre com ações. Tendem-se a se sentir intimidados quando abordados desta maneira e são muito evasivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os celados não são usados em Longinus porque têm uma espécie de pavor ancestral e estranho dos reptantes, entrando imediatamente em pânico à mera visão de um. Em Odenheim, precisam ser equipados com aquecedores dorsais, cobertores térmicos cheios de água que devem ser aquecidos periodicamente para manter o celado confortável. Eles começaram a ser trazidos para Ayanan no segundo século depois da fundação, mas não suportam naturalmente os climas mais frios por causa de sua natureza reptiliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes aquecedores são montados sobre as costas dos celados e têm uma sela encaixada. Prolongam-se para as costelas do animal e cobrem seu peito como um colete, tendo um espaço para um escudo relativamente pequeno de metal ser afixado. Seus tubos de água são aquecidos com fogo, mas modelos antigos Matra e aquecedores elétricos existem, apesar de não serem muito confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos celados que nascem hoje em dia são de famílas de celados citadinos, mas alguns ainda se criam soltos em áreas amplas. São preferencialmente ovíparos, mas adeqüam-se bem a rações nutritivas produzidas nas cidades. Muitas vezes, celados selvagens cansam-se de lutar pela sobrevivência e vêm às cidades procurar trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os humas, não existe o conceito de posse para com um celado. Qualquer celado que seja encontrado no meio do caminho e não esteja esperando alguém em especial concordará em levar um huma para qualquer lugar enquanto for alimentado e bem-tratado. Eles entendem bem quando estão sob o serviço de alguém, e mantém-se prontos para encontrar seus empregadores em outros lugares se isto for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um celado, melhor do que ter sempre alguém para levar é ser afiliado a uma baia. Baias existem na maioria das grandes cidades e são grandes postos onde se paga para levar um celado. Lá eles são educados para trotar confortavelmente, são bem-alimentados, recebem tratamento especial e se preparam para enfrentar jornadas maiores do que os celados normais. Após concluir o trabalho, o celado retorna para sua baia. O senso de direção deles, principalmente para voltar para "casa", é ótimo, mas eles confiam em postos de meio-de-estrada e viajantes para apontá-los a direção de suas cidades caso se percam. Por isso, os celados, independente de quem estiver cavalgando, usam sobre o peito um escudo da cidade em que trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que se afeiçoe a um celado o suficiente ou precise de uma montaria para sempre pode criar um vínculo permanente com ele. Para isso, o celado deve ser levado a um templo em dias específicos, e os dois juntos devem fazer, lado a lado (sem que o 'dono' o monte), uma pequena viagem ao longo da constelação nata do animal. Por fim, o celado é batizado com um nome dado pelo seu novo 'dono' numa pequena cerimônia folclórica. A partir daí, o celado o servirá sem relutar e lutará por ele se necessário; atravessará dificuldades e passará fome e frio sem abandoná-lo. Sabe-se que os celados têm profundo maravilhamento pelas coisas divinas. Os ritos dão trabalho, mas o celado se torna um companheiro para a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe no sul de Cédara um ancestral vivo dos celados, o chamado celado cardeal ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Destrier cerulea&lt;/span&gt;, um quase-anfíbio de coloração mais escura e de cauda muito mais poderosa, adaptada para atingir grandes velocidades em lagos e pântanos, sua habitação natural. É possível que tenham vindo junto com os celados regulares. Às vezes, cedarianos aventureiros - principalmente cranequins em fase de testes - se põem a tentar domar esses animais, que são muito territoriais e agressivos. À medida que envelhecem, sua pele escurece e adquire um teor viscoso. Diz-se também que eles podem soprar saliva quente que, ao contato da pele desprotegida, provoca febre e um ardor terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Híbridos de celados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trachea &lt;/span&gt;e celados cardeais são chamados "bardotos", e crescem descontroladamente até seu rabo ser amputado, podendo atingir até três metros de comprimento com saúde. São rabugentos, mas utilíssimos como bestas de carga, e vivem quase sessenta anos apesar de serem completamente estéreis. Distinguem-se dos outros celados por vários fatores além do tamanho e da cauda amputada: têm a pele esbranquiçada e com manchas verdes, e a cabeça ornada por uma espécie de crista circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe ainda o chamado celado voador, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Destrier micrathene&lt;/span&gt;, que tem agilidade surpreendente nas encostas rochosas que habitam em Faris. Eles são menores e carnívoros, de coloração terrosa e ruins para montar. São, também, muito estúpidos, e andam em bandos liderados por alfas ainda mais ágeis. Sua cauda é apontada para baixo e tem a metade do comprimento da cauda dos outros. Eu imagino que eu não precise dizer isso, mas eles não voam de verdade, é só como os montanheses o chamam pelo fato de saltarem com agilidade entre fendas e pedras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5431693205705843?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5431693205705843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5431693205705843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5431693205705843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5431693205705843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-celados.html' title='Artigo: Celados'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5964366157678940302</id><published>2007-02-11T10:26:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.855-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confederação Cedariana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Pushani</title><content type='html'>O pushani do sul, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minerva otus&lt;/span&gt;, é uma ave de corpo emplumado, cabeça redonda, orelhas longas e eriçadas, bico curto e curvado pra baixo, e grandes olhos de inteligência sublime. São reverenciados como representantes de Muut para o povo cahuilla e sua existência é rara fora das ilhas-colônia de Agustine e Ramona. Assemelham-se a 'corujas' descritas por viajantes, e têm cor e tamanho variável dependendo da sub-espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pushani continentais às vezes são vistas no sul de Cédara, sendo pertencentes a uma sub-espécie chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minerva sanfordi&lt;/span&gt;, mais clara e menor. De vôo lento e belas penas, elas foram caçadas até a quase extinção no decorrer dos últimos séculos pelos cedarianos e por odenianos esportistas atrás de presas raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra espécie de pushani quase perdida é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minerva nesasio&lt;/span&gt; ivoreana, chamada de 'ave-de-Cédara gargalhante' pelos nativos. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nesasio&lt;/span&gt; voa muito mais alto do que as outras, tem asas mais poderosas e é mais forte; faz seus ninhos cavando buracos em árvores. Por fim, seu canto poderoso lembra uma gargalhada estranha, daí seu nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5964366157678940302?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5964366157678940302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5964366157678940302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5964366157678940302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5964366157678940302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-pushani.html' title='Artigo: Pushani'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5319872499525912332</id><published>2007-02-11T10:01:00.000-02:00</published><updated>2007-02-09T23:02:13.740-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elementos'/><title type='text'>Elemento: Delta</title><content type='html'>O elemento Delta tem duas propriedades fantásticas: uma, ele ignora boa parte da gravidade natural dos mundos, sempre caindo com muita lentidão. Duas, ele absorve outros elementos e tem uma natureza extremamente neutra. Estas duas propriedades, combinadas ao fato de ele só ser achado em uma forma de poeira finíssima entre o sólido e o gasoso, permitem aos alquimistas fazerem misturas de elementos e compostos no ar, simplesmente libertando Delta à frente e atirando os elementos ou compostos a serem somados na poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em natureza e por si só, o Delta assemelha-se à Arquirrocha odeniana (em Odenheim, ele é chamado Lança Alada). A propriedade de levitação e absorção do Delta já foi usada várias vezes em compostos com a intenção de desviá-la para outros objetos, com graus limitados de sucesso. É comum acordo entre os alquimistas que não seria possível usar Delta pra manter uma construção no ar. O máximo que já foi conseguido foi uma espécie de concoção de Queda Lenta que faria o usuário descer lentamente no ar quando a ingerisse, e ainda assim arriscando-se a passar por sérios problemas biológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua cor varia entre um azul muito claro e um cinza pungente, sendo que o Delta mais azul é sempre o que cai mais devagar. Na natureza, ele é encontrado como componente de nuvens carregadas de eletricidade pouco antes dos relâmpagos se formarem. Como é um procedimento arriscado consegui-lo e ele não é aproveitável depois de misturado ou ingerido, o Delta muitas vezes atinge preços exorbitantes no mercado. Outras vezes, sua disponibilidade é alta quando existem sucessos em grandes expedições às alturas de Eiselc e outras grandes montanhas para capturá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5319872499525912332?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5319872499525912332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5319872499525912332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5319872499525912332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5319872499525912332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/elemento-delta.html' title='Elemento: Delta'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8998414065769568541</id><published>2007-02-09T22:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-09T22:01:12.207-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elementos'/><title type='text'>Elemento: Mjolnir</title><content type='html'>O Mjolnir é um dos elementos mais famosos entre os aventureiros, que o carregam em estado líquido, dentro de orbes. Seu principal poder é explodir com força quando em contato com o ar acima de zero graus; quanto mais concentrado estiver o Mjolnir, mais fria é sua cor e mais poderoso é seu estouro. Em estado natural, o Mjolnir brilha numa cor verde nuclear; progressivamente, ele fica amarelo, depois laranja, depois vermelho, azul, e finalmente púrpura (a famosa Orbe Hexadetonadora ou "6D" é feita com este composto), onde alcança limites de estabilidade. Quando é concentrado além deste ponto, ele vai esbranquiçando, mas este é um procedimento perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este elemento perigoso é retirado de dentro de pedras milenares em escavações cada vez mais profundas, e utilizam-se reatores para colocar os complexos de cavernas muito abaixo de zero graus. A força de uma picaretada ou uma fagulha pode ser o fim de um grupo de exploradores se a margem de segurança da temperatura não estiver bem calculada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rochas que contém Mjolnir são vendidas ao alquimista pela quantidade estimada de Mjolnir que haja lá dentro. São chamadas "conchas". O Mjolnir muitas vezes deve ser purificado a vácuo antes de usado, a não ser quando são compradas Conchas de grande qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8998414065769568541?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8998414065769568541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8998414065769568541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8998414065769568541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8998414065769568541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/elemento-mjolnir.html' title='Elemento: Mjolnir'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2640370275510285907</id><published>2007-02-09T12:24:00.000-02:00</published><updated>2007-02-09T02:16:55.191-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><title type='text'>Artigo: Os Lunomantes, ou Druidas</title><content type='html'>Há milênios, nascem em Natal pessoas em ressonância com a natureza e a realidade tecida por Maeve. Elas são o antônimo dos feiticeiros em personagem e em fé, que é profunda. Muitas delas vivem seus anos como gente comum, perseguindo suas próprias motivações, mas umas poucas descobrem que, se reverterem componentes da realidade a um estado que se assemelhe ao da criação original, podem evocar grandes poderes presos na natureza. Os longinanos chamam-os Lunomantes, e os farisienses os chamam Druidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta arte é um misto de inspiração, presságio e acidentes, realizada por todos que descobrem sua característica especial. O ato é chamado Desprendimento: idéias originais, o praticante altera o cenário (por exemplo, movendo uma rocha) e tenta o fazer se assemelhar à um Estado Original. O Desprendimento torna o lugar uma espécie de santuário, que é terra santa e impede qualquer feiticeiro de libertar seus poderes. Ao mesmo tempo, o santuário cria um influxo de energia sagrada que começa a restaurar a Redoma acima dele tão logo é criado. Por fim, o Desprendimento canaliza para o seu praticante uma reserva de poder pessoal semelhante à geomancia chamada Druidismo, que esconde grandes poderes de natureza divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a experiência, os Lunomantes descobrem que o estado original pode ser invocado enquanto for apenas visto, e aprendem a domar seus olhos e imaginação. Descobrem que espelhos, desenhos, ilusões e o clima influem no quanto o santuário pode se tornar poderoso, e passam a carregar todo tipo de aparato luminoso e espelhado. Tornam-se proficientes com luzes, fogos e efeitos especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Lunomantes ou Druidas sempre existiram em número muito pequeno e sua fé indomável muitas vezes contrariam os altíssimos, tornando-os quase hereges. Quase todos acreditam seguir os desígnios da própria Deusa por mais ausente que ela possa parecer, 0 que o clero ortodoxo maevita considera uma pretensão e um sinal claro de desrespeito às palavras de St. Sharini. Houveram ao longo da história rebeliões de Druidas no coração de Faris que tiveram de ser enfrentadas pelos sacerdotes de Buriash eles mesmos, na tentativa de fundar um nova religião que prega um retorno à criação e uma extinção voluntária da raça huma, mas a maioria dos druidas não é radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;continua&gt;&lt;br /&gt;&lt;/continua&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2640370275510285907?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2640370275510285907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2640370275510285907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2640370275510285907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2640370275510285907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-os-lunomantes-ou-druidas.html' title='Artigo: Os Lunomantes, ou Druidas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2615928502145228043</id><published>2007-02-09T01:08:00.001-02:00</published><updated>2007-07-02T23:20:55.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Leitura: A Tragédia de Belruna</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;Aconteceu conosco ao que víamos a ameaça se aproximar. Nossos irmãos mais velhos se foram, junto aos Dragões da República. Eles não podiam saber daquilo tudo e ficar ali esperando. Estavam prontos para deixar de ouvir-nos e seguir seus caminhos em direção à Face de Iblis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras de nossos pais não mais tocavam suas almas. Em um mundo em que tudo que aprendíamos ia ruindo sob a marcha ivoreana, tudo que era ensinado perdia o valor. E nós não os reconhecíamos - iam nossos irmãos com outros olhos, os olhos que não relutavam ou choravam. É pouco dizer que não voltaram. Eles desapareceram da história e de nossas vidas sem piedade, sem pensar que nos fariam tanta falta, como nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de chegarem os ivoreanos, vieram pessoas do nosso povo mesmo pedindo abrigo, muitas delas. Oestrinos, montanheses, gente das fronteiras, não sabendo se queriam ficar ou continuar fugindo até os confins do mundo. Todos tinham as almas exaustas. Queriam parar, talvez para olhar Faris por uma última vez como era para ser. E nós continuamos ali, ajudando essas pessoas, muitas vezes as reabastecendo para que continuassem, Maeve sabe até aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É até engraçado pensar assim. Essas histórias terríveis de guerras, nos contavam desde pequenos. Parecia uma coisa distante e inatingível no mundo como era, quem iria dizer que de repente um país ia começar a engolir o outro? Belruna, o lugar onde nascemos e morreríamos, ficava a norte do Poço das Botas, o velho Poço das Botas, perto dos rios que descem das montanhas que dividem Faris ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belruna parecia eterna para nós. Aquelas árvores escuras sussurravam o frio à noite, quase uma bênção no meio de Faris onde tudo quase que sofre debaixo de Nila lá no alto. E se Ivoire é tão quente como dizem, talvez eles tivessem um motivo pra vir em cima da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engano meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NADA é motivo para o que aconteceu conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo lembra, mas ninguém gosta sequer de comentar. As crianças viram primeiro aquilo acontecendo. Era uma espécie de nuvem, mas não era branca nem estava no céu. Era uma nuvem da cor da terra tapando o horizonte, a vista das montanhas. Antes de ela chegar uma tempestade rasgou o céu destruindo nossos corações. Os raios cantaram para a areia chegar arrebentando as árvores e tudo que havíamos construído. Os ventos levaram embora as pedras e fizeram delas bordunas sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podíamos gritar. A terra estava se revirando. O mundo estava saindo de baixo de nossos pés e ganhando os céus na maior tempestade de areia que os piores desertos do sul já teriam visto, em arrancos de vento vindos em nossa direção. E a floresta gritaria por nós, todas aquelas árvores arrancadas do chão e empapadas de areia, toda nossa sombra, todo nosso frio se esvaiu pelos ares naquele monstro terroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia o que abandonar, não havia como contar os mortos. Os que não foram jogados longe se reuniram perto do que sobrou do poço e foram embora. Eu estava entre eles. Eu vi os olhos das mães e irmãos pousados no horizonte procurando uma silhueta. Eu vi elas olhando para trás, a alma aterrorizada mas o coração querendo morrer junto com aqueles que se perderam nos ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca esqueceríamos. Nunca seríamos os mesmos. Mas somos farisi. Nossa alma suporta e canta por fim. A caravana partiu com talvez trinta pessoas, para o leste sem-fim. Procuraríamos ajuda e algo que nos levasse a sorrir, ainda que sempre olhássemos na direção que achamos que deita-se nossa cidade perdida sob as areias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se passou antes que percebêssemos que fomos muitos dentre os que perderam tudo para os ivoreanos, ainda que poucos tenham sucumbido sob areias como nós. Cruzamos com outras pessoas, com outras idéias, muitas queriam ganhar o oeste de volta, lutar. Nós queríamos viver, viver para poder esquecer aquela desgraça. Restavam-nos poucos de nós e éramos todos estranhos depois de tudo que aconteceu. Toda noite rezávamos pelo fim daquilo tudo e para reencontrar nossos entes. E Maeve cobriu os ouvidos - até hoje.&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2615928502145228043?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2615928502145228043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2615928502145228043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2615928502145228043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2615928502145228043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/leitura-tragdia-de-belruna_09.html' title='Leitura: A Tragédia de Belruna'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1820541445825489999</id><published>2007-02-06T21:56:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:27:37.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Império Sagrado de Longinus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Ravanas</title><content type='html'>A ravana longiniana, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ravian sidera&lt;/span&gt;, é uma grande ave aparentada com os garudas, mas de tamanho menor e cor que vai de vermelho claro a um escarlate encarnado e brilhante. As ravanas também dão origem a plumas completamente brancas, mas as arrancam tão logo nascem. São aves orgulhosas que se alimentam de cerejas e maçãs (que supostamente teriam dado a elas sua coloração). Contam os longinianos que o sangue da ravana, derramado por sua própria vontade, pode salvar um homem ou fazer a forja de uma espada ficar indestrutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua visão é comum em épocas de guerra. Os guerreiros longinianos chamam os ravanas de 'grandes condenadores' porque eles sempre são vistos em lugares onde gente morre. Nunca se aproximam, mas é certa a presença deles nos céus. Os com fé mais otimista tomam-os por guardiões dos campos de batalha. Outros pensam neles como arautos do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ravanas por si parecem não se importar com nenhuma das designações. Não gostam de serem chamados em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; e se misturam pouco, mesmo com damdarans. Dificilmente se arranca palavras deles; arranjos florais de algum tamanho feitos no solo os atraem, principalmente se contiverem cerejas e maçãs, e eles podem vir a estacionarem-se num lugar onde hajam oferendas freqüentes. Contudo, não oferecerão nada mais do que sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos longinianos nascidos no pós-guerra os consideram arautos de Maeve e sinal de boa sorte. Diz-se que a Imperatriz Neman tem um amor incontestável pelos ravanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1820541445825489999?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1820541445825489999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1820541445825489999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1820541445825489999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1820541445825489999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-ravanas.html' title='Artigo: Ravanas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3473606019539504923</id><published>2007-02-06T19:35:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:12:25.571-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: A Cidade Tumular</title><content type='html'>Dentro da religião ortodoxa maevita existem muitos ritos fúnebres canonizados e reconhecidos pelos hierofantes. De fato, a maioria dos Altíssimos tem pelo menos um rito especial de dedicação, reservado aos seus seguidores mais fiéis. Alguns, como os ritos de Buriash, Idun e Lodis, são de grandes glórias e esplendores, mas os rituais mais praticados são os ecumênicos que suplicam "à Maeve e a todos os Maiores" que guie a alma do morto a lugares melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos rituais mais praticados por aristocratas em grandes cidades é a Procissão, quando objetos queridos do falecido são levados por seus familiares ou amigos até seu túmulo. A maioria destes túmulos são pequenas capelas dedicadas à alguns Altíssimos que tenham ajudado o falecido em vida, e com inscrições relativas à pessoa. Na capela ficam depositadas estas lembranças - pessoas muito virtuosas ou de vontade transcedental podem fazer com que estas ganhem propriedades geomânticas ou divinas, que podem ser recolhidas mais tarde por descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase trezentos anos desta tradição criaram uma espécie de cidade dos mortos a sul de Lodis. Ela tem vários nomes entre a aristocracia e outros muitos entre os tealeanos, que têm todo tipo de história estranha sobre o lugar. Chamam "Cidade Tumular", "Vila dos Pálidos" e "Baixo Distrito" o gigantesco cemitério com alas que separam umas famílias das outras. Lá não circulam guardas, somente adeptos e jardineiros. As relíquias ficam à plena vista e a maioria dos túmulos é aberta (com os caixões enterrados, obviamente). Houveram poucos casos de hereges e feiticeiros que assaltaram as capelas atrás de objetos divinos; hoje em dia, a circulação diurna e noturna lá é grande a ponto de impedir estes atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única regra quando se entra na Cidade Tumular é manter-se em silêncio. Não existem grandes preocupações com decoro lá: muitas vezes, namorados vêm a este lugar calmo para passear, e artistas, em busca de inspiração. Nenhum dos atos é visto com maus olhos: muitas pessoas que passam por lá homenageiam seus queridos e, como se diz, 'fazem companhia às almas', mesmo que sem querer. Também se recomenda um mínimo de elegância no trajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade Tumular localiza-se do lado de fora das muralhas de Lodis, a mais ou menos uns vinte minutos de caminhada ou bem menos num celado bem-disposto. Todos os celados lodianos já se acostumaram à idéia de trotar silenciosamente perto do grande cemitério, mas se você trouxer um celado de fora, é bom alugar um na cidade. Eles são gentis por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3473606019539504923?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3473606019539504923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3473606019539504923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3473606019539504923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3473606019539504923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-cidade-tumular.html' title='Artigo: A Cidade Tumular'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7811785648782323684</id><published>2007-02-03T15:36:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:12:47.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: O Sacrário Imerso de Wolfram</title><content type='html'>O sacrário do altíssimo da nevasca Wolfram é diferente do esperado. Construído abaixo do nível do mar (assim como o Palácio Oceânico e outras obras da primeira civilização), ele é composto de inúmeros níveis até seu último solo onde supostamente estaria guardada uma relíquia sagrada. Diferente de muitos outros sacrários, o de Wolfram não tem satélites ativos ou outras formas de defesa senão os cavaleiros capelitas ocasionais que estiverem passando por lá. No entanto, as águas que o permeiam muitas vezes inundam a desabitada construção por dias, a enchendo de criaturas marinhas e cálciferes ocasionais inchados com a força das torrentes de fora. Somente os cardeais do protetorado permitem-se descer ao sacrário, ainda assim somente quando a maré está baixa. Falhas nos sistemas de drenos do sacrário causam inundações repentinas e muito perigosas, necessitando de ação rápida nos canais abaixo do sacrário para que a construção não venha a colapsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez sede diplomática de Odenheim, Wolfram recebeu presentes de vários outros países, sendo a maioria de Ivoire e Longinus em tempos de paz. Durante a infestação de feiticeiros de tempos passados, todas as relíquias foram guardadas (ou melhor dizendo, isoladas) neste sacrário em salas guardadas por imagens dos muitos já falecidos satélites de Wolfram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7811785648782323684?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7811785648782323684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7811785648782323684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7811785648782323684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7811785648782323684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/02/artigo-o-sacrrio-imerso-de-wolfram.html' title='Artigo: O Sacrário Imerso de Wolfram'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5204275047212492652</id><published>2007-01-31T11:28:00.000-02:00</published><updated>2007-07-02T23:58:02.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confederação Cedariana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><title type='text'>Artigo: A Civilização Cahuilla</title><content type='html'>Entre uma etnia huma e uma conjuração, os cahuilla vivem nas friorentas ilhas de Agustine e Ramona, do oceano Infra. De pele avermelhada, feições sinceras e cabelos muito longos de cor negra ou cinzenta, são tementes a Maeve na forma de uma cahuilla terna de cabelos negros e manto que formam todos os mundos e se desfazem em efêmera. Existem em número de poucas centenas e são resguardados como uma espécie de pequena nação independente apesar de estarem em território oficialmente cedariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua organização social é tribal, mas têm fortes ascendentes culturais e uma mitologia riquíssima que inclui quase tudo de Natal. Existem sacerdotes entre eles, seguidores dos altíssimos que olham por suas ilhas: Sungrey e Muut. São atiradores incríveis e dominam plenamente o uso da pólvora; mandam barcos com os produtos raros de sua terra em troca de armas de fogo cedarianas, que usam para defender suas ilhas de piratas farisienses e de conjurações agressivas.&lt;br /&gt;Os cahuilla, como um povo, têm grande afinidade com uma espécie de conjuração nativa de Agustine chamada 'pushani', pássaros que variam de cor branca até castanha, passando por um cinzenta malhado. Os pushani são, segundo os cahuilla, representantes de Muut no mundo físico; têm olhos grandes e sábios, cabeça redonda, corpo grande e achatado, e bicos curtos, afiados e virados para baixo. Os pushani são para os cahuilla o que os felpi são para os odenianos; segundo eles, os pushani os guiam depois de mortos para o encontro derradeiro com Maeve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando de personalidade, para alguém que venha do continente, o cahuilla sempre parecerá distante, sonhador. Os cahuilla sempre procuram respostas filosóficas para as coisas e tendem a pensar devagar. Uns poucos vão com os navios que levam as coisas de sua terra para Cédara e não voltam mais, abandonando o seio de suas famílias para viver do lado de fora uma existência real. Tendem ao altruísmo e à honra, que são as virtudes ensinadas por seu deus da morte Muut. Muitos vieram em auxílio dos farisienses que caíram assim que souberam que haviam tantos necessitados em terras do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como boa parte dos farisienses, os cahuilla não se impressionam com tecnologia e sempre acham maneiras de fazer as mesmas coisas de maneira mais natural. Não são amantes da natureza como um povo, mas nutrem profundo respeito por tudo que é vivo. Sua mitologia volta em tempos imemoriais e se confunde em vários aspectos: nem eles sabem dizer há quanto tempo vivem naquele lugar. Não dominam ciências náuticas mas sempre estão curiosos para aprendê-las; muito poucos sabem nadar, escalar ou lutar com proficiência. O domínio deles se restringe a tiros perfeitos com armas de fogo e, se elas não estiverem disponíveis, a arremessos de objetos, lanças, pedras, o que estiver a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia dos cahuilla está centrada no fim da existência terrena. Eles acreditam que precisam de discernimento e iluminação para que possam encontrar os caminhos certos em outros mundos, e passam a vida adestrando seus espíritos. Muitos deles acabam por dominar plenamente ciências naturais e meditação; são completamente alheios à geomancias e feitiços. Muitos não vêem diferença entre um e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cahuilla falam quase sempre empregando metáforas difíceis e arcanas. Adoram aprender novas palavras e seus significados, principalmente palavras em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;. Tendem a pensar em qualquer conjuração como caça afora seus adorados pushani, e acham que os felpi parecem monstros. São fascinados por pesadelos e seus significados ocultos, e vivem encontrando presságios em acontecimentos suspeitos do dia-a-dia. Conviver com um cahuilla é mergulhar em uma existência mística sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo cahuilla tem uma amizade inocente e forte pelos cedarianos, e tende a pensar neles como verdadeiros suportes neste mundo. Eles já desistiram de educá-los nas verdades segundo Muut e na verdadeira natureza de Maeve, apesar de sempre haverem tentativas. Existe, sobretudo, um respeito mútuo forte entre os dois povos. Se Cédara viesse a entrar em guerra contra forasteiros desconhecidos, os cahuilla os apoiariam incondicionalmente e seriam os melhores dentre os atiradores em suas fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As funções sociais dos cahuilla são poucas e bem-definidas. Vivem numa sociedade onde o mérito é recompensado com hierarquia, e não há nenhuma virtude em ser descendente de um herói a não ser que o descendente tenha alguma fração de seu poder e sabedoria. Os sacerdotes formam a casta comandante numa espécie de teocracia que migra de lugar em lugar usando os recursos da áreas que passam. Os que seguem Muut são conselheiros espirituais, parteiros e pais para todos, em oposição a estruturas fixas de família. Os que seguem Sungrey estudam as artes das curas e a natureza. Seguindo os sacerdotes, vêm os atiradores, detentores de armas cedarianas e mortíferos para as conjurações que cruzem seu caminho. As mulheres são mais respeitadas do que os homens por viverem mais, e suas vidas são guardadas com zelo, apesar de com freqüência a maior parte das atiradoras serem mulheres. Os outros erguem barracas, escavam armadilhas e trabalham com as plantas que houverem no local. Organizam-se em estruturas de vinte a trinta pessoas, nunca passando muito disso. A civilização vem caindo em número a medida que cada vez mais cahuilla abandonam suas terras para aventurar-se do lado de fora e acabam não deixando descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma espécie de ritual de união entre os cahuilla que é quase um casamento entre um homem e uma mulher. Dentre seus costumes, o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; linweha&lt;/span&gt; é permitir que as luas encontrem o casal desnudo em locais sagrados da tradição, e a união é permanente. Antecedem este ritual anos de provação: o homem deve saber que a mulher o ama verdadeiramente e vice-versa, muitas vezes por meio da imposição de testes cruéis. Eles são psicologicamente incapazes de atrair-se pelo sexo oposto sem esta preparação toda, por isso sendo complicada ou impossível a reprodução com outras raças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ritual da tradição é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;takic&lt;/span&gt; onde uma vestimenta (na maioria das vezes mantos de frio confeccionados de couro) é sacramentada em seu dono e se torna parte espiritual dele. Vestimentas simples e sem enfeites (normalmente tiras coloridas, penas) indicam um cahuilla humilde, ou sem orgulho. Vestes negras tingidas com extratos de árvores setentrionais são as de cahuillas criminosos e exilados do convívio com os outros. Só por meio de uma virtude filosófica muito grande a memória de um exilado pode ser limpa, e normalmente isso só acontece após sua morte ou se ele for inocentado do que fez de alguma maneira. Na maioria das vezes, uma suspeita é suficiente para um cahuilla acusar. Eles não têm rodeios quando assuntos de honra estão em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitas outras coisas, os cedarianos ocultaram por séculos a existência dos cahuilla, mas eles (apesar de tentarem) não podem evitar que eles ganhem o continente e se mostrem ao mundo. Nenhum mentirá sobre o lugar de onde veio de bom-grado, pois têm orgulho de serem o que são no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5204275047212492652?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5204275047212492652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5204275047212492652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5204275047212492652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5204275047212492652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-civilizao-cahuilla.html' title='Artigo: A Civilização Cahuilla'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3149033244938353667</id><published>2007-01-31T02:20:00.000-02:00</published><updated>2007-07-02T23:20:55.892-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Artigo: Os Montanheses de Faris</title><content type='html'>... farisienses do oeste, os montanheses, sempre foram muito mais ligados à religião e à tradição do que seus conterrâneos do litoral alvo. Viviam das cordilheiras em inocência, vilas pequenas, muitas sem estrelas, muitos deles só viam outros lugares quando nasciam ou quando escoltavam suas esposas para que dessem à luz. Talvez por esses e outros fatos, os farisienses da costa leste teimassem tanto em chamá-los 'caipiras' e outros apelidos pejorativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos montanheses tem a fala vagarosa e suave, carregada com um sotaque característico da região. Eles têm uma inteligência simples e são donos de um bom-senso continental, apesar de alguns serem simples o bastante para não terem aprendido a ler. Impressionam-se muito menos do que o esperado com coisas tecnológicas, mas acabam aprendendo a operá-las bem. São fortes, inocentes, arredios e bondosos, talvez como Maeve quisesse que fossem todos os humas, e como se o plano só tivesse dado certo com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os montanheses há os que acham que são ótimos, e os que são muito humildes. Há quem pense que os longinianos são estranhos, e que os cedarianos só querem o bem para si próprios – e talvez não estejam errados. Existem montanheses responsáveis, existem os que sonham em viajar, existem os que tiveram seus sonhos destruídos por uma guerra que eles não iniciaram. O que une todos eles no final das contas é um respeito muito grande pela terra e por tudo que foi lhes concedido como um presente, e, talvez, uma raiva incontida dos ivoreanos e talvez até dos outros farisienses, que fizeram ou deixaram tudo de ruim acontecer com as boas terras em que viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia eles estão na pior das piores. Separados de suas famílias, suas casas perdidas, sem amigos e sem horizontes, eles vagam junto a caravanas ou solitariamente por Faris em busca de almas que lhes façam companhia. Os que defenderam os seus dos feiticeiros do clã Grendel ou os fafnires que ora reclamavam as terras ainda têm seus machados de lâminas únicas e retas por companhia para derrubar qualquer um que se meta entre eles e qualquer espécie de felicidade. Os que porventura tiveram sangue longiniano entre seus ancestrais podem ter aquele olhar noturno e místico que só eles dominam, e talvez algum talento a mais para se mover com graça e falar com a cabeça erguida. E os que pela guerra vieram a nascer sem a luz sabem que terão pouco tempo para achar algo que valha a pena nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente, eles estão distantes da pele mais alva da costa leste. Queimados de sol e com os olhos mais claros, são vigorosos e aprenderam a suportar muitas coisas frente às quais seus primos costeiros desistiriam. Metidos no meio das caravanas de hoje em dia, muitas vezes as pessoas precisam vir a eles perguntar sobre coisas simples da natureza que eles sabem melhor do que quase todo mundo. É difícil um montanhês não saber o caminho a tomar ou se vai chover ou fazer sol no dia seguinte. As nuvens são palavras muito bem escritas para eles, e os pastores de nuvens de Buriash são alvo de admiração e respeito instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascidos antes ou depois de tudo acontecer, todos têm saudade do tempo em que tinham certeza que tudo estaria no mesmo lugar no dia seguinte e as plantas estariam maiores um pouco, quase boas para colher. Os dias que eles podiam buscar água nas nascentes das montanhas e beber com abundância, sem pensar que logo depois pode faltar para outra pessoa. Mais do que todos, eles lutarão para colocar Faris de pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3149033244938353667?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3149033244938353667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3149033244938353667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3149033244938353667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3149033244938353667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-os-montanheses-de-faris.html' title='Artigo: Os Montanheses de Faris'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8620534162201516119</id><published>2007-01-14T11:35:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.468-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Marcha da Ordem Pristina sobre Lodis</title><content type='html'>Eu não acredito que perdi isso. Então, Ivaness chega a Lodis e toma conhecimento de que a Ordem Pristina e aqueles vagabundos transgressores marcharam com avantesmas, fúria e glória sobre as ruas de Lodis. Mais incrível que isso, não houve retaliação armada, mas apoio e quebra-quebra, e chegaram às portas do Palácio Oceânico todos que entraram pelos portões que foram abertos por dentro. Nem um aríete. E os estandartes azuis da ordem desfraldados nas muralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorde Gunther Quirian, Senhor dos Mares é parte do conselho agora. Não vão inventar uma cor de elmo para ele. A Quimera já não é mais - a Quimera já era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8620534162201516119?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8620534162201516119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8620534162201516119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8620534162201516119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8620534162201516119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-marcha-da-ordem-pristina-sobre.html' title='Artigo: A Marcha da Ordem Pristina sobre Lodis'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3069917709213775873</id><published>2007-01-14T01:40:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:21:51.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: Instrumentos Percutidos da Antiga Rublo</title><content type='html'>Perdoem-me a inexatidão do título. Tudo que será tratado aqui diz respeito às tradições da antiga ilha-sul de Odenheim que, hoje, força do destino, chama-se Rublo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era mais jovem, uns 30 anos que os valham, eu estive com meu pai - meu pai viajava um bocado - de vila em vila no interior de Rublo. Eu me lembro de muita coisa dessas viajens. Meu pai era um terror no meio das meninas, parecia um garoto, não um setentão velho de guerra da coroa. Nós pudemos ver uma coisa rara e fantástica durante essas andanças. Essas palavras eu escrevi na época, poucos dias depois do acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um hábito de jogar fora todos os meus textos que encontro daquela época. Eu era diferente, quase arrogante, me considerava um ser especial e achava que todos deveriam ficar atônitos com minha grande sabedoria e minhas sacadas sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto eu não joguei fora, não. Eu estava maravilhado quando escrevi (o efeito durou sobre mim uns bons dias depois do que eu vi - eu tinha enchido a cara, também). Eu estava me sentindo tão bem e tão humilde, tão pequeno frente à maravilha que os homens inspirados poderiam fazer, tão diferente de mim mesmo. Peguei do papel e fiz pra mim mesmo o favor de registrar aquelas palavras que estavam brotando de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Esse ano foi difícil pra eles, foi um ano em que não estava vindo ajuda de lugar nenhum, nem os felpi e nem os cavaleiros do norte. E a neve estava impiedosa sobre a terra, a deixando esturricada, ruim para plantar. Mas ninguém chegou a passar fome. Aquele sol glorioso fez tudo encharcado, mas estavam dançando encharcados com aquela neve que havia sido banida, esconjurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite houve tanto vinho, o vinho de dez casamentos, e houveram grandes tambores de água ribombando para fazer-nos tremer por dentro. Houve uma música divina, uma música de salvamento, uma música que viera para nos fazer perceber o quanto Maeve nos amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles tambores de água recém-degelada devem ter sido usados só daquela vez e nunca mais, e sorte de quem viu a dança sob o sol quase no fim da tarde, anunciando que todos estariam salvos. Eu e meu pai poderíamos pegar nossos trenós e partir dali o mais rápido possível, mas aquele povo em espera estava apertando nossos corações. A glória de Nila é um tambor de água, um tambor espontâneo, desritmado, reverberante, impreciso, e milagroso."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3069917709213775873?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3069917709213775873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3069917709213775873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3069917709213775873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3069917709213775873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-instrumentos-percutidos-da.html' title='Artigo: Instrumentos Percutidos da Antiga Rublo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3675015236487094071</id><published>2007-01-14T00:42:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:21:51.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: A Música Folclórica Firrareana em Rublo</title><content type='html'>Um único instrumento inspirou quase toda a tradição de um país inteiro. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitarra&lt;/span&gt; firrareana é uma espécie de violão de som metálico e reverberante, com graves possantes e três cordas. Os maiores tocadores têm agilidade incrível na mão esquerda. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitarra&lt;/span&gt; só faz acordes simples, é um instrumento essencialmente gentio, dedicado ao folclore. Algumas peças chantelianas (sobretudo óperas) incluem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitarras&lt;/span&gt;, mas no momento que elas tocam a orquestra toda simplifica-se para adeqüar-se à natureza das três cordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório folclórico de Rublo é vasto como os interiores do país. São canções sobre pastores, damas sussurrantes, noites de frio e amores impossíveis, o medo da guerra e da desolação, a esperança sempre num novo dia, e avantesmas dos rios e seus mistérios. Quando dois músicos se encontram é costume que troquem músicas. Ninguém respeita conceitos de autoria das músicas, todas são de todos, devem pensar que os músicos apenas alcançam coisas diferentes num único e imenso poço de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a simplicidade da música da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitarra&lt;/span&gt; faz com que todas fiquem muito parecidas. O repertório de idéias poéticas da vida interiorana de Rublo, apesar de lindo, é limitado. A maioria dos músicos repete as idéias que as pessoas querem ouvir: um sonho de simplicidade e fantasia, um sonho de pessoas impressionáveis, pessoas de fé e pessoas que apaixonam-se com inocência. Um ou outro músico persegue uma nova fronteira na poesia, ou conta um caso mais diferente. Muitos músicos ficam conhecidos por suas músicas características. Eles todos formam uma espécie de fraternidade onde uns ajudam os outros, já que não têm muito lugar em um país socialista onde não há tempo para ócio e diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto mesmo, a maioria dos caras que fazem essas músicas procuram agora uma maneira de levar seus passos a outros lugares que os recebam com dinheiro e agradecimentos. Enquanto, talvez, bom para o povo, o socialismo virá a matar quase tudo que um dia foi a face de Rublo para o mundo, inclusive a riquinha e pequena cidade portuária que deu o nome para o país. Seus ladrilhos já estão sendo invadidos pela grama. Pouco depois, as construções racham com as eras. A natureza gosta de morar onde nós deixamos. Será que Iamni esquecerá tanto assim do passado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3675015236487094071?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3675015236487094071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3675015236487094071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3675015236487094071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3675015236487094071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-msica-folclrica-firrareana-em.html' title='Artigo: A Música Folclórica Firrareana em Rublo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4094059253073335119</id><published>2007-01-13T01:24:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:21:51.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: O Flautim de Wilm</title><content type='html'>O flautim rublense é uma miniatura de flauta pequena e preta, feita de uma madeira especialíssima que cresce esparsamente no norte do país. Seu som é doce e agudo, mas um agudo cantante que não machuca os ouvidos nem se soprado com força. Como ninguém agüenta ouvir uma flauta monofônica por muito tempo sozinha, os flauteiros (não flautistas: quem toca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flauta&lt;/span&gt;, aquela tranversa de orquestra chanteliana, é flautista. Quem toca flautim é flaut&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eiro&lt;/span&gt;. Eu também acho feio) tocavam com os kitarristas. A proporção de flauteiros para acompanhadores sempre foi desleal. Qualquer criança com uma partitura poderia aprender rapidamente o flautim com sua mecânica simples. Assim, as professoras de Rublo aprendem a tocar a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitarra&lt;/span&gt; e acompanham a pequena orquestra de seus alunos, o som assemelhando-se a uma brisa doce vindo com todos aqueles flautins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de instrumentos de tessitura mais grave fez com que os artífices de tempos antigos viessem com um flautim aumentado e mais grosso, semelhante a uma clarineta, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;briso&lt;/span&gt;. Além dos furos, o briso tem uma vareta abafada que regula a altura do som, conferindo uma extensão de graves e médios fantástica. O som do briso é soprado e doce, quase sem agudos. Um briso soprado sem propensões musicais soa como o vento, como a natureza, como um som que se ouve num eco ou qualquer coisa assim. Só ouvindo. Tem alguma coisa mística naquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositores eruditos algumas vezes escrevem peças utilizando brisos e flautins, numa espécie de demonstração de simpatia pela tradição simples dos rublenses. Poucos conseguem um som legítimo: até os melhores sempre subvertem a simplicidade dos instrumentos a contextos complicados e harmonias difíceis, que um camponês nunca entenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria ser o último a falar mal da erudição, mas basta você soprar um briso para entender que nada do que se estuda vale mais do que o que se sente com o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem piadinhas aí comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4094059253073335119?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4094059253073335119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4094059253073335119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4094059253073335119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4094059253073335119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-o-flautim-de-wilm.html' title='Artigo: O Flautim de Wilm'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5348874301099291910</id><published>2007-01-12T09:53:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.468-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: Os Distritos de Gradec</title><content type='html'>Um dos distritos mais famosos do condado de Gradec entre os aristocratas é o Alcarin, constituído por três ruas paralelas com galerias as interligando onde se faz o comércio de ervas ornamentais, sementes e flores. O bairro é dominado por uma miríade de bancadas com muitas sementes coloridas e flores exuberantes. O chão de ladrilhos é mantido sempre limpo, apesar de, no final do dia, haver alguma sujeira de flores pisoteadas. Buquês enormes podem ser adquiridos a preços bastante razoáveis com os floristas do Alcarin; no final da tarde, o bairro se enche de noivos e namorados atrás de presentes. Outro tipo que se vê com freqüência são os alquimistas atrás de flores raras e de sementes que possam cultivar. Os floristas não gostam de vender sementes para os alquimistas, já que isso significa perda de clientela permanente para eles. Cuidadas da maneira certa, a maioria das sementes vendidas no bairro Alcarin crescem de maneira extraordinária e dão belas flores e frutos. À noite, são comerciados todos os tipos de poções, sempre postas sobre tapetes de flores em belos frascos para impressionar os aventureiros de passagem pela cidade, que geralmente vão embora pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da cidade fica uma área residencial feita de prédios estreitos construídos parede a parede uns com os outros. Muitos ficam de frente para herbários particulares dos moradores, de onde muitos tiram o sustento. O padrão de vida de Gradec é alto, possivelmente um dos maiores de Odenheim, perdendo, talvez, para Lodis e Vercel, cidades mais favorecidas politicamente. Gradec perde muito dinheiro com transporte de ervas para os portos - se fosse uma cidade portuária, ou com uma ligação direta com um porto, com certeza seria pelo menos duas vezes mais rica, já que quase setenta por cento da produção de Gradec é destinada à exportação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores e mais misteriosos investimentos do conde Terrance o Alvo é a compra de grandes tanques de água cristalina quase-congelada das nascentes de Wolfram. Elas vêm pelos portos do leste, numa operação caríssima e pouco entendida pelas pessoas. O conde Terrance construiu uma espécie de represa subterrânea na cidade onde toda a água é mantida. Até agora, a única mudança que houve é que ficou ainda mais frio na cidade e houve uma ligeira queda na produção das flores delicadas; a maior parte do povo, contudo, confia no conde Terrance e imagina que alguma coisa boa virá desta empreitada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5348874301099291910?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5348874301099291910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5348874301099291910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5348874301099291910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5348874301099291910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-os-distritos-de-gradec.html' title='Artigo: Os Distritos de Gradec'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2200805126809141470</id><published>2007-01-11T15:54:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:26:23.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Aias</title><content type='html'>Aias, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odon heliptera&lt;/span&gt;, são uma espécie de inseto pequeno comum próximos de lagos e outros corpos parados de água. As aias têm grandes asas translúcidas, olhos multifacetados e corpos de coloração azul metálica. Alimentam-se de outros insetos pequenos, normalmente mantendo a população destes em um nível que não incomoda ninguém. Seu abdômen tem uma substância fosforecente que brilha à noite de uma maneira pálida, normalmente em épocas de acasalamento. São nativas dos lugares mais frios em Odenheim mas migram quando os lagos congelam, geralmente para a costa leste de Faris. À noite, quando voam em bandos sobre o Mar Alvo, causam pânico nos barcos muitas vezes por serem facilmente confundidas com cálciferes à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que as ancestrais das aias contemporâneas fossem capazes de concentrar geomancias dos outros, como se fossem receptáculos, e desta energia vem a luz que as aias emitem à noite. Existem damdarans que juram que ainda é possível fazê-lo com as aias de hoje em dia, apesar da dificuldade de manter a pequena criatura por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os damdarans, as aias vivem de uma maneira hedonista, interessando-se em diversões como navegar entre galhos de árvores e provocar animais brilhando inconstantemente e fazendo-os se perderem de seus donos em perseguição. Elas são completamente incapazes de se comunicar, mas assustam-se quando são chamadas pelo nome em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; ("elas acham que o seu trabalho já foi feito e que nunca mais vão precisar preocupar-se com nada, e por isso fogem quando chamadas pelo mesmo nome que eram chamadas há tanto tempo"). Diz-se em áreas rurais de Rublo que uma aia pode acender um galho de árvore e criar um incêndio se irritada ou capturada. A maioria dos damdarans não gosta das aias e nem do comportamento delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da variedade azul mais comum, existem várias espécies de aia, como a asa-aberta esmeralda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odon dryas&lt;/span&gt;, a asa-de-jóia ivoreana, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odon calopteryx, &lt;/span&gt;a dardo-negro ocidental, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odon hetaerin&lt;/span&gt;, e a cauda-anel azul, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odon lecarin&lt;/span&gt;. A asa-aberta esmeralda e a asa-de-jóia de Ivoire vivem em regiões Oeste de Natal e são adaptadas ao calor. A dardo-negro ocidental é uma aia munida de um ferrão que vive no norte de Faris, e emite uma misteriosa "luz negra", uma luminosidade púrpura misteriosa que faz coisas brancas brilharem. A cauda-anel azul é uma variedade maior da aia odeniana que vive na parte mais oriental da República.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2200805126809141470?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2200805126809141470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2200805126809141470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2200805126809141470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2200805126809141470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-aias.html' title='Artigo: Aias'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3155526694857129531</id><published>2007-01-10T14:52:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:22:59.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confederação Cedariana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Mikasas</title><content type='html'>As capitânias da série Mikasa, nativa cedariana e largamente empregadas pelos Cranequin em suas operações, são leves e comportam uma tripulação de, no máximo, oito pessoas. Armadas com turbinas duplas, podem desenvolver velocidades superiores a 40 nós em mares internos e mais de 105 nós no éter. Sua blindagem é toda feita de aço e cromo (a isto chamam Armadura Crupe); elas têm um formato vagamente losangular e empregam três capotas para a transição. Possuem uma metralhadora pesada Matra montada em sua torre principal externa, e são adaptáveis para diversos armamentos, inclusive torpedos de alto alcance. Têm casários confortáveis, com corredores estreitos e beliches. O trabalho interno de madeira é impecável nas Mikasa industrializadas, com móveis adaptados que se encaixam nas paredes quando estão fora de uso. As Mikasa também têm cozinhas internas e uma área de lazer de razoável espaço, tudo em uma capitânia de pouco menos de vinte metros de comprimento total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Mikasa revolucionaram toda uma classe de capitânia leve híbrida em seu tempo por possuirem um par de asas largas e triangulares, retráteis, que fazem a função de planadores no éter. Em mares revoltos, as primeiras ondas impulsionam a Mikasa para o alto e lá ela permanece, usando esporadicamente as turbinas para ganhar altura e mantendo-se em segurança. Os planinautas chamam esta manobra de "eteroplanar" ou "fazer o vôo de Uraeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas a partir de projetos originais ivoreanos, as série-Mikasa geralmente carregam vários traços de seus donos. Portam muitas vezes aerografias arrogantes e grandes bandeiras (grandes mesmo) em mastros inclinados, portando motivos guerreiros, logotipos de marcas de vinho, escudos de clubes, e brasões de família. A maioria das capitânias de esquadra têm ordem de se afastar à detecção de uma Mikasa, porque o comportamento dos Cranequin é muitas vezes imprevisível e eles não perdem muitas oportunidades de assaltos em alto-éter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3155526694857129531?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3155526694857129531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3155526694857129531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3155526694857129531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3155526694857129531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-mikasas.html' title='Artigo: Mikasas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1066361255957339531</id><published>2007-01-09T18:41:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:22:59.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confederação Cedariana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Cranequin</title><content type='html'>Centenas de burgueses cedarianos todo ano lunar se encalacram em dinheiro com a Cranequin, a maior e mais desorganizada máfia cedariana, composta de, basicamente, investidores e agentes, ou seja, planinautas loucos o bastante. Travessia para outros mundos é quase uma brincadeira para eles. Habilidosos, metódicos e desleais, são especializados em táticas de combate no éter, assaltos invisíveis, exploração ilegal, artilharia, serviços de escolta mercenária fora de mundos e navegação distante, ou seja, chegar a lugares inéditos pra planinautas pertencentes a ordens reais. Os Cranequin têm catálogos de segredos sobre mundos distantes e estes são vendidos às pessoas certas a preços exorbitantes. E, mais freqüentemente, burgueses cedarianos cedem somas incríveis de dinheiro como investimento aos Cranequin, que sabem pagar este tipo de coisa com muito bom grado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família Rampost Cranequin já não existe há muito tempo. Foram exterminados ao longo do último século em uma longa vendeta com várias outras famílias. Conhecidos por sua união e devoção incontestável aos interesses da família e por seus atos extravagantes (como membros que assumiram assassinatos publicamente, fizeram assaltos grandiosos à luz do dia e, principalmente, levaram as velhas capitânias do século passado ao seu limite), eles ganharam ao longo de sua existência inimigos terríveis. Todos os Rampost Cranequin sobreviventes hoje têm outros nomes ou vivem longe de Cédara, mantendo uma suposta segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envoltos em muitos mistérios e rivalidades, os Cranequin não têm medo de se mostrar em público. Eu poderia dizer que a estrutura política de Cédara é podre o suficiente para eles poderem não se preocupar, contanto que não sejam pegos em flagrante. Mesmo assim há uma grande chance de serem ignorados ou liberados. Todos sabem que a Cranequin não perdoa autoridades que acham que podem exercer qualquer poder, ainda mais sobre eles. E todos sabem, principalmente, que a Cranequin recompensa certos tipos de discrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os Cranequin carregam uma arma chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gastrafetes&lt;/span&gt; que é uma espécie de besta-pistola de metal rápida usada com uma só mão, que normalmente também compreende um revólver de impacto e utiliza vários tipos de encantamentos. É adaptada para funcionar ainda melhor no éter, produzindo faíscas que transformam-na numa espécie de arma de contato que descarrega choques poderosos. Todos também usam uma manopla (na mão esquerda) concedida pelo patrono ou empregador atual; enquanto usarem-a, estarão moralmente obrigados a manter a lealdade. Entretanto, podem recusar ou retirar seus votos (normalmente junto com o dinheiro do pobre homem) atirando a manopla aos pés do patrono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente existe uma quantidade relativamente de farisienses e odenianos carregando estas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gastrafetes&lt;/span&gt; e apavorando os guardas de portal. A liderança da organização parte de altos escalões políticos de Cédara mas a maioria dos Cranequin responde a outros Cranequin mais antigos, que "adotam" o novato até que ele possa ter o respeito que é necessário para conhecer os "grandes". Aliás, muitos dos "títulos" da organização são adjetivos de grandeza como estes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respaldados por autoridades compradas e donos de, talvez, as melhores capitânias de pequeno porte, os Cranequin providenciam histórias quase diariamente para que (principalmente) os aristocratas odenianos se aborreçam. Para piorar as coisas, todos os Cranequin têm uma espécie de status diplomático que impede que eles sejam julgados fora de Cédara, porque "a imagem errada que a digna organização mercante tem em outros países muitas vezes leva as autoridades a cometerem deslizes em seus julgamentos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1066361255957339531?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1066361255957339531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1066361255957339531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1066361255957339531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1066361255957339531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-cranequin.html' title='Artigo: A Cranequin'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3364368330127912040</id><published>2007-01-08T15:32:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Magna Ordem dos Números</title><content type='html'>A Magna Ordem dos Números, ou “Ordem dos Numerólogos” foi fundada secretamente por Ld. Galen Melville Roch, que a liderou por seus quinze últimos anos de vida. Com uma tardia infusão, sendo um adepto fraco e um astrônomo ignorado, apesar de grande estudioso e respeitadíssimo nos círculos acadêmicos, ele descobriu sozinho o princípio da Equivalência, uma teoria sólida e manipulável com pequenos sortilégios, que poderia alcançar grande efetividade. Lorde Roch propriamente obteve pequenos sucessos em sua experiência pessoal com a Teoria da Equivalência, mas seus discípulos desenvolveram a ordem astronômica muito além do que ele sonharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 727 D.F., por divergências políticas internas, a Magna Ordem Odeniana foi excluída da Real União e sanções pesadas lhe foram impostas, levando-a rapidamente à bancarrota. Os astrônomos membros da M.O.O.N. a reergueram com seus próprios recursos e este sistema está mantido até hoje: para receber alguns livros e ensinamentos eles pagam taxas, bem como para cada uso individual de seus sortilégios. Os astrônomos da Magna Ordem têm status apenas em Odenheim; em outros lugares, a partir do momento que souberem que pertencem a uma ordem banida, devem assumir Status -1; todos devem jurar lealdade à M.O.O.N. e nunca fraudar o imposto, que é a única coisa que mantém a ordem viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3364368330127912040?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3364368330127912040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3364368330127912040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3364368330127912040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3364368330127912040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-magna-ordem-dos-nmeros.html' title='Artigo: A Magna Ordem dos Números'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6524341364894072159</id><published>2007-01-07T14:12:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:21:51.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Escolta Patriótica de Rublo</title><content type='html'>Em Rublo, aos adeptos representantes do Ministro Maynard dá-se o nome de "emires", que entre muitas outras funções, devem, em suas caminhadas diárias por todo o solo de Rublo, escolher dentre os aldeões os melhores, mais inteligentes e fortes, para compor a Digna Escolta Patriótica de Rublo, um pequeno exército de vigiadores solitários munidos com rádios de altíssima freqüência, sinalizadores e boas armas trazidas de Cédara. Como Rublo não tem condição de munir muita gente, os emires são seletivos e determinados em encontrar os mais aptos. A vida de um vigiador da E.P.R. é muito mais difícil e até menos recompensadora do que a vida de um aldeão, então a maioria das pessoas mais teme do que deseja ser escolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com boa parte dos portos abandonada, a costa de Rublo tornou-se um lugar quieto e vazio. O propósito da existência dos vigiadores é solitariamente cruzar estes limites, sempre com os olhos no mar, reportando qualquer movimento para Veruna. Desde a instituição da E.P.R. há quase vinte anos, o único caso de relevância foi quando uma pequena frota de guerra ivoreana estacionou ao sul da Cidade Nova e lá permaneceu por duas luas, aparentemente sem comunicação com a capital. A arrogância e prepotência dos rublenses neste caso quase rendeu um bombardeio pardo, e os ivoreanos aparentemente nunca tomaram conhecimento do motivo daquela armada estacionada ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6524341364894072159?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6524341364894072159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6524341364894072159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6524341364894072159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6524341364894072159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-escolta-patritica-de-rublo.html' title='Artigo: A Escolta Patriótica de Rublo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1727330029669391853</id><published>2007-01-06T19:08:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:21:51.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: O Diamante de Wilm</title><content type='html'>A Cordilheira de Wilm é o nome que se dá para a região montanhosa que divide o final do estreito com Ayanan, ou, para vocês, jovens, a República de Rublo. Em Wilm repousam quatro torres-fortalezas construídas sob os altíssimos poderosos da Constelação de Hélice, pelos dois Imperadores Remus durante seus longos reinados. Todas elas, bem como suas terras e armas, ficaram para o comunismo: as quatro hoje formam o baluarte que, talvez, tenha desencorajado Meredith a atacar Rublo por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas foi Labrys, sob Terminus. Como Labrys veio a se tornar, além de uma fortaleza, uma cidade de trocas e de passagem, encarregada da taxação e do controle de todo tráfego entre Rublo e Oden, e, sobretudo pela vontade dos novos donos da terra, Labrys tornou-se Primeira Fortaleza Terminus, uma grande cidade murada, hoje dominada por peões, adeptos, estudiosos e muita gente, transformando uma cidade da guerra numa espécie de cortiço imenso, onde escudos funcionam como janelas e lanças espetadas no chão viram varais. Um odeniano provavelmente ficaria horrorizado com as armorarias cheias de mato e as muralhas dominadas pela hera, mas arrisco dizer que o povo lá vive bem contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda fortaleza foi Vervain, sob Voltumna, o Cúmulo Recorrente. Esta fortaleza e templo das chuvas está atualmente abandonada: construída em um pináculo rochoso, tem pouca utilidade para a agricultura. Quando os salteadores e proscritos criarem coragem para empurrar aquelas grandes portas duplas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aur &lt;/span&gt;e arquirrocha (arquirrocha ou "rocha celeste" é uma espécie de pedra azul-escura profunda, quase preta, fácil de trabalhar e bastante sólida, muito usada em grandes portões), como eu dizia, quando os salteadores e proscritos criarem coragem para empurrar aquelas portas, encontrarão tesouros incríveis e cajados chamadores de raios, além de pelo menos uns cinco satélites muito entediados e enfurecidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira foi Bethlehem, um grande castelo com três grandes planos para artilharia, sob Avelt, o Brilhor Noturno. Lá se faziam lâmpadas incandescentes, como as longinianas, mas com centelhas loucas que dançavam em tons de laranja e púrpura. Tinham até um grande farol de batalha cuja luz nunca foi acesa. É dito que seu lampejo poderia cegar um homem para sempre. Suas barricadas também eram as maiores. Se Iblis chegasse lá ele ia ver o que chamamos "resistência secular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última foi Impatiens, sob Cebalrai, Dominador dos Véus, a "Morada dos Invencíveis", uma fortaleza localmente famosa pelos seus caçadores de avantesma, aparentemente imortais graças às armas encantadas com o Bracelete da Concha Mística que transformava ferimentos em simples cansaço. Era um espetáculo tão certo vê-los lutar que lembro de cortejos os seguindo, com faixas e bandeirolas. Derrubavam avantesmas no mar, avantesmas costeiros, subjugavam satélites rebelados com grandes alabardas e bestas que disparavam munição mística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bom... bons tempos... glória, capitalismo... adeus, Rublo! Pra mim chega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1727330029669391853?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1727330029669391853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1727330029669391853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1727330029669391853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1727330029669391853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-o-diamante-de-wilm.html' title='Artigo: O Diamante de Wilm'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1120145326555426462</id><published>2007-01-05T17:27:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Da Construção de Nova Eiselc</title><content type='html'>Contou-me um escrivão do Palácio Oceânico que em seus tempos de juventude, Meredith tinha seis cadernos de capa preta e espiral, de folhas largas e grossas, onde desenhava seus sonhos e devaneios. Eles foram selados por ele mesmo em uma arca, pedindo que Else abrisse-lhes passando-se um número de anos após sua morte. Isso aconteceu alguns anos antes que desaparecesse, mas depois da morte de Pluma Isabelle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que poucos saibam se e qual evidência a Hierofante teve da morte de Meredith: fato é que há alguns anos a arca foi violada por ela, que tomou os cadernos. E Nova Eiselc talvez fosse a primeira das páginas: um distrito aéreo, suspenso por grades de ferro e acima das nuvens, o lugar mais frio do mundo. O sonho de Meredith virou realidade há alguns meses atrás com a construção do Primeiro Distrito Aéreo e da linha de bonde que pode levar as pessoas para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza que o pragmatismo de Else não a permitiu construir aquela primeira página apenas para realizar um desejo póstumo do imperador caído. Mas a intenção da Quimera por trás daquelas barras de metal é a que eu daria meu mundo para descobrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1120145326555426462?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1120145326555426462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1120145326555426462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1120145326555426462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1120145326555426462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-da-construo-de-nova-eiselc.html' title='Artigo: Da Construção de Nova Eiselc'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8609303328201130807</id><published>2007-01-04T16:48:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: O Grande Anfiteatro Real "Vislada"</title><content type='html'>Sua fundação data de 404 D.F., e sua construção foi feita com o apoio de aristocratas cedarianos como um símbolo da amizade e dos acordos vitalícios de comércio entre os dois países. A Vislada já foi palco de muitas apresentações e eventos históricos, como a declaração de guerra de 701 D.F. e a última apresentação da banda que veio a se tornar o maior fenômeno musical do século entre os jovens, a Pedras Esmagadoras (na ocasião, segundo testemunhas, houve quem tivesse invadido o anfiteatro pelo telhado e tivesse assistido a apresentação pendurado no lustre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, a Vislada recupera-se do fechamento e posterior depredação causados pela política de guerra mereditiana, em sua maior parte com investimento de particulares, como o digníssimo sr. Gen. Firdaus Durante, distinto gênio da balística e criador de muitas armas e orbes que levaram Odenheim a uma vitória com menos fatalidades nas guerras de fronteira. Com a freqüência aproximada de quinze dias, atores e atrizes trabalham de graça produzindo espetáculos patrocinados pela casa, somente para angariar fundos para sua restauração. Estima-se que somente o conserto dos três grandes lustres de cristal requeira um trabalho de muitos especialistas, avaliado em, pelo menos, duzentas e cinqüenta mil rúpias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, enquanto um pequeno movimento da Quimera poderia devolver à Vislada a glória de dias antigos, esta parece ignorar o teatro que moveu tantos corações em tempos passados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8609303328201130807?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8609303328201130807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8609303328201130807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8609303328201130807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8609303328201130807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/leitura-o-grande-anfiteatro-real.html' title='Leitura: O Grande Anfiteatro Real &quot;Vislada&quot;'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5466565524279347340</id><published>2007-01-03T21:35:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T18:05:59.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Transcrição do Tomo dos Regentes, III</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Trouxe&lt;br /&gt;Do inominado nada - que não era nada&lt;br /&gt;Os olhos que lhe serviriam&lt;br /&gt;E neles fez brilhar uma luz que seguiriam&lt;br /&gt;Como mariposas ao fogo&lt;br /&gt;(portanto já Eram as mariposas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5466565524279347340?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5466565524279347340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5466565524279347340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5466565524279347340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5466565524279347340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/transcrio-do-tomo-dos-regentes-iii.html' title='Transcrição do Tomo dos Regentes, III'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2728574883096743520</id><published>2007-01-02T16:09:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: O Santuário de Asperi</title><content type='html'>Ao sul do grande planalto que circunda Lodis, guardado por névoas permanentes em sua condição de baixio, o pequeno Bosque Gris guarda uma antiga igreja, o Templo Sagrado de Asperi, o já caído Altíssimo do pó e das cinzas. Esta igreja de estilo chanteliano antigo, depois de anos de abandono e chuvas e depois de todas as linhagens de oradores de Asperi terem se esvaído, tornou-se uma figura melancólica, quase desaparecida no bosque. Até este ponto, o Templo Sagrado de Asperi teve o mesmo destino de tantos outros templos de estrelas apagadas, como Calícrates e tantos outros longinianos. Suas torres compridas e negras por lá ficaram por, talvez, um século, e teriam sido esquecidas e dominadas pela vegetação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disputas pela coroa odeniana, porém, fizeram com que o lugar tornasse-se uma espécie de refúgio de cavaleiros bandidos, primeiramente Ld. Marin Karkaroff e seus asseclas, e, ao que tudo indica, hoje em dia, a resistência do que sobrou da Ordem Pristina liderada por Ld. Gunther Quirian, Senhor dos Mares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já houveram várias ordens para que demolissem a pequena igreja nos intervalos entre essas ocupações - foi erguido, inclusive, um pequeno santuário em honra do Altíssimo Asperi em Lodis, capital. Entretanto, todas as tentativas de encontrar o templo destas vezes falharam, e uma resultou em uma pequena chacina promovida por, segundo testemunhas, cálciferes enlouquecidos. Uma espécie de vontade superior parece proteger o local, permitindo que entre somente quem não tiver intenções que vão de encontro à permanência do pequeno templo. Diz-se que a Quimera cogitou bombardear o lugar, mas a ordem foi retirada de maneira abrupta e suspeita por um alto oficial odeniano. Parece-me que a capital prefere dar aos meliantes um lugar para se esconder, e saber que eles estão ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2728574883096743520?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2728574883096743520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2728574883096743520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2728574883096743520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2728574883096743520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/artigo-o-santurio-de-asperi.html' title='Artigo: O Santuário de Asperi'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1061524655299045732</id><published>2007-01-01T17:12:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: A História de Hepzibah, parte 5</title><content type='html'>A última parte da história de Hepzibah escapou às trovas e parece ser de conhecimento de poucas pessoas apenas, então falo nos poucos detalhes que pude confirmar. O meio-djin repetiu o trajeto de Keshal partindo do norte ocidental de Faris atravessando as terras de contestação e cruzando com muitas caravanas, então aprendendo sobre o que estava acontecendo. Ele não precisava de uma chance, só de um lugar para apertar as espadas contra os pardos, e escolheu Oden para isso. Sabia, também, que era pouco mais que um animal pelo que a maioria das pessoas entendia, um animal perigoso e astuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Hepzibah decidiu agir exatamente como o animal perigoso e astuto que pensavam que era. E foi um instante até que encontrou um cavaleiro-de-regimento nortista, usando uma bela armadura completa da Armurada e - o que mais importava, um distinto brasão pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hepzibah deve ter acabado com ele, ou, no mínimo, o deixado estraçalhado. Mas o meio-djin, sabe-se lá com que palavras, assumiu sua armadura e partiu em um barco que retornava a Oden para a guerra. E nunca mais ouviu falar-se de Aulus, o Irresponsável, que era o nome do pobre-coitado; na verdade nunca mais ouviu falar-se do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verdadeiro&lt;/span&gt; Aulus o Irresponsável, porque Hepzibah estava construindo uma sólida reputação com seu 'novo estilo' duas-espadas-muitas-mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um apostaria que não ia durar muito tempo. Atingido por uma lança, o falso Aulus jorrou fogo do ferimento, entrando em colapso no meio do campo de batalha. Seus companheiros não estavam entendendo o que estava acontecendo - provavelmente acharam que era mais uma invenção da mente maquiavélica ivoreana, lanças abençoadas por Iblis ou carregadas de alquimia, e que o pobre Aulus havia sido vitimado por uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a surpresa deles quando onde deveria haver Aulus houve Hepzibah? Mas o prestígio do pequeno meio-djin entre os soldados era grande e ele acabou ficando nas fileiras dos Elmos Escarlates. "Rachamarfim", como ficou conhecido, o grande derrubador de ivoreanos, grande estoporador de avantesmas, grande, grande. E foi quase engraçado quando começaram a obedecê-lo, e novamente quase engraçado quando começaram a ignorar solenemente o Ld. Fabian Tertius, último comandante de um dos destacamentos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim surgiu a ordem dos Rebentos de Rachamarfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1061524655299045732?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1061524655299045732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1061524655299045732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1061524655299045732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1061524655299045732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2007/01/leitura-histria-de-hepzibah-parte-5.html' title='Leitura: A História de Hepzibah, parte 5'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7956848606962196463</id><published>2006-12-30T22:45:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:28:44.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Os Vestra</title><content type='html'>Os vestra, seres agraciados com um contato quase físico com os Altíssimos, existem discretamente entre o alto clero maevita. Poucas pessoas sequer sabem de sua existência. Em seu estado puro e mais poderoso, eles formaram uma espécie de ordem de elite nas guerras lúmicas que findaram a segunda civilização. Hoje, passadas muitas gerações, eles são uma espécie de representantes físicos de deidade, entesourados pelos hierofantes e cardeais como relíquias sagradas de um tempo em que Maeve não era tão ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande poder dos vestra é a capacidade de realizar milagres que eles mesmo desconhecem, e a capacidade de criar mandalas originais, fazendo a energia divina que permeia tudo materializar-se e colapsar, causando grandes estragos. Eles também são muito resistentes à feitiçaria e boa parte deles é completamente fanática em suas crenças, apontem elas para o lado que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a puberdade (que acontece ao redor de 12 anos), o vestra é bastante parecido com um huma; diferenças são cabelos muito finos e frágeis, pele mais clara que o normal, unhas de aspecto levemente metálico e veias aparentes de cor prateada. Eles, muitas vezes, são marcados no nascimento com símbolos de proteção que, muitas vezes, são permanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atinge uma certa idade, o vestra passa por uma mutação dolorosa em que seu rosto ganha aparência vítrea e consistência quase metálica, ou cristalina. Ele não brilha absolutamente nada, mas é opaco somente porque reflete-se muitas vezes dentro de si mesmo.  A face torna-se uma máscara que lhes inflinge certa dor quando movem os olhos e expressam-se: por isso, os vestra costumam ter poeira reluzente de si mesmos nos cantos dos olhos, como vidro esmagado. Todos os vestra crianças temem e anseiam ao mesmo tempo por sua transfiguração, que é uma manifestação de poder puramente divino. Muitas vezes o 'raio de vidro' desce em direção às costelas e transfigura um braço, ou uma parte do tronco; em outras, a mutação agonizante faz o vetra ter a cabeça de um 'elefante', ou faz seu rosto tornar-se uma máscara surreal e disforme, sem expressão ou com formas bizarras. Uma comitiva de adeptos de alto escalão sempre vela pelo vestra quando ele está se transformando - geralmente aos berros. Muitos vestra pedem para serem mortos se vierem a adquirir aspectos bestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto de seus corpos segue de perto sua ascendência huma. Hoje em dia, é possível que só existam vestra homens, já que o nascimento de uma menina vestra é uma ocasião raríssima. É também significante o número de vestra que nascem com deficiências, não podendo andar ou mover os braços. O filho de dois vestra de geração fraca nasce com a fronte de prata, mas morre nos seus primeiros dias, incapaz de respirar por si próprio. Por outro lado, o vestra saudável, filho de um outro vestra com uma huma, pode alcançar três séculos de vida se não contrair nenhuma doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movidos por uma espécie de luxúria ancestral depois que amadurecem, muitos deles são indisciplinados e selvagens; mesmo os mais meditativos têm rompantes de instinto. O sangue vestra é forte; um filho de um vestra com uma huma normalmente é vestra, mas é difícil que a huma engravide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentam pesar bem menos que humas de seu tamanho. São frágeis de compleeição, e dizem que seus ossos são ocos. Por outro lado, quando pisam o chão, pesam um exército, muitas vezes mais do que deveriam, numa mostra clara de misticismo. Eles podem controlar este efeito (eles o chamam 'Manifestar') de maneira limitada, mas para eles natural como andar. Eles também manifestam um segundo efeito mais incrível ainda: eles conseguem tangibilizar suas almas para fora de seus corpos, principalmente próximo aos dedos das mãos, formando manipuladores como garras, cordões e ganchos feitos de bolas de luz efêmera. Este efeito, para a maioria dos vestra, é frágil e lento, além de perigoso. Eles também têm o controle de suas almas para abri-las à influência das luas quando quiserem, bem como fecharem-nas. Eles não podem, contudo, evitar ficarem enluados depois que sofrerem suas Maldições Ancestrais simplesmente fechando suas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponho que os vestra tenham ainda um terceiro poder: tocando seus dedos na testa de uma pessoa, eles seriam capazes de enevoar sua mente e fazê-la esquecer de eventos recentes. Esta afirmação, faço baseado em histórias que ouvi, e pode não corresponder à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vestra têm uma mentalidade que lhes capacita a deduzir uma Mandala Prima sem sequer conhecer seu Altíssimo. Eles conhecem as Mandalas como uma linguagem, não como desenhos. Muitas vezes o vestra fica surpreso ao conhecer o patrono dos milagres que invocava há décadas. Eles são paladinos naturais sem nunca terem sido feiticeiros, e muitos são obsessivos em suas crenças, repetindo orações e poesias incessantemente. Em Ivoire, os vestra têm a mentalidade que são criaturas místicas e privilegiadas, e que têm o dever de manter as rédeas da história sob controle. Eles são os mais terríveis e assustadores, fanáticos que se consideram perfeitos sob os olhos da Deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vestra batizam-se como Oradores de um substantivo inspirador (Orador da Clareza, Orador do Silêncio, Orador da Areia), e normalmente incorporam o nome da lua sob a qual nasceram (como "Orador do Silêncio, Onfalian"). Os adeptos usam o pronome 'Venerável' para referirem-se a eles. Vestra rebeldes ou fugitivos escolhem nomes humanos, mas eles geralmente são péssimos para fazê-los sem despertar suspeitas: muitas vezes são incapazes de aceitar nomes que julguem comuns, e escolhem nomes aristocráticos ou nomes de santos reconhecidos. Vestra que se tornam adeptos geralmente criam derivações de seus cargos para tornarem-se seus nomes, como 'Marcard" para Cardeal, "Ispolis" para Bispo e semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestra são naturalmente vaidosos e ofensivos romanticamente, muitas vezes quase violentos. Os mais fanáticos tendem a ter uma preocupação neurótica com os outros, que sempre acontece em níveis extremos mas nunca ameaça a vida do vestra: eles têm um instinto de sobrevivência tão grande quanto seu instinto de reprodução. Ouvi uma vez uma história em que um vestra inconsciente teve seus poderes disparados em defesa de sua vida, como se o controle destes viesse de outro lugar, de outra mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armas de suas grandes guerras do passado, espécies de adagas deíficas de gume duplo, acompanharam gerações e chegaram até os vestra de hoje conservando seus poderes quase épicos, quase sempre abençoadas por mais de seis Altíssimos. Os vestra nascem com uma noção interna de duelos com estas adagas, muito diferente de qualquer luta vista de outra forma em Natal, uma forma de combate baseada em uma postura ereta com a adaga segura entre dois dedos, que salta para golpes rápidos e embrutecidos antecedidos por orações. Imagino que este seja uma espécie de presente oferecido pela Deusa que não lhes foi tomado com todo o tempo que se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem registros que indicam que a existência dos vestra foi revelada ao povo uma vez na história de Ivoire, e outra na história de Odenheim. Houve caos enquanto todos quiseram as bênçãos do ser divino, e após o tumulto e o desaparecimento do vestra, todos aparentemente os esqueceram. Talvez tenham sido vítimas de uma versão maior do poder que eu suponho que tenham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, pouca gente sabe mais do que isso sobre os vestras. É possível que mesmo eles saibam pouco sobre eles mesmos, ou saibam somente o que lhes foi ensinado. Lendas antigas e quase desconhecidas falam que, onde hoje é Veruna, um dia existiu um grande estado vestra, uma regência independente com castas de guerreiros divinos, e que antes deste estado vestra lá existira uma habitação de anjos, e que aquelas terras seriam as mais sagradas deste mundo. Em Longinus, hoje, muitos vivem enclausurados em um palacete em Margrave, fechado ao sol e ao povo, chamado 'Ondécima Casa' ou 'Casa Onfalian'. Não se sabe de seus atos ou passado em Faris, Odenheim e Cédara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7956848606962196463?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7956848606962196463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7956848606962196463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7956848606962196463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7956848606962196463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-os-vestra.html' title='Artigo: Os Vestra'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7250877235312231031</id><published>2006-12-23T10:15:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:28:44.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: A Civilização Damdaran</title><content type='html'>Talvez um dia, nós tenhamos que dividir todo nosso espaço com a civilização damdaran, que, apesar de tímida e reclusa, cresce cada vez mais em seus recantos nas terras baixas de Cédara e na costa oriental de Faris; são quase desconhecidos em outros cantos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damdari são semelhantes a nós, mas são menores, mais esguios, e têm a pele mais escura, geralmente em tons de castanho. Seus cabelos são lisos, geralmente castanho-claros ou cor-de-terra: eles geralmente os usam soltos. Seus rostos são infantis e finos; muitos ostentam narizes um pouco compridos. As orelhas dos machos, bem como as partes laterais de seus rostos, muitas vezes assemelham-se à de uma outra conjuração. Quase todos os damdari machos morrem de vergonha de suas orelhas e usam os cabelos por cima delas quando em meio aos humas. As fêmeas têm orelhas humiformes pequenas e usam cabelos curtos bagunçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostam de grandes áreas abertas e planícies; são estritamente vegetarianos e podem viver mais de duzentos anos. Eles tiveram participação ativa no conflito contra os djins e existem em Natal há muito mais tempo que nós. Na época, serviram como mensageiros, cavalariços e espadachins. Eles afirmam que aprenderam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani &lt;/span&gt;de um santo de armadura de ferro assim que seus primeiros chegaram a Natal; eles os ensinara enchendo suas bocas de pólen. A maioria fala ambas as línguas, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt;, e alguns, principalmente os descendentes de suas castas mais guerreiras, têm noções de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;daoi&lt;/span&gt;, a língua proibida dos djins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;, os damdari comunicam-se com eficiência com boa parte das conjurações. Eles nunca admitirão isso, mas comunicarão-se com mais eficiência ainda com a conjuração à qual correspondem suas orelhas. A ligação dos damdari com Natal os faz geomantes maravilhosos; por outro lado, eles sentem-se péssimos fora do mundo, deprimidos e sem vontade de fazer coisa alguma. São, também, ótimos espadachins, e têm grande acuidade de reflexos, bem como um olfato privilegiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, suas aparências enganam muito no que diz respeito à maneira como pensam. A maioria é bastante sisuda e séria, e anda de péssimo humor. Eles odeiam música huma e não perdem uma oportunidade de ofender qualquer coisa feita por eles. Não são capazes de dizer frases curtas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt; (reflexo de sua intimidade com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;) e poucas vezes ficam dispostos a colocar sua habilidade em comunicar-se com conjurações em prática. Gostam de viajar sozinhos. É difícil, inclusive, que um damdaran se dê bem com seu próprio bando e família. A maioria parte para procurar seu sustento e vida como caixeiros-viajantes ou mensageiros, sua ocupação desde milênios atrás. São ótimos cavalgadores de celados, bem como todas as coisas que aguentam seu peso. Eu já vi um damdaran montar um felpus e, pouco depois, um azdar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fêmeas são mais raras e um pouco diferentes dos machos. São curiosas e têm a mente mais aberta; gostam de trabalhar com comércio junto aos humas, particularmente de integrar linhas de produção simples como padarias e confecções. São boas com artesanato e trabalhos manuais; vivem de maneira plácida e pacífica. Quando atingem uma certa idade, muitas têm que abandonar seus afazeres para procurarem um 'namorido', um parceiro com quem possam gerar um único filho. A gravidez da damdaran dura de quatro a cinco meses, durante os quais o macho têm que lhe fazer mordomias (de péssimo humor). A ocasião do parto é misteriosa, e não se conhece a Alma Mater dos damdari; a criança é, daí em diante, criada pelo pai, que lhe ensina tudo que ela tem de saber antes de soltá-la no mundo. É raro que o casal fique junto depois disso. As fêmeas costumam ter o impulso de se reproduzir umas quatro vezes durante a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os damdari não batizam seus filhos. Eles são chamados de 'coisa' ou 'isso' até terem idade suficiente para escolher um nome para si próprio, geralmente muito longo, e em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;. Eles odeiam fama e reconhecimento, e trocam prontamente de nome quando dão na telha ou tornam-se conhecidos. O pior de tudo é que eles tendem a esquecer seus nomes antigos de verdade, e deixar de responder por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização damdaran é temente a Maeve de uma maneira silenciosa e estranha. Eles não oram e dificilmente se tornarão adeptos de qualquer altíssimo. Se você me perguntasse e eu respondesse com sinceridade, eu diria que eles sabem de alguma coisa que ninguém mais sabe, e não falam de jeito nenhum. Não gostam de falar sobre fé e crença e ficam subitamente sérios quando trata-se deste assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que envelhecem, os damdari vão piorando de humor e tendem a ficar cada vez mais reclusos. Seus cabelos escurecem ao invés de clarear, e eles vão andando cada vez mais curvados, como pequenos anciões. Diz-se que Maeve os leva de volta para casa antes que morram, e eles rejuvenescem para viver mais uma vez em seus mundos natais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos damdari sabe se defender, e bem, com geomancias. Quase todos carregam cetros de madeira com os quais invocam poderes naturais; são péssimos com armas de distância. Em Cédara, chamam de filho-de-damdaran as pessoas que pecam na pontaria. Gostam de brigar de perto, se precisarem brigar; não são particularmente fortes, mas sabem bater onde machuca e esquivam infernalmente bem. Alguns herdaram de suas castas a disciplina do Galho Djin, aprendida nos tempos da guerra. Os que o fazem lutam com galhos verdadeiros, nunca com espadas galhiformes, a não ser que seu galho tenha se perdido ou extraviado. São muito desajeitados com armas maiores que cetros e espadas; odeiam carregar peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damdari viajantes muitas vezes são seguidos por um pequeno séquito de celados, que carregam suas tralhas. É raro que um damdaran se desfaça de algo se puder guardá-lo, mas por nada neste mundo o damdaran carregará coisas pesadas nas costas. Eles gostam de fazer comércio e de estar sempre na estrada; muitas vezes, gastam boa parte de seu dinheiro com mordomias nas cidades. São fracos para bebida; o álcool os deixa sonolentos e bobos. Preferem manter suas palavras, mas consideram um 'retiro o que disse' suficiente para quebrar os juramentos mais sérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica interessante da personalidade damdaran é a tradição do Quite. O Quite rege a vida de muitos damdari que vivem entre os humas. Eles odeiam ser ajudados, mas, uma vez que precisem e forem, farão de tudo para pagar o favor. Da mesma maneira, se ajudarem alguém, eles não desgrudam da pessoa até que ela lhe retribua. Por isso, o damdaran que quer sua independência faz de tudo para não receber ajuda. Amizades verdadeiras entre humas e damdari surgiram de contas sem-fim de favores pagos e favores a pagar. É lógico para eles que seja assim, e eles não conseguem viver de outra maneira. O Quite também funciona para o inverso, e eles são vingativos com aqueles que os prejudicam pessoalmente. É possível que eles fossem muito mais desligados dos humas se não tivessem esta mentalidade: normalmente, o damdaran só se importa consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta que eu nunca quis responder foi acerca da existência de meio-damdari. Mas vou: nunca vi. Eu nunca vi gente menos romântica que os damdari, a maior parte dos machos têm aversão à intimidades físicas, ainda mais com mulheres humas; da mesma maneira, as fêmeas damdari, apesar de, talvez, ligeiramente mais dispostas a experimentar coisas novas, devem parecer meio magrelas e pouco interessantes para os homens humas. Os cedarianos é que vivem querendo estudar esta possibilidade, mas duvido muito que um huma, ainda mais um frouxo de um cedariano, consiga levar uma damdaran no papo para isso. Talvez um odeniano conseguisse, um farisiense fortinho quiçá, mas um cedariano, definitivamente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que, próximos de lugares onde houveram grandes guerras djin no passado (principalmente em Longinus e em Cédara), existem santuários Damdara, refúgios escondidos no meio de áreas selvagens onde os damdari poderiam parar para descansar em meio a grandes jornadas. Estes refúgios, segundo ilustrações de velhos livros, eram construídos sob a terra com azulejos, boas lareiras e várias pequenas mordomias; suas entradas eram submetidas a encantamentos que permitiam apenas aos próprios damdari os encontrarem. De fato, um destes foi encontrado próximo à Velha Alagos, mas não se sabe se é o único. Eu visitei o lugar, e ele parece datar de muito tempo, mas muito tempo mesmo. Parece que o gosto dos damdari por mordomias data de muito antes de seu convívio com os humas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, estimo que existam, talvez, uns quinhentos damdari sobre Natal, mas seus hábitos peregrinos e irresponsáveis não nos permitem fazer uma estimativa perfeita. Ao menos trezentos deles fizeram comércio conosco no último século, mas, novamente, esta estimativa pode estar errada dado o gosto deles por trocar de nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7250877235312231031?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7250877235312231031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7250877235312231031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7250877235312231031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7250877235312231031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-civilizao-damdaran.html' title='Artigo: A Civilização Damdaran'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7173166442583346989</id><published>2006-12-22T13:17:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:01:18.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Navidorsos</title><content type='html'>O navidorso, '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Navis nereus'&lt;/span&gt;, é um grande mamífero aquático, de vida extraordinariamente longa e uma couraça óssea poderosa recobrindo toda a parte superior de seu corpo. Em sua fase adulta, o navidorso pode atingir o tamanho de um barco pequeno. Eles habitam as profundezas do Oceano Alvo e as proximidades do Oceano Boreal e são quase invulneráveis em vida, não tendo nenhum predador natural. Em contrapartida, sua reprodução é lenta e difícil, e eles já beiraram a extinção várias vezes sem que houvesse sequer interferência huma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos navidorsos não se importa se alguém agarrar em suas reentrâncias ósseas para viajar junto com ele, desde que esta pessoa tenha uma maneira de respirar embaixo d'água e aguentar a pressão do fundo do Boreal. Se o navidorso percebe que algum dos passageiros está se saindo mal, ele o leva (meio irritado) à superfície e tenta o fazer se soltar ali. Contam-se histórias de navidorsos que salvaram crianças nadando na superfície, mas provavelmente tratam-se de lendas. Parece-me que todos eles entendem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem veja lucro em caçar navidorsos. A única maneira de fazê-lo é rebocar a grande besta para um lugar seco. A carapaça óssea faz elmos e armaduras magníficas e relativamente leves, de aspecto extremamente maligno. A maioria das pessoas considera cruel ceifar a vida de um ser de vida tão longa e daquele tamanho; de fato, a visão de um navidorso morrendo arrastado para uma praia é difícil de suportar. Não há relatos desta atividade desde o quarto século da Fundação, quando várias couraças de navidorso foram postas em circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo de vida de todos os navidorsos de Natal termina nas proximidades da ilha Blue Eye, ao norte de Faris, sob a estrela de Eochaid, regente sobre a eletricidade. Algo na água, uma estática elétrica segundo escolásticos, os faz procurar aquele lugar para morrer. As ossadas e couraças de centenas de navidorsos mortos formaram um labirinto amplo e macabro no fundo do Boreal. Não existe, até hoje, um templo de Eochaid - conta-se que, para invocá-lo à submissão, é necessário que recupere-se um fragmento precioso de si próprio que foi parar no fundo do oceano, o Coração de Eochaid. Justamente sob o labirinto de ossadas, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é assim. Imagina, se o Coração de Eochaid estivesse simplesmente no fundo do oceano, alguém já teria o encontrado, e já haveria um templo radiante em Blue Eye. Absurdo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7173166442583346989?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7173166442583346989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7173166442583346989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7173166442583346989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7173166442583346989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-navidorsos.html' title='Artigo: Navidorsos'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-558520325484334186</id><published>2006-12-22T11:05:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Felpi</title><content type='html'>O felpus, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Felpus granam&lt;/span&gt;, é um canino odeniano, de pelagem longa e branca. Assemelha-se muito ao 'lobo' descrito por viajantes vindos de outros mundos. A maioria vive nas tundras congeladas de Bialt em estado selvagem e tem olhos de cor verde profundo, onde ora se vêem pigmentos dourados e vermelhos. São surpreendentemente inteligentes: diz-se que eles se comunicam em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;, mas eles entendem quase todas as palavras de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt;. Muitos trabalham para os odenianos, correndo enquanto puxam trenós em troca de caça, alimento e peças de armadura especiais. Organizam-se muitas vezes em caravanas para levar mensagens e mercadorias de uma cidade a outra durante as piores nevascas, quando as pessoas não podem viajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os felpi são perigosos quando estão com fome ou ameaçados, e, excitados, não gostam de tentar dialogar. Como um todo, eles acham os humas preguiçosos e cruéis. Um conclave deles resultou na Grande Revolta do sexto século, quando as tundras odenianas começaram a ser desmatadas para a aquisição de madeira. Eles têm uma longa história de ódio e alianças com os humanos: já houveram muitas alianças, e muitas guerras de escala pequena. Felizmente, parece que quanto mais aprendemos sobre os felpi, e mais eles aprendem sobre nós, mais percebemos o quanto somos parecidos apesar de eles não conseguirem exprimir palavras, salvo entre eles próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felpi atacam agadanhando e mordendo, dando botes e conjurando geomancias de efeito distante. São perfeitamente adaptados à sua natureza e muito velozes: caçam pequenos animais e nínives que vivem nas tundras. A falta de manipuladores precisos como mãos não parece os afetar. Muitas vezes erguem barricadas quando têm de se defender, além de serem escavadores proficientes e terem pequenas noções de alquimia. Amam objetos de metal, principalmente artesanato chanteliano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda espécie, de felpi vermelhos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Felpus rudensis&lt;/span&gt;, têm pelagem alaranjada e mais curta. São menores e mais ágeis que os felpi odenianos, e vivem em ilhas de clima mais quente que separam Odenheim da costa nordeste de Faris. Séculos de separação do continente os fizeram plenamente adaptados ao ambiente mais abafado e sem neve. Como 'chacais' descritos por viajantes, são agressivos e estritamente carnívoros, alimentando-se de pássaros e atacando garudas em bandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe ainda uma terceira espécie de felpi maiores, os arquifelpi, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Felpus rex&lt;/span&gt;. Eles parecem ter surgido a partir de genes recessivos entre os felpi odenianos comuns. Têm pelagem de cinza para prateada. Sua respiração cria uma espécie de aura bruxuleante e branca, e eles podem soprar relâmpagos geomânticos. Vivem entre os felpi odenianos como representantes e líderes; são mais violentos e menos ponderados que os felpi normais, mas também parecem ser mais inteligentes, principalmente no quesito táticas de batalha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-558520325484334186?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/558520325484334186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=558520325484334186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/558520325484334186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/558520325484334186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-felpi.html' title='Artigo: Felpi'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-172736902437729885</id><published>2006-12-22T09:56:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:26:23.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Garudas</title><content type='html'>Diz-se que o garuda foi a primeira conjuração de Maeve, e a mais poderosa delas. Ambas as afirmações são falsas, mas arrisco afirmar que os garudas foram os grandes responsáveis pela queda dos djins como uma civilização. Além de ser quase invulnerável à feitiçaria, ele consegue canalizar geomancias poderosas através das plumas. É também quase irracional de tão estúpido, movido por instinto e algum desígnio superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guias antigos de bestiário colocam que só existe uma espécie de garuda. Novamente, eu discordo - são todos realmente muito parecidos, mas cada região trouxe peculiaridades milenares para suas espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe e não ouviu as histórias, o garuda é uma grande ave atroz e de plumas azul-elétricas. Suas asas de grande envergadura podem chegar a dez metros de ponta a ponta; suas patas poderosas parecem ser recobertas de metal e em seus olhos fulgura geomancia e ódio. Cada garuda tem um desenho sutil próprio nas asas composto por plumas arroxeadas; quanto mais velho o garuda, mais suas plumas se tornam roxas e mais forte fica sua geomancia. Seu bico é relativamente curto para seu tamanho, mas tem uma perfuração mortal. Sua alimentação inclui ovos, grandes animais, alguns tipos de árvore (eles consomem a madeira), e, em certas épocas, ervas que crescem em rochas secas, mas, sobretudo, o maldito animal gosta de se divertir para alimentar-se. Aí começa o grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira espécie que irei abordar será o dito 'garuda único', o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Ruden primus&lt;/span&gt;', que é o mesmo nas estepes belvederianas e nas grandes savanas de Ivoire. Este é o famoso derrubador de trens das histórias de criança. Os garudas atiram-se contra qualquer coisa que lhes pareça um desafio, e um trem resfolegante parece exercer um fascínio e uma atração incontrolável para todos eles, que investem mergulhando e atingem, com precisão admirável, a quina superior do trem com as patas metálicas. Em todas as vezes que isso foi registrado, o garuda conseguiu derrubar o trem. Então ele começa um cruel jogo: ele mata quem consegue escapar do trem, e atinge-o seguidamente com chutes e golpes para contundir as pessoas lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder geomântico principal do garuda, e o que parece ser possuído por todos eles, é a capacidade de provocar uma explosão metamágica arroxeada à distância que causa estragos proporcionais ao estado e tamanho físico do alvo. Pessoas feridas ou frágeis não parecem sofrer tanto do golpe, mas ele é cruel com os fortes e os saudáveis, enviando-os através de uma viagem rápida e dolorosa de dor enquanto trechos de sua vitalidade são arrancados. Quanto mais velho o garuda, mais dolorosa é sua explosão metamágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro poder incrível do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ruden primus&lt;/span&gt; é a capacidade de enrijecer e atirar uma única pluma que leva um foco geomântico absurdo. Quanto cai ao solo, a pluma explode seguidamente uma média de quarenta vezes com incrível velocidade: os estouros duram aproximadamente quatro segundos e erradicam qualquer coisa pega na área. Nem todos os garudas possuem esta capacidade, contudo; normalmente só os mais velhos e místicos podem fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda espécie de garuda habita as montanhas do norte cedariano e algumas ilhas para o lado de Odenheim, principalmente as nevadas. Este garuda envelhece com algumas plumas esverdeadas em adição às suas roxas. Ele é relativamente menor e mais fraco que o garuda de regiões mais quentes, mas seu poder místico é proporcionalmente maior. Sua classificação é '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ruden maevitus'&lt;/span&gt;, sendo ele o maior canalizador de geomancia conhecido entre as conjurações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garuda geomante pode carregar suas asas com seu poder geomântico e imbuir o efeito em seus golpes físicos; muitos deles, mesmo os que não envelheceram, podem invocar a pluma destruidora, e em adição a estes poderes, a maioria consegue, através de uma concentração longa, invocar um único relâmpago poderoso. A maioria faz isso para alcançar um alvo distante; derrubadores destas áreas avisam que afastar-se do garuda geomante é mais perigoso do que manter-se perto dele, já que o garuda tende a se distrair com qualquer coisa e pode deixar a guarda aberta a ataques de proximidade vez ou outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-172736902437729885?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/172736902437729885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=172736902437729885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/172736902437729885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/172736902437729885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-garudas.html' title='Artigo: Garudas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5766064386057470279</id><published>2006-12-21T21:05:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Sobre os Ditos 'Santos da Trangressão'</title><content type='html'>Uma entre, sabe-se lá, cem pessoas consegue conservar algum controle físico sob o efeito do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lieser&lt;/span&gt;. Essa pessoa consegue uma percepção sobrenatural e desenvolve explosões de força geomântica incríveis. A Transgressão já conheceu três destes indivíduos, todos mortos durante suas Noites de Lanterna derradeiras; diz-se que este talento, de transformar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lieser&lt;/span&gt; em poder bruto, sempre está nas pessoas mais insuspeitas e distantes, mas que têm um desejo interno forte de ir contra tudo que está sólido, de quebrar-se para arrebentar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam-os de Santos. Em êxtase, são os líderes incontestáveis das passeatas transgressionistas; sua lenda alcançou os poetas e os fez como musas para inspirá-los. Seus seres cambaleantes e fulgurantes em poder surgiram logo em palavras e quadros ao redor do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5766064386057470279?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5766064386057470279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5766064386057470279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5766064386057470279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5766064386057470279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-sobre-os-ditos-santos-da.html' title='Artigo: Sobre os Ditos &apos;Santos da Trangressão&apos;'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4152725257971183585</id><published>2006-12-21T20:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-21T20:55:13.910-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Sobre o 'Lieser'</title><content type='html'>O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lieser&lt;/span&gt; é um elixir aquoso que vaporiza-se em contato com a atmosfera, composto principalmente de água alquímica. A água alquímica tem várias utilizações: tóxica e levíssima, ela contraria a gravidade mantendo um estado quase líquido enquanto flutua gasosamente. Respirada, ela induz a uma letargia fortíssima; combinada com uma porção mínima e perigosa de éter alquímico contido (entro nesse assunto depois) e compostos químicos de perfumes, ela induz alucinações fortes, em viagens de panorama mental aterrorizantes. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lieser&lt;/span&gt; se tornou famoso entre as fileiras da Trasngressão depois que um químico fracassado cedariano perdeu a vida sintetizando a segunda versão de sua 'fórmula dos sonhos', que o enviaria por uma viagem sem fim dentro de sua própria mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4152725257971183585?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4152725257971183585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4152725257971183585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4152725257971183585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4152725257971183585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-sobre-o-lieser.html' title='Artigo: Sobre o &apos;Lieser&apos;'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-9196697029872516397</id><published>2006-12-21T20:40:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: O Estilo Destrucionista</title><content type='html'>Eu mal considero uma coisa destas como arte, mas devo retirar meus conceitos dos meus escritos o máximo possível. O estilo pregado pelos poetas da revolução, montados na armurada da eternidade e prontos para atirar-se com fúria ao fim, é a arte na destruição. Latas de tinta, pixações, marretas e qualquer coisa que destrua e humilhe as glórias antigas são os santos salvadores dos destrucionistas. Este estilo vibra entre as camadas jovens de classe alta em Lodis, que muitas vezes arriscam o que não têm unindo-se a movimentos de destruição como a Noite da Lanterna (que é quase que uma celebração máxima destrucionista, apesar de seu propósito inicial não ter nada a ver com arte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra destrucionista que não é feita propriamente destruindo algo encontra-se na poesia e na música. Esta última tem teor chanteliano, mas sempre converge pra grandes blocos de dissonância e envolvem virtuosismos demoníacos em escalas descendentes. No outro lado do compasso estão escultores que trabalham com detritos, pichadores de poesias, alquimistas cujas explosões libertam trovões maléficos e protestantes cujo prazer máximo é desafiar tudo que foi imposto para todos por séculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-9196697029872516397?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/9196697029872516397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=9196697029872516397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9196697029872516397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9196697029872516397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-o-estilo-destrucionista.html' title='Artigo: O Estilo Destrucionista'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2229489963967403199</id><published>2006-12-21T18:39:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:20:33.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: A Transgressão e a Noite da Lanterna</title><content type='html'>O grito da Transgressão se tornou sinônimo de caos e perigo nas noites lodianas. Seus libertadores são ex-cavaleiros que desprezam a autoridade dos Elmos Escarlates e buscam libertação do mundo material, envolvidos com elixires alucinógenos e uma sinistra cultura das ruas. Eles têm laços próximos com os cavaleiros bandidos, órfãos da Ordem Pristina e das partes idealistas da Ordem de Astoreth, mas pode-se dizer que há pelo menos uma geração de idéias separando as duas facções. Enquanto os cavaleiros-bandidos estão perdidos há mais de 30 anos, só recentemente a Transgressão começou a ganhar espaço nas lendas negras dos cavaleiros que caem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um militar, cavaleiro ou soldado, torna-se desobediente ou revoltoso, ele é abandonado por Odenheim. Por "abandonado" entende-se que toda a vida, a família, os contatos e os recursos do militar são removidos e ele é forçado a deixar o país. Oficialmente, nenhuma parte do processo envolve violência, mas quando outros militares têm contas a acertar com o rebelde, é concedida uma espécie de 'carta branca' especial - muitos desses atos resultam na humilhação e na morte do exilado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ex-militares que resistem ao exílio e voltam aos portões lodianos habitam os distritos fantasma construídos por Else. Estes formam o corpo de combate da Transgressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase semanalmente, a Transgressão, por meio de lideranças esparsas, se reúne na "Noite da Lanterna", em que unem suas armas em procissões destrutivas para aterrorizar a população. Eles preferencialmente vitimam bairros nobres, atirando para os ares, derrubando postes, quebrando coisas e não tendo piedade de pessoas que por acaso estejam na rua. Os poucos conflitos que já houveram entre a Transgressão e brigadas designadas para enfrentá-la foram sangrentos e não levaram a nada. O número de rebeldes só cresce com o tempo. Além do mais, a Quimera descobriu que muitos cavaleiros que ainda são leais têm amizades entre a Transgressão e penderiam para o lado inimigo com facilidade se houvesse tanta preocupação assim. Nas últimas seis luas, afora algumas perseguições quase encenadas, a Noite da Lanterna é quase uma festa livre para os rebeldes se sentirem à vontade em destruir Lodis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento foi batizado por um cronista de um jornal pequeno da cidade, o 'Corrente'. O termo ganhou popularidade entre os universitários lodianos (muitos dos quais participaram da Noite da Lanterna - a primeira delas juntou muita gente que não tinha nada a ver com os militares, uma passeata de destruição só pela revolta, sem alvo, somente ondas de ódio se espalhando para lugar nenhum) e chegou rapidamente à própria Transgressão, que passou a chamar suas guerras dessa maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2229489963967403199?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2229489963967403199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2229489963967403199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2229489963967403199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2229489963967403199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-transgresso-e-noite-da-lanterna.html' title='Leitura: A Transgressão e a Noite da Lanterna'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1258627058233872708</id><published>2006-12-20T08:34:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T08:45:02.297-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><title type='text'>Leitura: A Que o Fim se Assemelha</title><content type='html'>A maioria das pessoas prefere luz quando está para transpor o universo físico. Janelas abertas, lâmpadas acesas, lanternas, velas, luz. O instante em que a pessoa abandona seu corpo é certamente de glória, apesar de não mais estar disponível fisicamente para as pessoas amadas. Existem preces ditas desde Biblos até Veruna, preces e cantos universais que pedem a Maeve um futuro brilhante para a alma e um consolo para a tristeza do abandono dela. A que o fim se assemelha para quem está morrendo, ninguém pode dizer, mas todos poderão, um dia. Os rituais de morte são presididos por um adepto: todos os altíssimos têm suas liturgias para o encaminhamento dos mortos. Está nos tomos que uma pessoa que morra sem um ritual em sua honra pode ter sua alma extraviada no caminho para o encontro com Maeve, e permanecer por séculos procurando-a sem a encontrar, não tendo a guia firme de um altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos e revelações de sacerdotes eminentes revelam que as almas abandonam Natal como aves que migram para outra existência, se juntando a grandes fluxos eternos, caminhos cravados na eternidade. Sobre os Desencantados, ou Crianças da Noite, pouco se sabe, a não ser o fato que seus espíritos não sobrevivem, sem bênçãos e sem futuro. Acredita-se que no nascimento, o condão de um altíssimo faz uma blindagem para a alma para sempre, e uma alma sem esta divina proteção encerra-se quando perde sua única e última casa, o corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1258627058233872708?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1258627058233872708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1258627058233872708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1258627058233872708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1258627058233872708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-que-o-fim-se-assemelha.html' title='Leitura: A Que o Fim se Assemelha'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7443800409987793376</id><published>2006-12-20T08:29:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:47.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barlaam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Eu procuro um porto...</title><content type='html'>Agora ando solitário, tendo o pensamento de Viola por companhia, mas um infinito em ressaca marítima. Estas estradas não têm fim e parecem ter sido feitas por gente que viaja pelo prazer de viajar, são voltas e mais voltas em torno dessas árvores gigantescas. Começa a nevar e eu não encontro uma única estalagem onde possa repousar meus ossos. Estou sem provisões, sem montaria, sem barracas, sem direção e sem perspectiva. Caberá a mim cair desfalecido no meio da estrada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7443800409987793376?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7443800409987793376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7443800409987793376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7443800409987793376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7443800409987793376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/eu-procuro-um-porto.html' title='Eu procuro um porto...'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4617121208677190136</id><published>2006-12-20T08:15:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T08:29:09.416-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Vindo ao Mundo</title><content type='html'>Um dos segredos mais universais e bem-guardados do mundo é referente às condições que as crianças nascem. Só suas próprias mães e seletos adeptos sabem o procedimento exato. Eu obviamente sei como a mulher huma dá a luz, mas o mistério está no seguinte. Quando a criança está para nascer (a mãe sente isso), os pais viajam para um templo e os adeptos recebem a mulher e a levam para uma área interna onde o trabalho é feito. O pai não pode assistir o parto, nem ninguém mais. Cabe a ele ficar do lado de fora do templo, esperando (em Cédara, tradicionalmente, bebendo vinho). Muitos templos têm berçários para tratar dos nenéns que precisem de alguma coisa mais após nascerem. Existe alguma bênção especial concedida à criança, cujas palavras eu também desconheço. É incrível que um segredo executado tantas vezes há tanto tempo ainda não seja de conhecimento de todos. Acredito que haja algum efeito milagroso sobre a mãe que a impede de lembrar e falar do que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem os próprios adeptos, internos do templo, sabem exatamente o que se passa. Muitas vezes sobra para eles cuidar de uma criança ou outra, mas universalmente, o processo de nascimento é secretíssimo, ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois são doces mistérios da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4617121208677190136?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4617121208677190136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4617121208677190136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4617121208677190136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4617121208677190136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-vindo-ao-mundo.html' title='Artigo: Vindo ao Mundo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6432424764448449458</id><published>2006-12-19T23:18:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T23:56:57.760-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Permissão para Amar</title><content type='html'>Muitos adeptos são celibatários por escolha, negando o amor para não deixarem-se ocupar de sentimentos terrenos, mas nos dogmas da maioria dos altíssimos, não existe qualquer afirmação contra o romance. Entretanto, a segunda máxima deífica de Maeve, onde lê-se "Leva os teus para as terras do sol, e volta", pede a separação do adepto daqueles que ama. Faz sentido. Eu acredito que o amor desvia o homem. E se o homem acredita ter um propósito (como todos os adeptos de fé devem acreditar), ele não deve deixar-se guiar pelo amor. Enquanto pode ser uma motivação para voltar para casa vivo, para manter-se, para lutar, é uma vida onde deve-se dedicar a uma coisa a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a maioria dos adeptos estudiosos que mergulham fundo nos mistérios de um altíssimo costumam-se casar, normalmente com outros membros do clero. O casamento entre dois adeptos apaixonados perante Maeve é uma cerimônia que normalmente é aberta apenas para o sacerdócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale falar do casamento neste momento. Não era o assunto inicial, mas que valha. Os costumes quanto a isso variam de lugar para lugar, então comecemos com minha pátria. Odenheim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Odenheim o homem faz um cortejo público à mulher quando ele quer desposá-la. Como a maioria dos namoros é feita discretamente, os casais combinam a melhor maneira do homem revelar às pessoas sua disposição em casar com a mulher; muitas vezes, a moça escreve cada palavra do homem. Os bons cortejos viram histórias para muitos anos, e o povo odeniano percebe rápido quando é natural e quando é fingido. Depois do cortejo, assim que espalham-se os rumores sobre o novo casal, este marca a data do casamento e a anuncia. A maioria dos casais viajam para Veruna, Lodis, Vercel ou Gradec para a cerimônia, que sempre envolve uma longa caminhada sob flores atiradas pelos convidados. Em Rublo é bem parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cédara as porcarias dos casais são escolhidos pelos pais das pessoas. Muitas vezes os pais das meninas são muito atenciosos quanto às seus gostos e escolhem favorecendo suas filhas (se o rapaz tiver mínimas condições). Por outro lado, os divórcios são a coisa mais corriqueira do mundo em Cédara. Existe uma quantidade descomunal de pais e mães solteiras na República. As mulheres cedarianas tradicionalmente valorizam posses e realizações. Homens bem-sucedidos e honrados são tidos como ótimos partidos. A última tendência da burguesia cedariana é que as meninas escolham seus namorados independente da posição social desse, o que não é considerado muito virtuoso. A sociedade acredita que as meninas que escolhem esposos sem bons negócios e sem bons antecedentes não se preocupam com sua família, seus pais e seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faris tem uma tradição muito romântica para os casamentos. Nas festas de quinze anos das meninas (que geralmente são grandes celebrações), os rapazes lhes oferecem presentes e prendas. A garota, então, escolhe um deles para levar, em peregrinação noturna em honra à Deusa e aos Altíssimos, uma guirlanda a uma pequena capelinha construída fora dos limites da cidade. É esperado que o casal então namore sem preocupações e venha a casar quando a menina ficar grávida, algumas décadas mais tarde. Acredita-se que divórcios prenunciam tristeza eterna e que as pessoas devem acreditar na escolha da guirlanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Longinus não se casa! Os citadinos arrumam-se com suas próprias tradições locais, mas a maioria das pessoas está acostumada a atrações intempestivas, casos passageiros e, de resto, a uma vida solitária. A única desculpa para que uma pessoa aceite que teve um romance é admitir para si mesma que o desejo carnal sobrepujou a mente. Quase todas as mães criam seus filhos sozinhas. Pessoas que preferem viver juntas devem abandonar as cidades e estabelecerem-se em algum outro lugar, para não ofender o decoro. É possível que os adeptos tenham que fazer alguma coisa a respeito, porque lentamente a população de Longinus vem caindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No país dos pardos, Ivoire, a maioria dos casamentos é feito dentro das próprias famílias, normalmente com primos distantes, de segundo ou terceiro grau. Geração após geração, ancestrais não se misturam e as famílias cujos membros tinham um tipo de feição há duzentos anos ainda conservam os mesmos traços hoje em dia. A beleza física é muito prezada para casar; a maioria das famílias vive junta em grandes casas que vivem sendo ampliadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor... desvia o homem. Tenho que pensar mais nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6432424764448449458?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6432424764448449458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6432424764448449458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6432424764448449458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6432424764448449458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-permisso-para-amar.html' title='Artigo: A Permissão para Amar'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6114496393538448220</id><published>2006-12-19T23:10:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T23:18:03.935-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Transcrição do Tomo das Eras, LVIII</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Virá em conclusão o crepúsculo&lt;br /&gt;Da entrada do poder maldito&lt;br /&gt;E junto com o fim da armurada&lt;br /&gt;Acertarão os oceanos contra tudo&lt;br /&gt;Contra tudo, contra tudo&lt;br /&gt;Pois serão&lt;br /&gt;Sete oceanos de luz&lt;br /&gt;E sete raios de poder&lt;br /&gt;Antes que venha a nós todos&lt;br /&gt;Alatus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6114496393538448220?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6114496393538448220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6114496393538448220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6114496393538448220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6114496393538448220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/transcrio-do-tomo-das-eras-lviii.html' title='Transcrição do Tomo das Eras, LVIII'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4740544248573731876</id><published>2006-12-19T09:19:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:31:31.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Uma História de Pluma Isabelle</title><content type='html'>Essa é a primeira parte de três capítulos escritos por um auramante que contam de aventuras de Pluma Isabelle antes que ela voltasse à Lodis. Se eu puder encontrar os outros capítulos, transcreverei-os para cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;Nossa improvável reunião fora feita com precisão histórica naquela noite de Belvedere. Muitos anos antes de que qualquer coisa terrível tivesse acontecido, as idéias eram mais difusas e impressionistas, e até os poetas mais trágicos não nos convenciam tanto. Espiritualmente aceitávamos toda felicidade de maneira natural, fluída. Pluma, de gatinhas, tentava entender algo estranho num papel, e Hani Leão-Vermelho repetia a passagem com vários sotaques, rindo de si próprio. Todos levemente tristonhos porque as duas garrafas de vinho que se permitiam toda noite tinham se acabado prematuramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaterasu, a dragoa, me parecia uma estátua de bronze. O nome guerreiro fazia lhe faltar mais uns dois braços, mas a velocidade dos outros a servia bem. Naquele tempo, era jovem, violenta e seus reflexos ainda não tinham manchas de dor. Eu me lembro do brilho nos seus cabelos e no seu olhar, e me lembro da sua voz potente nos guiando sempre em frente. Quantas vezes não me carregaram aqueles braços que não vestiam braceletes ou adornos de mulher, e quantas vezes não me surpreendi perdido no seu vigor sempre pronto e contundente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Kainen, ninguém costumava perdoar sua sorte, pois as estrelas pareciam ter lhe tecido um manto indestrutível. Os tiros e flechas pareciam resvalar na sua pele, e também naquela cota de malha tão velha que ele usava. Já lhe vimos ferido algumas vezes, e de coisas tão singelas quanto espinhos de rosas. Mas em batalha era um leão, muito mais do que Hani que carregava a fera no nome. Lemminkainen o Imortal, era como costumávamos chamá-lo, e ele fingia estar aborrecido quando regojizava-se com os elogios, por dentro e tão secreto quanto um balde de tinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pluma lutava tão mal naquela época que chegamos a pensar, mais de uma vez e por sua própria segurança, que devíamos lhe assegurar uma posição na retaguarda com uma escopeta ou umas flechas, mas a teimosia da garota sempre nos vencia. Hoje imagino que ela consiga derrubar vinte serretes a caneladas, mas naquela época era menina demais. Devia ter não mais do que dezessete anos, mas ela sempre nos mentia a idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vinte e dois! E eu já tinha dito isso pra vocês” – emburrou, recuando defensivamente. Levantou, deu duas voltas em torno da roda, e sentou de pernas cruzadas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com o teu perdão, Pluma, você disse vinte e um no mês passado, e se não acredita, olha aqui, eu anotei no meu diário” – disse uma vez Lucas, o auramante, a deixando corada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pluma xingou um ou dois palavrões e abraçou os joelhos. “Eu não tenho culpa, eu fui raptada, não me lembro o dia do meu aniversário, mas aquele senhor tinha dito que eu parecia que tinha vinte, e... e eu acreditei nele, então eu tenho vinte e dois anos. E posso andar com vocês, e se vocês me acham ruim, depois tinham que ver o Hani atirando com a besta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hani fez cara de mau. “E você com essa história de rapto denovo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É verdade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda vez que você conta, muda os detalhes”, disse Lemminkainen, bocejando e deitando no colo de Pluma. “E ninguém aqui engole essa de você ser a nobilíssima herdeira da coroa de Odenheim. Não tem ninguém te procurando, você é ralé que nem eu. Além do mais, os únicos aristocratas aqui são o Luc e o Hani, e o Hani parece mais um babãozinho!”, grasnou rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conta essa história denovo”, disse Luc. “Exagera nos detalhes acrobáticos que nem da última vez, pro Hani desemburrar. Só não inclui aquele golpe fenomenal de espada que você deu aos cinco anos de idade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eu juro que eu acertei aquele homem com a espada! Por todos os altíssimos! Era uma noite como outra...”, fez-se reticente e deu um arzinho de mistério. Sorriu. “... eu me lembro de me olhar no espelho o tempo todo. Tinha um cabelão vermelho que eu não deixava ninguém mexer, e usava as roupas mais bonitas. Odiava quando aquelas criadinhas vinham me pentear, eu batia nelas com a bengala de meu pai.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muito convincente,”, disse Lucas. “mas vá para a parte do seqüestro.” &lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4740544248573731876?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4740544248573731876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4740544248573731876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4740544248573731876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4740544248573731876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-uma-histria-de-pluma-isabelle.html' title='Leitura: Uma História de Pluma Isabelle'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1426556144113785145</id><published>2006-12-18T11:53:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T09:03:25.681-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Transcrição do Tomo das Eras, LII</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E não falhará o árbitro&lt;br /&gt;Em entregar seu julgamento&lt;br /&gt;Pois nada neste mundo, nada, nada&lt;br /&gt;Escapará ao grande Desígnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1426556144113785145?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1426556144113785145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1426556144113785145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1426556144113785145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1426556144113785145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/transcrio-do-tomo-das-eras-lii.html' title='Transcrição do Tomo das Eras, LII'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8254129019267810481</id><published>2006-12-17T17:10:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:31:48.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Império Sagrado de Longinus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: O Impasse de Margrave</title><content type='html'>Em tempos recentes, um evento realmente assustador abalou a crença do clericato longiniano, e, de certa forma, do mundo inteiro. A sexta máxima deífica da fé de Maeve instiga os adeptos a não permitirem que vivam e prosperem os djins e seus descendentes. O que atravessou suas mentes quando um meio-djin, Shadrach de Chi, sob disfarce conseguiu uma Infusão do Fogo, tornando-se um adepto e desenvolvendo, em pouco tempo, pleno domínio sobre uma grande quantidade de milagres restaurativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos adeptos que não viram o meio-djin cantando milagres acreditam tratar-se de uma farsa, mas até mesmo Ludgast reconheceu a veracidade do adepto e declarou que sua vida estava guardada pelo Império dali em diante. O resultado disso é que em nenhum lugar do mundo os meio-djins são considerados 'pessoas', salvo em Longinus. A lei foi escrita pelo punho do próprio Ludgast esperando que todos os outros países seguissem seus exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shadrach está vivo até hoje, residente em Chi, em um alto cargo em meio aos cardeais da cidade. É respeitado e temido entre os adeptos mas seu semblante, assim como seus atos, são pacíficos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8254129019267810481?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8254129019267810481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8254129019267810481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8254129019267810481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8254129019267810481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-o-impasse-de-margrave.html' title='Leitura: O Impasse de Margrave'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3963663015967140726</id><published>2006-12-17T17:06:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:32:13.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmologia'/><title type='text'>Artigo: As Seis Máximas</title><content type='html'>O propósito de vida dos adeptos se resume nos mandamentos contidos nos vários livros deixados por Sharini. Existem seis máximas que resumem os mandamentos e o modo de vida que os adeptos (e todos os líderes de boa-fé) devem seguir. Estas máximas são universalmente reconhecidas em Natal, e estão sendo lentamente levadas a Calibur e ao Gâm Flutuante pelos colonizadores. Todas elas têm vários sentidos e são muito metafóricas; pessoas de lugares diferentes interpretam as mesmas palavras de maneiras radicalmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Proteja o coração dos teus, e o teu coração.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O “coração” é tomado por muitos como a alma e a bondade, e por outros como integridade física. O fato de Sharini ter dito para protejer o coração “dos teus” antes do próprio gera debates. Existe uma corrente filosófica ivoreana que acredita que a bondade dos outros deve ser protegida à custa da própria bondade, que deve-se pagar qualquer preço pela pureza do povo, mas não se deve ter medo de sacrificar a própria. Talvez isso justifique alguns atos macabros de guerra que alguns ministros ivoreanos têm tomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Leva os teus para as terras do sol, e volta.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O sentido universal desta máxima é que deve-se procurar os lugares abençoados, deixar lá as pessoas amadas, e voltar para aonde  é precisa a ajuda. A parte dolorosa deste mandamento é “deixar” os amados: Sharini ordena uma separação, não a perpetuação do amor. Reptantes feiticeiros longinianos, em busca de alguma religião, abraçam este mandamento para guerrear pelas terras ancestrais de seus clãs. Líderes da guerra em Ivoire encontram paz nestas palavras, acreditando que estão seguindo desígnios divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Seja luz quando os oceanos lhe vierem escuros.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os adeptos acreditam que estas ordens dizem que, mesmo quando se está envolto em inimigos, não se deve ceder ou trair, nem juntar-se a eles; pelo contrário, brilhar ainda mais com a chama da paz e da bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Cante pelos caídos e ampare os que perderem o equilíbrio.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os “caídos” podem ser os mortos. Os adeptos nunca permitem que ninguém morra sem homenagens e ritos pela passagem e pelo fim da odisséia da vida. Acreditam que “sem equilíbrio” sejam os enfermos e os feridos, e não permitem que a jornada deles termine prematuramente. Há quem acredite que os caídos sejam os corrompidos, e que se deve orar por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Reconheça a si próprio nas águas calmas e inspire o ar.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta frase foi traduzida de diversas maneiras ao longo dos séculos. Para os longinianos, deve-se tornar-se semelhante às águas calmas. Para muitos outros adeptos, deve-se reconhecer seu reflexo nas águas e conhecer a si mesmo, e regojizar-se com isso, buscando sempre maior poder pessoal e admirando a própria transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexta máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Não permita que prospere o fogo ou as garras.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todos entendem esta máxima precisamente da mesma maneira: os djins devem ser contidos e mortos, junto com o flagelo da conjuração. Em alguns países, mesmo meio-djins são vitimados por adeptos guerreiros, independente de sua disposição. Um grande golpe contra os adeptos aconteceu quando um meio-djin, sob disfarce, conseguiu submeter-se ao Ritual de Infusão e tornar-se, por pouco tempo, um adepto plenamente poderoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3963663015967140726?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3963663015967140726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3963663015967140726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3963663015967140726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3963663015967140726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-as-seis-mximas.html' title='Artigo: As Seis Máximas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5412126367254926079</id><published>2006-12-17T16:36:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:37:07.115-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Leitura: Grande Lorde Aeolus, Plácido e Infalível, Líder Sobre Todos os Elmos Escarlates</title><content type='html'>Apesar de ter ingressado no meio militar odeniano sob Dálfon Palas, Aeolus Manlynx sempre teve em seu coração a lealdade à linhagem dos Meredith, herança de família. Durante séculos, os Meredith tiveram em suas primeiras fileiras os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sires &lt;/span&gt;Manlynx, que eram conhecidos somente pelo primeiro nome dada sua quantidade. Sem senso de identidade ou amizade, o jovem Aeolus foi um dos primeiros a executar vários de seus amigos na inssureição de Soren Meredith contra o rei impuro, e ele carrega até hoje um corte longitudinal no peito feito pela espada decidida de Kachaturian quando este tomou o trono de volta para Ifalna Palas, filha de Dálfon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aeolus conheceu o então duque Dário Meredith enquanto este falava a muitos jovens na Universidade de Semíramis, buscando angariar aliados para derrubar a coroa de Ifalna. Ele não acreditava no jovem duque, mas rapidamente viu que ele herdou, além dos olhos, a vontade dominadora de seu pai. Foi mortalmente leal a ele até que ele, finalmente, desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dário o fez líder de seus esquadrões por dois motivos. O cavaleiro da armadura férrea nunca havia lhe falhado, primeiramente. Depois, porque ele tinha certeza que nada inesperado partiria do homem que nunca vacilou em cumprir ordens em sua vida. Dário tinha certeza que com uma ordem, Aeolus enterraria sua espada em seu próprio coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com setenta e poucos anos, Aeolus espera a volta de seu mestre com serenidade. Ele cuidará para que nenhum impuro suba novamente no trono. Ele já viu seu país sofrer com isso mais de uma vez, em sua própria concepção, e sua espada está mais pronta do que nunca. A idade desgastou seus ossos mas parece ter feito eclodir nele uma força demoníaca oriunda da sabedoria da vitória. Quem um dia enfrentou Aeolus e por acaso sobreviveu viu-se morto antes que Aeolus desferisse o primeiro golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aeolus, o Elmo Escarlate, é uma parte ativa da Quimera. Ele acredita que Else cuidará bem de Odenheim enquanto souber seu lugar, e não permitirá que ela assuma liberdades enquanto viver. Sobretudo, ele tem uma fé firme no retorno do Imperador e seu único temor é morrer sem ter tido a possibilidade de concluir seus serviços à mando de Meredith.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idade tornou seus cabelos castanhos platinados, assim como seus olhos. Quando não precisa cumprir funções cerimoniais, Aeolus anda fardado com os punhos cerrados. Em guerra, veste uma armadura pesadíssima de placas de ferro e usa sua própria espada de cerâmica, um presente de Soren há muito tempo. Ele fala pelos olhos e detém uma inteligência severa e pungente, que não envelheceu com o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5412126367254926079?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5412126367254926079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5412126367254926079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5412126367254926079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5412126367254926079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-grande-lorde-aeolus-plcido-e.html' title='Leitura: Grande Lorde Aeolus, Plácido e Infalível, Líder Sobre Todos os Elmos Escarlates'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5724500596392859550</id><published>2006-12-16T23:49:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.588-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Então representamos perigo.</title><content type='html'>"Então quer dizer que o povo farisiense que trabalha em vossos orquidários lhes representa perigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Representam perigo enquanto possuírem movimento e mentes. Perigo enquanto vivos, perigo ao sistema e aos outros. O que faz aqui?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero autorização para abandonar Rublo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me examinou longamente. Seus olhos transcorreram através de minha alma. Quando dei por mim estava sob um milagre, ele segurava o grande chapéu contra o vento místico que me perpetrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ivaness Rel Barlaam, Investigador Real. Precisava vir tão longe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saga", eu disse. Maldição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele assertiu com a cabeça, divertindo-se. "Você tem sua autorização. Saia imediatamente. Não queremos gente como você aqui. Sua ventura está acabada."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5724500596392859550?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5724500596392859550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5724500596392859550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5724500596392859550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5724500596392859550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/ento-representamos-perigo.html' title='Então representamos perigo.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-34968085890097019</id><published>2006-12-15T09:17:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:37:07.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Nossa Dama Hierofante Else Gwen de Estelle, a Elmo Dourado</title><content type='html'>O conselho se tornou soberano mais uma vez sob o mando da Hierofante Else. Consta oficialmente que o imperador é Meredith, e acredito eu que continuará constando até que descubram que ele está morto, o que dificilmente acontecerá. É uma lei que existe desde a fundação e que prenuncia uma era teocrática em Odenheim. Meredith não teve filhos e a família real, em todas as suas dissindências, estava morrendo. Nada restavam senão filhos de impuros e barões distantes com um nada do dito 'sangue de santo'. Os aristocratas não estavam dispostos a coroar um ilegítimo novamente e possivelmente manifestariam repulsa se isso viesse a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hierofante reduziu o Conselho do Palácio Oceânico a três pessoas: ela mesma, Aeolus dos Cães de Ferro, e Hepzibah dos Rebentos de Rachamarfim: os dois são até hoje líderes das duas maiores ordens militares de cavalaria odeniana. O povo chamava o conselho de Quimera de Três Elmos, ou simplesmente a Quimera. Else era um Elmo Dourado, Aeolus era o Elmo Escarlate e Hepzibah era o Elmo Cerúleo - as cores combinavam com os brasões de suas ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala original do Conselho foi tombada como uma espécie de museu particular de Else, e ninguém mais entra lá a não ser os encarregados da limpeza do lugar. Nem os habitantes do Palácio Oceânico sabem, hoje em dia, se há um lugar oficial para a reunião do Conselho. Dizem que os três discutem o destino de milhões de pessoas enquanto andam pelos vastos corredores do palácio. Aliás, nada equipara-se à quantidade de histórias que as pessoas têm a contar sobre Else.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Dama Hierofante Else Gwen de Estelle, a Elmo Dourado, adepta prodigiosa, formou-se Mestra Celestial aos 22 anos, em História Maior aos 25, e tornou-se hierofante mostrando um controle absoluto e estranho sobre o avantesma de Lodis, superior aos mais antigos e experientes membros do clericato. Hoje, com vinte e nove anos, toma lições com um mestre-de-armas longiniano e já é reconhecida em torneios marciais como tendo um manejo poderoso das armas dos kishi. Sua espada Vergessenheit, uma daikatana pétrea esculpida em relevo chanteliano, é pesada e rápida como uma foice, mas nunca foi usada, somente em demonstrações, e em sua onipresença guardada na bainha às costas da Hierofante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que tratam com ela conhecem sua face atormentada pela insônia e por uma enxaqueca que a assola. O que ela sente muitas vezes parece se espalhar pelo ar e causar arrancos lancinantes de dor de cabeça nas pessoas ao redor, como uma maldição perpétua e maligna. Quando ela consegue dormir, é extremamente calma e amável, mas após três dias de insucesso na cama ninguém a procura. A ajuda de uma pequena comitiva de adeptos e médicos ocupa boa parte de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe sob quais circunstâncias Else se tornou tão estimada por Meredith a ponto de ela se tornar sua braço-direito. Aristocratas contam que Else esteve com Meredith todo o tempo em sua saga trágica tentando obter um herdeiro, o apoiando e consolando em seus insucessos frequentes. Más-línguas dizem que os dois foram amantes, mas isso dificilmente foi verdade dado o tipo físico de Else comparado ao de Pluma e Ifalna, as duas mulheres que supostamente o duque teria amado: enquanto Else é loira, alta e austera, Pluma e Ifalna, ambas, tinham cabelos vermelhos, estatura média para baixa, e portavam a beleza e fragilidade clássica da aristocracia odeniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Else não manifestou surpresa (nem outra qualquer reação aparente) quando Meredith foi dado como desaparecido pela primeira vez. Talvez ela seja a única pessoa no mundo que conheça seu paradeiro e suas intenções verdadeiras com sua migração repentina. A verdade é que o Duque se tornou uma espécie de figura mitológica, um rei-fantasma vagante que vigia as crianças brincando e que ninguém sabe se é bom ou mau. Poderiam compilar-se um livro dos grossos se todas as histórias contadas sobre ele, das reais às absurdas, fossem reunidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única pessoa da aristocracia que, até hoje, tem como missão pessoal encontrar Meredith é Lorde Fabian de Tércia, ex-líder dos Leões Brancos (hoje Rebentos de Rachamarfim). Ele move diariamente uma pequena comitiva de Investigadores Reais atrás de todas as histórias e pistas sobre o Rei-Fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Else conduz Odenheim na maior revolução industrial já vista no mundo, ampliando a capital Lodis a níveis absurdos, construindo habitações para fantasmas e levando as linhas férreas a elas, sem que haja sequer alguém para subir e descer salvo as pessoas encarregadas das construções. Quando ela ordenou a construção de Nova Eiselc o Primeiro Distrito Aéreo, os aristocratas acreditaram que ela estava completamente insana, por estar construindo sobre andaimes um bairro inteiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;por ter batizado-o Primeiro Distrito Aéreo, o que indica que haverão outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há gente para morar nesses lugares. Na verdade, há muita gente se empilhando de qualquer jeito nos distritos favelizados de Teale, mas obviamente não é a eles que Nova Eiselc se destina. Os intelectuais odenianos imaginam que a ampliação de Lodis tenha a ver com a exploração de Calibur por grandes navios e a recente missão cartográfica enviada pela Quimera contando com uma tripulação pequena, porém muito capaz, inclusive o bem-aventurado capitão Klaas e o marinheiro lendário Braden de Gratien y Lake, que, entre outras coisas, foi o primeiro a chegar na costa do Gâm Flutuante, mapeou, com uma comitiva, todo o lado norte de Velha Iorque e, foi o que mais penetrou no Cinturão de Fogo, recuando estritamente para voltar com informações que, talvez, ajudem os próximos planinautas a investir contra o Mundo Difícil (ou nunca mais voltar lá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supõe-se que uma grande população será trazida para trabalhar, ou fazer alguma outra coisa, por Else. Por isso a capital está estendendo-se sem parar em detrimento do crescimento da indústria de outros setores, considerada de importância primordial pelos lodianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo, a administração de Else não fica devendo à do 'Eterno e Justo' Dálfon Palas (que fez Odenheim crescer a quase duas vezes sua economia original do começo ao fim de seu período de regência) e à de Meredith, da qual ela parece ter se inspirado para seu próprio mandato quase megalomaníaco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-34968085890097019?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/34968085890097019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=34968085890097019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/34968085890097019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/34968085890097019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-nossa-dama-hierofante-else-gwen.html' title='Leitura: Nossa Dama Hierofante Else Gwen de Estelle, a Elmo Dourado'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4732311263422099057</id><published>2006-12-15T09:00:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.588-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>De quê você nos protege?</title><content type='html'>Minha marcha maldita encontrou a estrada e as profundezas do céu quando não havia luz senão a das montanhas. Eu tinha comigo apenas uma sacola de couro (que eu carregava a tiracolo), que tinha uma boa quantia em dinheiro, algumas mudas de roupa, uma túnica, um agasalho grande e um revólver de fecho de roda, dos bons. Todas as vezes que eu rezei para não ter de usá-lo, acabei usando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei de cara com o adepto. Não vi sua silhueta ao longe: quando dei por mim, ele estava na minha frente. Não era mais do que um rapazola. O archote que carregava fulgurava em seus mantos verde-claros e lançava luz em seu rosto sob o grande chapéu. Tinha uma bainha às costas para um cajado com a parte de cima ornada com um símbolo heráldico e folhas de cobre, andava com grandes botas de cano alto, próprias para a neve, lama ou qualquer coisa que ele visse pela frente naquelas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos pousaram em mim esperando uma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se me permite uma pergunta", disse, a que ele assertiu, "de quê você nos protege?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não protejo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vocês&lt;/span&gt;. Eu protejo os outros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de vocês&lt;/span&gt;."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4732311263422099057?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4732311263422099057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4732311263422099057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4732311263422099057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4732311263422099057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/de-qu-voc-nos-protege.html' title='De quê você nos protege?'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2842128498945308439</id><published>2006-12-15T08:58:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:37:07.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Os Idos de Odenheim</title><content type='html'>Negada à luz e lançada à guerra, Odenheim perdera Ifalna Palas, desposada e destronada. Ascendeu, a 701 anos da fundação, Dário Meredith, Rei Negro. O cetro do poder não lhe lavara o olhar feroz e após trinta e dois anos de guerra ele expulsou os ivoreanos da costa de Odenheim, pondo fim a um conflito calamitoso. Fez-se silêncio quando a guerra terminou: todos os soluços haviam sido calados. Torres de ferro erguiam-se em meio à neve em Lodis e a respiração das máquinas talvez fosse ouvida a milhas. Meredith retornou num momento de silêncio e com um esgar feroz cruzou a capital até o Palácio Oceânico. Os cabelos grisalhos não lhe deram a imagem do pai Soren, como todos imaginavam que o seria. A humanidade recuara em suas feições até se tornar uma presença surda e nuclear. O reino agora era regido pelo deus da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de setenta cavaleiros armados voltaram das Ilhas Sagradas, onde estrelas se apagaram quando o incarna de Câncer, com asas que abraçariam o mundo em vermelho tremeluzente, chocou-se contra as fileiras dos vingadores de Iblis ivoreanos. Lembrariam de Dário andando através dos campos de batalha e massacrando, a golpes únicos com o machado Labrys, qualquer um que se aproximasse, inimigo ou aliado, trazendo sobre todo o corpo uma aura estranha e divina. Após o fim do conflito, o incarna, assim como tudo o que se referia àquela guerra, foi esquecido pelos odenianos. Diz-se que seu herdeiro, após manifestar seu poder máximo e retornar à forma humana, foi executado por um soldado ivoreano que tinha sobrevivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles anos, Meredith se aliou aos adeptos e parece ter adquirido um forte e estranho respeito pela Deusa. Suas virtudes invertidas foram disseminadas pelos seus cavaleiros, e muitos feiticeiros emergiram e foram destruídos naquela época – a maior parte, pelo próprio Meredith, pessoalmente. E apesar da Ordem dos Elmos Escarlates estar severamente debilitada pela guerra, aquele era, sem dúvida, seu apogeu, comprovadamente a maior força militar conhecida de Natal. Em trinta e dois anos o povo aprendeu a viver sob a bandeira vermelha de Meredith: talvez por isso poucos tenham vindo velar a Rainha Ifalna Palas quando ela morreu, ainda tão jovem, acometida pela amargura e levando consigo o herdeiro do trono que ainda estava em seu ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida em Lodis nunca fora tão difícil. Homens eram convocados e até trazidos de outras cidades para trabalhar em turnos de mais de dez horas nas carvoarias e indústrias da capital. O advento das linhas de montagem tornou Odenheim a maior potência bélica no mundo. O trabalho era interrompido três vezes ao dia para orações escritas e pregadas por Else, Hierofante de Lodis e a braço-direito de Meredith. Ela subiria à sacada dos reis e, sob os céus escuros de Lodis, chamaria todo o povo para lhes falar de parábolas, tormentos e fé. E enquanto oravam, as sombras da cidade pareciam crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns anos, Meredith deixara de falar em público e, com mais algum tempo, deixara também de fazer aparições. A Hierofante Else lhe representava, junto com uma comitiva de Elmos Escarlates e regentes escolhidos por ele. E assim que terminou a guerra, foram dadas armas a quase cinqüenta brigadas de Elmos Escarlates que tornaram-se a referência de lei em todo o território. Meredith desapareceu dentro do palácio, recuando para se entregar a planos e devaneios. Muitos imaginam que ele esteve esperando ou preparando o momento certo para atacar novamente, mas todos os aristocratas ouvem seus passos insones e febris à noite. A Deusa não permitira que Pluma Isabelle lhe concedesse um herdeiro: os adeptos finalmente constataram que ela era estéril. Meredith a trouxe em seus braços, vestida em robes brancos e dormindo para sempre. Seu rosto puro e belo subitamente reganhara a juventude e o frescor. Foi dito que seu espírito ascendeu aos céus fazendo com que todos na cidade chorassem sem saber dizer o motivo, mas ninguém nunca descobriu o motivo pelo qual Pluma Isabelle morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este fato Meredith abandonou o Palácio sem data definida para voltar. Foi visto em vários lugares em Odenheim, armado de seu machado e vestindo uma longa capa branca, faminto, furioso e parecendo procurar algo. Ele foi motivo de desespero em várias vilas ribeirinhas quando descobriram que ele estivera observando, com uma espécie de ira amarga e contida, todas as crianças enquanto brincavam fora de suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da guerra não significou descanso ou prosperidade. As linhas de defesa de Odenheim foram mantidas tesas e rígidas, enquanto as cidades viveriam em um perpétuo estado de pânico. Else era pior do que o próprio Meredith. Templos foram reconstruídos em aço com o trabalho braçal forçado de todo o povo, grandes pedras foram arrancadas das montanhas e arrastadas para a cidade, e caravanas perpétuas atravessaram as regiões setentrionais de Odenheim, onde foram erguidos novos templos e cidades. Segundo ela, os odenianos envergonhavam Meredith com sua atitude lasciva perante a vida e a Deusa. Músicos e tanques ficaram eternamente prontos em uma parada de proporções titânicas que receberia Meredith quando este voltasse. Em 733 D.F., quase um terço da população de Lodis foi enviada em uma capitânia com destino ao mundo de Caliburnus (Calibur) com o objetivo de erguer uma nova Lodis naquelas terras e espalhar a palavra de St. Sharini aos ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o ano em que os odenianos entraram em contato com os primeiros caliburanos, cujos olhos estreitos trouxeram lembranças ancestrais ao único reptante que participava da caravana de colonização. Infelizmente, dificuldades na comunicação e a arrogância de alguns capitães da caravana fez com que a atitude dos habitantes do novo mundo rapidamente se tornasse hostil aos visitantes e eles rapidamente perderam a comunicação com a capital. Um dos últimos relatos recebidos mencionava um avantesma ou incarna de brilho incomensurável invocado por um líder espiritual caliburano contra os invasores odenianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hiato e apesar do fogo cruzado, com a derrota dos ivoreanos, os movimentos separatistas do vice-reinado ivoreano da União do Mar Alvo rapidamente ganharam força e, no mesmo ano que a guerra terminou, uma parte da União do Mar Alvo conseguiu sua independência e passou a ser novamente chamada Faris: a República Nova de Faris. A conquista deveu-se a breve e decisiva atuação do dragão Keshal de Lorena, que, de posse de um poder inexplicável, limpou sozinho as falanges ivoreanas de toda a costa leste original de Faris. Muitos tiveram certeza que ele esteve possuído pelo poder de Iblis durante aquele tempo, mas, assim como o incarna de Câncer, pouco mais se ouviu falar do Dragão Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fronteiras de Ivoire e do vice-reinado recuaram para quase metade do seu tamanho original. Ainda abrangiam o Almirantado de Hevelius, o Planalto de Lorena e a cadeia de montanhas Aesir, mas uma renovada ordem dos Dragões da República parece preparar uma marcha vitoriosa sobre os enfraquecidos ivoreanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2842128498945308439?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2842128498945308439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2842128498945308439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2842128498945308439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2842128498945308439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-os-idos-de-odenheim.html' title='Leitura: Os Idos de Odenheim'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2640303653964906853</id><published>2006-12-14T16:29:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:40:15.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Império Sagrado de Longinus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Os Idos de Longinus</title><content type='html'>Os trinta e tantos anos que se passaram não foram gentis com Longinus de maneira alguma. Por alguns momentos, o clã Fafnir cercou os longinianos em Margrave e houve a certeza de que o Império Sagrado seria destruído naquele momento. Mas o destino carteou uma surpresa decisiva quando o quarto incarna, Shu, foi descoberto e invocado pelo próprio Hierofante Ludgast, que já havia atravessado seus noventa anos. Tomado pelo poder divino, Ludgast confrontou Rama, líder incontestável dos Fafnires, numa batalha espiritual furiosa e espetacular que durou pouco mais do que alguns segundos e terminou com a morte de ambos, espadas cruzadas diante das multidões. Um grande choque de retorno e as lâminas dos últimos kishi extinguiram o restante do clã Fafnir numa única noite. Longinus inteira uniu-se em oração e a aurora do dia seguinte espalhou o sangue do clã Grendel e de muitos outros clãs reptantes sobre a terra longiniana em nome do grande hierofante, e as flores brotaram rubras quando despontou a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ludgast foi sucedido pela kishi Neman, uma heroína de guerra de disposições e princípios desconhecidos. Sua selvageria se revelou quando, na cerimônia de sucessão e vestida com os ornamentos imperiais sagrados, ela assassinou a sangue frio e a um só golpe um reptante adepto que ousou a tocar para lhe abençoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a guarda da Imperatriz Neman, porém, Longinus pôde prosperar e se reconstruir. Em pouco mais do que dois anos, o império recuperara o rubor que tinha antes do início das guerras contra os Fafnires, há quase um século. Muitos guerreiros abandonaram suas espadas para lutar pelo império, desta vez plantando, colhendo, reconstruindo e reconsagrando as terras maculadas pela feitiçaria maléfica dos reptantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O renascer do Império Sagrado de Longinus passou quase despercebido para os regentes dos outros países, mas não para Cédara. Tratados comerciais há muito esquecidos foram novamente levantados pelos aristocratas longinianos. Ivoire chegou a tentar uma aproximação, mas a Imperatriz Neman não havia esquecido, tampouco perdoado a ofensa de Verne há tantos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que teve recursos (fim de 734 D.F.), Neman lançou uma cruzada de kishi para perseguir e destruir os desertores de Longinus na guerra como exemplo. O infeliz ato resultou na morte de vários longinianos em terras farisienses, ivoreanas e cedarianas, muitos dos quais haviam já constituído famílias. Muitos cedarianos (e também a imprensa) ficaram aterrorizados com a total falta de clemência de Neman para com os fugitivos de guerra – a imperatriz passou de heroína a uma tirana em poucos meses. A cruzada obviamente não conseguiu desenterrar todos os traidores, e persiste até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecidamente, Longinus mantém uma aliança informal com Cédara e Rublo; entretanto, ninguém sabe o que se passa na cabeça de Neman e qual será o próximo passo na sua saga de orgulho e destruição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2640303653964906853?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2640303653964906853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2640303653964906853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2640303653964906853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2640303653964906853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-os-idos-de-longinus.html' title='Leitura: Os Idos de Longinus'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6243438312069605763</id><published>2006-12-14T16:19:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T08:57:07.724-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Transcrição do Tomo das Eras, LI</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da terra, eis, veio um grande espírito&lt;br /&gt;A todos lembrou a pedra da criança&lt;br /&gt;Uma vez, o espírito tomou a forma das coisas&lt;br /&gt;E ascendeu aos céus&lt;br /&gt;O árbitro que virá pelas almas dos desencantados&lt;br /&gt;Após as palavras lidas&lt;br /&gt;E o mal feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6243438312069605763?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6243438312069605763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6243438312069605763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6243438312069605763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6243438312069605763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/transcrio-do-tomo-das-eras-xlxi.html' title='Transcrição do Tomo das Eras, LI'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1760860906917320547</id><published>2006-12-14T15:59:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>A volta.</title><content type='html'>Retornei a nosso orquidário (os gentios o batizaram Mirventura) com os olhos tristes, nem a Viola pude ter um sorriso. A ausência de qualquer descoberta está acabando comigo e pela primeira vez pensei que esta escapada pode ter sido um grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a noite Viola veio a mim e contei toda a verdade a ela. Estava desesperado e me sentindo no final das forças, sem condição de pensar em como escapar. A nobre dama prometeu que me ajudaria, para minha surpresa, e no dia seguinte, enquanto aprumava um buquê, falou baixo a mim através de uma parede de folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Há um caminho', ela disse, 'ao sul, que levará seus pés para um porto livre. Lá poderá convencer alguém a te levar por algumas rúpias. O adepto passa longe deste ponto em sua rota normal, mas já o vi passando lá algumas vezes. Vá com cuidado.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Eu ainda tenho interesses por aqui', respondi a ela. 'Fico ainda uma lua.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não. Vai, aqui teu coração não pertence', ela disse. 'Antes que pertença a ti meu coração.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude pronunciar o nome dela ainda uma vez antes dela sumir nas folhagens. Parti, chorando, naquela noite, carregando comigo o rosário que ela tinha deixado, profanando sua fé e fazendo um último mal a Viola, talvez a última mulher que eu tenha amado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1760860906917320547?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1760860906917320547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1760860906917320547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1760860906917320547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1760860906917320547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/volta.html' title='A volta.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4211048402699627199</id><published>2006-12-14T15:10:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:41:00.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: A História de Hepzibah, parte 4</title><content type='html'>Uma flecha cortou o nada em que se abrigava. Atingiu ao longe a aura que o prendia à terra e ele viu que ainda havia... Seu poder feiticeiro se libertou numa coluna de chamas vermelho-vivo abrasando o chão e tudo, e da certeza da morte ele despertou para a batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arqueiro vinha com guerreiros que berravam contra os pardos, golpeando com suas espadas em raios de aço e ar que atingiam ao longe. Antes que pudesse tentar se defender deles, pararam de atacar. Não queriam matá-lo. Pegaram os ivoreanos voltando de uma missão, isso sim, e a eles destruíram. Ficaram ao longe fitando-o à distância. Não tocaram os pardos: suas geomancias e flechas o fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hepzibah se levantou e tentou falar a eles. Ouviram os dragões um guincho, como uma palavra de ódio, mas os olhos do meio-djin mostravam-se agradecidos. Aproximaram-se com cautela. Um colheu do chão uma pequena lis-de-Ivoire. Não pensariam em nada melhor. O jovem dragão ofereceu a lis a Hepzibah e ele a tomou em mãos trêmulas. Sorriu, se é que sabia sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se de seu limbo e juntou-se aos dragões. Havia um entendimento irracional entre eles, uma aliança inconsciente. O arqueiro chamava-se Fiachra e era o líder de um grupo de dragões-da-República que ficaram ferrados e presos em território ivoreano. Terroristas e assassinos, uma vez uniram-se à XV para explodir uma usina em Hevelius. Hepzibah juntara-se a eles muito depois disso, quase cinco anos depois. Já havia findado a Décima Quinta e tudo que remetia a ela. Era o auge da guerra dos odenianos com os ivoreanos. Os dragões não estavam em lado algum e odiavam as duas partes, os ivoreanos mais do que os odenianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hepzibah permaneceu unido a eles, lutando contra os odiados ivoreanos até que todos estavam mortos, quase dez anos depois. Viveram juntos todos os desfortúnios de quem batalha uma guerra que já havia sido perdida. Fiachra morreu inútil no meio do fogo, suas flechas caladas quando um dia cantavam livres antes de enterrarem-se em sangue pardo. Hepzibah o Improvável (como o chamavam) foi o último dos Dragões de Chumbo de Fiachra, e herdou a disciplina pálida e fria do ódio dos corações humas. Havia aprendido a luta dos homens. Sua força oculta de meio-djin o fazia poder carregar duas espadas quando todos levavam somente uma. E eram grandes espadas - espadas de Dragão. Hepzibah não podia parar de lutar, morreria se o fizesse. Aprendeu o ódio, e não mais viveria em paz sem exercer sua única satisfação. Tinha medo de destruir todos os ivoreanos: não sobraria ninguém para ele ganhar seu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumou para Odenheim. Haveriam de aceitar duas espadas contra os pardos. Isso foi em 716 D.F., as fronteiras estavam tomadas, Capela ocupada e as tropas de assalto terrestres avançando duramente para Vercel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4211048402699627199?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4211048402699627199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4211048402699627199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4211048402699627199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4211048402699627199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-histria-de-hepzibah-parte-4.html' title='Leitura: A História de Hepzibah, parte 4'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1361405464532288283</id><published>2006-12-14T15:04:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:40:45.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><title type='text'>Leitura: A História de Bácari e Trói</title><content type='html'>Haviam praias, haviam peixes, haviam pescadores. Haviam Bácari e Trói, desde muito. Os antigos acompanhavam os cardumes por terra e migravam pela costa leste da República. Levou muito tempo até que alguns pontos fossem descobertos como de convergências de vários tipos de peixe ao longo do ano. Na verdade, foram descobertos dois destes paraísos da pescaria: Bácari e Trói, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes vieram das duas espécies de peixe que mais apareciam nas imediações, o Bacará Real – grande, cinza e lento – e o Totrói – com a protuberância óssea no focinho que mais parece uma espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pescadores ficavam metade do ano em Bácari, metade do ano em Trói. Muitos tinham uma namorada em cada cidade. Alguns tinham uma família em cada cidade. Muitos tinham pouca ou nenhuma idéia de quem era seu pai, mas as cidades prosperavam e todo mundo se conhecia. Fizeram escolas em Bácari, um pequeno teatro em Trói, e já vinha uma geração daqueles que estudaram fora, poetas, médicos, engenheiros, que voltavam para trabalhar nas suas cidades de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que os ivoreanos investiram na madeira de Faris, o conselho em Belgrade decidiu que seria interessante para o futuro do país que existisse uma grande ferrovia ligando Glenária e Bácari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conde de Trói fez um escândalo. Alegou que Trói era muito mais tradicional, que a população era maior, que era completamente ilógico levar os trens para Bácari quando Trói estava ali, mais perto e mais interessante. A população fixa e simples não entendeu muito bem a história da ferrovia e no mais, eles queriam que os bacarenses se ferrassem, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barão de Bácari prontamente iria se defender dos argumentos do outro, mas aí ele soube que o plano da Estação Ferroviária Primeira de Bácari colocava o prédio bem no lugar onde atualmente ficava sua mansão com jardim de inverno. Entretanto, ele foi forçado a manter sua posição pelos intelectuais de Bácari, que queriam a ferrovia e ameaçavam amotinar-se sobre o barão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo que acontece em Faris, os Dragões da República foram chamados para mediar o impasse. Descobriram que cada cidade tinha um conjunto diferente de virtudes e defeitos, mas nenhuma era melhor do que a outra em absoluto. Um Dragão jovem chegou a sugerir que decidissem o destino da ferrovia tirando a sorte nos dados, mas ninguém deu ouvidos a ele. Grande erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou acertado (bem à moda dos Dragões) que haveria uma competição entre quatro espadachins – dois representando cada cidade. Quase todos os pescadores não tinham quase treinamento, em absoluto, com a espada, e se perguntaram se não seria mais interessante uma competição de pescaria. Depois alguém lembrou que ninguém realmente morava em um só lugar entre os pescadores e iria ficar difícil escolher que lado iriam representar. De fato, os pescadores nem foram consultados a respeito da tal ferrovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente, os escolhidos para defender Bácari foram dois jovens filhos de um pescador que lá residia, enquanto os escolhidos de Trói foram o irmão do conde, Guntram de Trói, um aventureiro jovem e forte que bandeava com os dervixes do norte, e Nila, uma adepta estrangeira que fez de Trói seu lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guntram e Nila destruíram os escolhidos de Bácari facilmente, primeiro a golpes calculados com as espadas de bambu, depois a pauladas mesmo, já que eles não se rendiam. Os filhos de pescador de Bácari foram arrastados, inconscientes, do ringue improvisado armado perto do Poço das Botas. Fazia um sol rachante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, festa em Trói. O conde anunciava ao populacho as melhoras que a ferrovia traria (e depois de um tempo, basicamente do quê se tratava, já que todos estavam interessados). A bebida corria solta, ninguém trabalhou, os peixes dentro d`água até estranharam o fato de não ter havido o genocídio diário. Todos os troianos ficaram animados com as obras, com os trens, e com a nova possibilidade: viajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anoiteceu, um grupo compacto de Dragões e citadinos de Bácari chegou na cidade, para falar diretamente com o conde. Quem viu, das casinhas com as lamparinas acesas, viu que boa coisa, não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conde voltou pra casa cheio de amargura no coração. O torneio havia sido considerado inválido, porque o barão de Bácari conspirou contra a própria cidade colocando filhos de um pescador no torneio ao invés dos grandes espadachins da Academia Real de Heilwig de Espada Odeniana, que, apesar de pequena e recém-chegada, contava com um bom número de esgrimistas talentosos. Como todo bom filho, Guntram tomou as dores do pai. Juntou seus amigos dervixes e num ato maligno de vingança, fizeram um arrastão na costa, no meio-caminho entre Trói e Bácari, justamente na época da reprodução dos bacarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente, ninguém soube do crime a princípio. Mas sua conseqüência foi muito pior do que o esperado. A escassez atacou Bácari com violência e quase todas as famílias vieram para Trói. O preço do peixe inflacionou de uma maneira incrível, e ninguém queria passar fome; além do mais, muitas mulheres encontraram as “outras” e saiu porrada pela cidade inteira. Mais além do mais, Guntram, completamente bêbado, admitiu ter passado a rede nos bacarás e escapou por pouco de morrer na mesma noite. Depois que a notícia se espalhou, botaram fogo na casa do conde. O caos se espalhou pela cidade toda. A Guerra do Peixe durou três dias e duas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a poeira baixou, Trói estava em destroços. Quem não assumisse um lado da briga era considerado covarde e não era bem-vindo em nenhuma das cidades. Quem fosse de Trói, não entrava em Bácari, e vice-versa. Muitos pescadores tiveram que escolher entre dois amores e até hoje não sabem se fizeram a escolha certa. Outros têm certeza. Outros estão morrendo para voltar e não podem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ferrovia não foi construída e não se voltou a falar no assunto. Tiveram rumores de que nunca houve projeto de ferrovia alguma. Mas o problema de Bácari com Trói tornou-se folclórico e os moradores de uma cidade falam horrores dos moradores da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guntram e seu pai, depois do incêndio e ao que tudo indica, mudaram-se para Belgrade do Norte assim que a cidade foi construída. O garoto cresceu, e por fim se arrependeu do que fez, mas já era tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1361405464532288283?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1361405464532288283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1361405464532288283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1361405464532288283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1361405464532288283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-histria-de-bcari-e-tri.html' title='Leitura: A História de Bácari e Trói'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2400597361998972226</id><published>2006-12-14T14:44:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: O Estilo Divisionista</title><content type='html'>A poesia veruniana do quinto século implorava por uma arte nova, uma arte vibrante, enérgica, e sobretudo, uma arte que não fosse óbvia e uma arte difícil, intrincada, que poucos pudessem dominar. Foi Seurat de Drift o inventor do divisionismo, um estilo de pintura técnica que envolvia o uso de pequenos pontos de pigmento colorido para formar uma imagem à distância. O estilo divisionista é caracterizado pela Névoa, um elemento onipresente em todas as suas artes. As coisas são vistas através do que parece ser uma camada espessa de nuvens: muitas vezes são o que não parecem ser à primeira vista; muitas vezes são duas ou três coisas ao mesmo tempo. Muitas vezes o artista não especifica o que pintou e hipóteses são levantadas até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúbia pintura divisionista foi usada como protesto no início do século por artistas dos dois pólos de Odenheim. Títulos sugestivos eram acompanhados de pinturas que mostravam duas faces, sendo uma delas uma crítica ou ridicularização de Meredith ou de um dos seus. Era como uma mensagem secreta, que poucos poderiam entender; como uma crítica ferina escondida que poupava a vida de seu criador. Muitos consideravam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que alguns divisionistas têm trabalhos considerados revolucionários até hoje. Figuras que despertam a imaginação e o subconsciente mudam ao longo das eras na concepção das pessoas. Muitos trabalhos que tornaram-se subversivos por esse processo foram destruídos pelos agentes da coroa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2400597361998972226?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2400597361998972226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2400597361998972226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2400597361998972226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2400597361998972226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-o-estilo-divisionista.html' title='Artigo: O Estilo Divisionista'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6158745473414252583</id><published>2006-12-14T14:28:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Os campanários ainda não me abandonaram.</title><content type='html'>Nem em mente, nem em coração. Nossas orquídeas estavam os decorando, 'plantadas' em roseiras verticais nas quais pendiam por cima das pedras graníticas e nuas. Eu já via os raios descendo por sobre aquela capela, a luta dos adeptos contra o avantesma, a submissão e o poder. Por um momento um pensamento fulgurante e revelador sobre aquilo se apossou da minha cabeça, me fazendo ter uma compreensão inteira da situação segundo os planos de Maeve para nós. Mas como se proibido, aquele pensamento me fugiu por inteiro, deixando somente o espaço vazio atrás de si. Isso vem me acontecendo com assuntos menores há algum tempo, mas nunca uma compreensão esquecida me atingiu tanto quanto essa. Foram segundos de êxtase de entendimento nos quais eu não tive tempo para memorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os céus, brandos com as nuvens correntes de Rublo, queriam me dizer alguma coisa. Eu estava inútil para compreender, enxergando apenas o que estava dentro de mim. A viagem de volta passou em um suspiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6158745473414252583?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6158745473414252583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6158745473414252583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6158745473414252583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6158745473414252583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/os-campanrios-ainda-no-me-abandonaram.html' title='Os campanários ainda não me abandonaram.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2734299712453972686</id><published>2006-12-13T19:08:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T19:43:27.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Notas Acerca das Transcrições</title><content type='html'>Como bem se sabe, todos os Odes dos tomos escritos por St. Sharini foram manuscritos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt;, a língua primeva de Natal (provavelmente a mencionada na mítica história dos primeiros homens silenciosos e daqueles que aprenderam do titã de ferro), que deu origem ao dialeto comum que fala-se hoje em dia, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt;. A transcrição do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani &lt;/span&gt;para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt; reduz o tamanho do texto significativamente; sabe-se que no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;titani&lt;/span&gt; todas as palavras são acompanhadas de todos os seus sinônimos; a distância e a diferença da primeira e da última palavra dão ênfase ou não naquele termo. Poucas pessoas dedicam-se ao estudo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alvalli&lt;/span&gt; hoje em dia; aparentemente ele é impossível de se pronunciar, salvo longas orações que foram preservadas desde os Dias Antigos, provavelmente datando de menos de 2000 A.F.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2734299712453972686?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2734299712453972686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2734299712453972686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2734299712453972686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2734299712453972686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/notas-acerca-das-transcries.html' title='Notas Acerca das Transcrições'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1897053306482107882</id><published>2006-12-13T17:36:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T08:56:49.136-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><title type='text'>Transcrição do Tomo das Eras, L</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A luz veio sobre a alvorada&lt;br /&gt;A alvorada veio sobre as estepes&lt;br /&gt;As estepes rolaram sobre tudo que pacífico era&lt;br /&gt;Em um só som majestoso e pacífico&lt;br /&gt;Sobre um só tom, diapasão dos fanáticos&lt;br /&gt;E em uma só luz, imutável e infalível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1897053306482107882?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1897053306482107882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1897053306482107882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1897053306482107882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1897053306482107882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/transcrio-do-tomo-das-eras-xlx.html' title='Transcrição do Tomo das Eras, L'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-1292516660214306273</id><published>2006-12-13T16:33:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: O Estilo Firrareano</title><content type='html'>Nos condados de Firrara próximos a Veruna, nas amplidões de Rublo, houve durante o quarto século um grande culto ao folclore gentio na literatura e nas artes. Fundou-se o estilo artístico de Firrara, que faz de tons escuros de verde, vermelho e negro milhares de desenhos poluídos, detalhados e estranhos, inspirados pelo subconsciente dos habitantes de um lado amplo e quase desabitado de Oden, Ayanan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia o estilo firrareano está um pouco passado. Quase todo odeniano tem um quadro, um escudo ou uma cornija de lareira feito com as cores de Firrara. A época grande do estilo foi uma em que muita gente subitamente decidiu produzir peças de arte e o estilo foi um pouco banalizado. Em Rublo, hoje em dia, está havendo, contudo, uma revitalização do estilo feita por artistas verdadeiros, inspirados e imaginando cenas fabulosas, muitas vezes substituindo as cores negras pelas brancas numa licença poética ousada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura firrareana é apressada e prolixa. Contos de anos de detalhes são feitos em parágrafos e às vezes uma página é usada para descrever uma cena em uma velocidade intensa e passional. A intenção original era reproduzir alguém que tenha visto algo fabuloso e queira contar tudo sem conseguir ter por onde começar... mas o estilo evoluiu para uma espécie de êxtase poético onde todas as palavras se unem para fazer uma descrição ou uma cena perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música firrareana, se é que houve um estilo de música firrareana, era feita com bandoneons e violões. Era música de gentios, que foi explorada por um ou outro compositor erudito (notavelmente o Monsenhor Barclay, que deve ter composto ao menos cinco odes para cada conjuração que já pisou o solo de Natal). Explorava poesia como a da literatura, limitada pelo contexto melódico da música. Nada grave a dizer. Era música tocada por poucos e cantada por muitos, que hoje em dia quase não se executa salvo em áreas de ruralidade intocada pela urbanização e organização de Rublo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-1292516660214306273?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/1292516660214306273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=1292516660214306273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1292516660214306273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/1292516660214306273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-o-estilo-firrareano.html' title='Artigo: O Estilo Firrareano'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-9044783793396238781</id><published>2006-12-13T16:09:00.000-02:00</published><updated>2007-07-03T00:39:12.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Lothair.</title><content type='html'>A colheita desta semana foi a melhor desde nossa chegada. Insisti com meus camaradas de ir, desta vez. Quase não me deixaram ir - todos queriam ir a Lothair e mostrar serviço. Até parece que não sabem que a recompensa do nosso trabalho é o nosso trabalho e nossa sobrevivência, e que o fato de um de nós ter de ir a Lothair é uma obrigação, não uma espécie de passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que deva começar a planejar minha saída deste lugar. Subestimei a vigilância dos rublenses. O pior de tudo é que este povo não está interessado em dinheiro, que nada vale nessas terras. Espero que a tal 'autorização' para abandonar as terras seja fácil de conseguir, ou estarei preso aqui. O que não é uma perspectiva tão desagradável, mas eu tenho um compromisso com minha obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viola veio se despedir de mim no carro: era uma picape das antigas, que eles fingem nos convencer que funciona à díesel e nós fingimos acreditar. Na verdade é uma máquina Matra, movida a madrejaspe geomântico e encantamentos de feitiçaria. A fumaça que sai atrás denuncia: é azul-química, refugo de madrejaspe. Anda bem, pelo menos, cruzando as estepes que separam nosso orquidário de Lothair. Guardei na cabeça o caminho tomando como referência as placas que ultrapassamos: confusas, mas muitas, repletas de signos heráldicos para as cidades e construções, tudo estatizado e sinalizado para uso das autoridades. Não ensinam essas coisas para quem não precisa aprender. A vida aqui é planejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista não era de muitas palavras. Perguntou das orquídeas ("Ótimas, em grande quantidade"), perguntou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se estávamos felizes&lt;/span&gt; ("Claro"), perguntou se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguém estava mostrando intenção de sair&lt;/span&gt; ("Não, senhor, claro que não").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho cara de farisiense, Maeve sabe que eu não tenho. Pior, eu não tenho cara de quem tenha sofrido na vida, como de fato não sofri, Maeve foi generosa comigo e com minha família. Sempre fiz o que quis, sempre estive longe do perigo, sempre antevi revoluções e sempre estive a distâncias seguras de tudo que estava acontecendo. Cédara neste último século, principalmente o sul próximo de Axúria, foi a região mais pacífica e próspera para se viver. Houveram pequenos combates nas fronteiras do norte, mas muito poucas casualidades, lutaram os cedarianos mais com máquinas e barricadas do que com pessoas. Lutaram a boa batalha, tiraram campos de cultivo preciosos dos ivoreanos, não perderam quase ninguém. Só esqueceram de devolver o que pegaram pra Faris quando tudo terminou, mas nos dias de hoje creio que isso seja só um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sul, tudo foi calmo. Uns poucos jovens se despediram de suas famílias para conhecer as guerras no front para não voltar nunca mais. Foi triste, mas foi calmo. Principalmente perante o caos em que estava o resto do mundo - isto ainda antes dos adventos da Décima Quinta, pouco antes do início do nosso sétimo século da Fundação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permiti que meu pensamento voasse. Perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os muros de Lothair eram chantelianos, altos, pedra sobre pedra em uma nova cidade feita com muros com placas de metal curado, tratado e passado alquimicamente, com esculturas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aur&lt;/span&gt;, monstros e bestas de um folclore moderno ressurgindo em Rublo. Não foi-me permitido ver muito. Não era cidade, ninguém viveria ali. Era um templo sendo construído sabe-se lá com que metais e riquezas (porque é uma obra monumental em ouro, azul escuro e pedras negras). Era um templo alto com torres de granito, lanças de ouro, cinco campanários altos com sinos. A mandala estaria dentro para descer um puta avantesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa deve estar para mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-9044783793396238781?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/9044783793396238781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=9044783793396238781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9044783793396238781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/9044783793396238781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/lothair.html' title='Lothair.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-5858633685952028420</id><published>2006-12-12T19:05:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: A Tradição dos Corais em Odenheim</title><content type='html'>Sabe-se que do ócio acontece a criação; pois, de tantos anos de paz, surgiu em Odenheim uma invejável tradição. Além de receberem escolaridade completa, noções de matemática, teologia, náutica, astronomia e história, as crianças odenianas, quase sem exceção, aprendem a ler partituras e cantar em coros. Muitas carregam a habilidade com a voz para a idade adulta - a maioria dos grandes intérpretes de Natal é composta de odenianos. A marcha 'Vermelho de Triunfo', eleita o hino de guerra de Odenheim durante as guerras da Ilha Sagrada, contém uma grande parte feita em canto coral, cantada com emoção e beleza pelos odenianos. Obviamente pode-se dizer o mesmo dos povos de Rublo, apenas recentemente separados de Oden politicamente. Imagino que há uns bons vinte anos não se ouçam bons corais aqui. O país está ocupado demais para servir-se de música e prazeres terrenos agora, como estou percebendo com esta minha pequena experiência pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior compositor erudito de música coral odeniano com certeza foi Lorde Hymns de Asfaloth (401 D.F. - 526 D.F.), que durante sua vida compôs três óperas e mais de duzentas peças para solistas acompanhados de chembalo. O chembalo é um instrumento clássico de Oden, um primo antigo do cravo cedariano. Seu som é violonístico e limpo, sem ataques fortes e muitas variações em dinâmica de som.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-5858633685952028420?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/5858633685952028420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=5858633685952028420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5858633685952028420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/5858633685952028420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-tradio-dos-corais-em-odenheim.html' title='Artigo: A Tradição dos Corais em Odenheim'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2927166424192305654</id><published>2006-12-11T13:29:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:04:47.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: O Estilo Chanteliano</title><content type='html'>O estilo arquitetônico odeniano mais expressivo durante estes sete séculos desde a fundação do país foi o estilo chanteliano antigo. Desde o princípio de Oden, os peregrinos viajantes de Outros Mundos, principalmente os artistas, buscaram um retorno às memórias de seus lugares de origem, com monumentos enormes, grandes castelos, estátuas que levam eras para serem construídas e padrões intrincadíssimos esculpidos em metal, muitas vezes metais preciosos. Fascinados com a abundância de ouro em Natal, os ourives de Outros Mundos legaram muitas relíquias maravilhosas ao povo de hoje, muitas das quais guardadas em museus e palácios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra que resume o estilo chanteliano é 'grandioso e abundante'. É um estilo que celebra o apogeu de uma civilização, a fartura e a extravagância; formas sinuosas e primores esculturais são sua característica mais marcante, bem como o uso de metais preciosos para quase tudo, desde muralhas e paredes até estandartes e armas. Os artistas que seguem o antigo movimento chanteliano pensam sempre em impressionar com proporções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palácio Oceânico, casa do Templo de Lodis e do Conselho Real Odeniano é um exemplo expressivo de arquitetura chanteliana, com torres gigantescas, um relógio que pode ser visto a quilômetros de distância, e um tamanho até hoje desconhecido por ter sido construído mar adentro. Boa parte de suas torres fora feita de prata; muitas de suas lanças e espigões têm pontas de diamante e prata. Todas as paredes internas são decoradas com pinturas harmoniosas que ocupam todo o espaço disponível. As paredes externas são, em sua maior parte, esculpidas em baixo-relevo com figuras míticas de heróis e monstros, reais ou imaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As espadas de cerâmica da velha-guarda odeniana também são um exemplo de estilo chanteliano, na medida que procuram imitar padrões desenhados no metal com cerâmica alquímica e seguem, bem de perto, os padrões estéticos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música daquele tempo e de muitos compositores contemporâneos também pode ser considerada de estilo chanteliano. As músicas chantelianas usam harmonias simples e tocantes em formações orquestrais imensas. Muitas vezes essas músicas têm temas que se repetem e interlaçam. A maior parte das peças individuais é de grande duração - muitas atingem mais de quatro horas ininterruptas - e elas eram compostas sobretudo para celebrações como nascimentos de herdeiros, coroações, cerimônias de cavalaria e condecorações militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ópera da Tragédia dos Djins, uma das mais encenadas nos teatros odenianos, pode ser considerada música chanteliana com suas pouco mais de duas horas de duração e seu dueto de cantores com temas próprios.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo, o estilo chanteliano prospera através das eras e é muitas vezes imitados por artistas estrangeiros. Sobreviverá enquanto durar o Palácio Oceânico e todas as obras por ele inspiradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2927166424192305654?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2927166424192305654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2927166424192305654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2927166424192305654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2927166424192305654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-o-estilo-chanteliano.html' title='Artigo: O Estilo Chanteliano'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8652756254743271518</id><published>2006-12-11T10:39:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.748-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: A Cidade de Wolfram</title><content type='html'>Wolfram é uma das mais setentrionais cidades de Odenheim, no extremo norte junto com Paris, casa da maior parte dos nortistas, lar de uma aristocracia esquecida e tristonha, sustentada por taxas e completamente improdutiva salvo uma armoraria levada por um único armeiro centenário que vez ou outra presenteia a capital com uma espada superior. Wolfram luta para manter-se presente e atual num país onde os aristocratas cada vez mais perdem o valor perante a Quimera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aristocracia de Wolfram é formada pelas casas Hallein e Mauthausen, longas aliadas que hoje em dia são consideradas uma só família. Enquanto bons governantes, vários Mauthausen se tornaram feiticeiros durante a guerra. Conta-se que, após expulsarem os ivoreanos de suas terras, fundaram uma vila nas colinas nevadas de Isfeld onde pudessem viver em paz com seus pecados. O pavor contra os feiticeiros da Casa Mauthausen foi grande o suficiente para que o povo unisse forças para forjar uma espécie de gládio de proteção (O Gládio Místico de Fulram). Segue um extrato dos textos de Granville acerca do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"As forjas do Norte setentrional de Odenheim começaram a produzir estes gládios copiados dos originais lodianos quando houve (ao redor de 730 D.F.) um surgimento drástico de feiticeiros na casa Mauthausen, que começaram a ameaçar a segurança dos condados nobres. Naqueles anos, retirou-se muita prata das minas nevadas próximas a Páris e Wolfram, e quase todo o estoque foi gasto na composição das espadas Fulram (cujo nome foi tirado de uma prece antiga à deusa contra os feiticeiros, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vere stratos fugit fulram&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tamanho e peso pequenos, muitas destas espadas eram carregadas pelas filhas dos aristocratas, às quais eram ensinados os fundamentos da luta com espadas, para que elas pudessem se defender de raptos e ataques místicos. Como os feiticeiros muitas vezes atacavam a partir de uma posição oculta, firmou-se o hábito de atar uma lâmina de espada Fulram à uma das tranças da menina, para que a mágica pudesse ser defletida, mesmo pelas costas."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos textos de Granville conclui-se que os Mauthausen que não se exilaram caíram na criminalidade para sobreviver. De fato, houve um pedido de socorro feito de Wolfram em 714 D.F. que nunca foi respondido. Diz-se que os Mauthausen de Isfeld vieram em socorro do povo mais uma vez contra os seus, e destruíram ou levaram para a cidade deles todos os dissindentes. A casa Hallein hoje em dia detém todos os gládios Fulram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neva muito em Wolfram; durante a maior parte do ano, os mares ao redor de suas estepes ficam cobertos por gelo; o solo fica enregelado e a grama não nasce; por isso, qualquer atividade primária produtiva é desencorajada pelas autoridades. Os Mauthausen foram grandes joalheiros e caixeiros-viajantes no passado, mas a tradição está esquecida desde o início da guerra. Os Hallein são uma família grande e nobre de nascença, de uma etnia misturada com os ivoreanos, de cabelos escuros e lisos. Suas várias ramificações de famílias também têm cabelos pretos, indicando a prevalência dos genes ivoreanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os odenianos de cabelos pretos são chamados 'nortistas' pela maioria das pessoas justamente por causa dos Hallein. Diz-se que a ascendência ivoreana deles vem da longa estada de aristocratas de Yansar durante um cerco de rebeldes ao redor do século 4. Os aristocratas ivoreanos abrigaram-se diplomaticamente em Wolfram por mais de 140 anos. Muitos casaram-se com as nobres locais e tiveram filhos mestiços. A cor parda da pele se dissipou ao longo das gerações, mas os cabelos negros permaneceram até hoje entre a maior parte da população nobre de Wolfram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8652756254743271518?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8652756254743271518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8652756254743271518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8652756254743271518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8652756254743271518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-cidade-de-wolfram.html' title='Artigo: A Cidade de Wolfram'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-381662783523960622</id><published>2006-12-11T10:04:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Câncer em Capela</title><content type='html'>Isto é parte do relato de um adepto capelita que presenciou a retomada feita por Meredith na cidade com o prometido possuído de Câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt; (...) Os pardos têm um código que rege a maneira como eles guerreiam: eles matam civis. Não de maneira 'acidental' ou 'incidental'. Matam civis ordenadamente, oferecendo-lhes perseguição e morte rápida com tropas de solo, ou tiros e morte rápida com arilharia vinda da costa. Poupam os adeptos com medo de ofender Maeve quando os avistam e identificam. Interrompem os tiros e despacham tropas de solo para capturar, prender e desabilitar o sacerdote. Como eu. Privam-nos de morrer junto com nosso povo e fazem-nos vê-los matando a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pardos, que têm uma cultura ancestral de guerra, combater é um aprendizado, tanto como ler livros. Não nos atacam idiotas armados tampouco aldeões amedrontados. Atacam-nos homens inteligentes que sabem o que estão fazendo e reagem a qualquer mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia estavam todos ansiosos. Não pelas próprias vidas, mas ansiosos com curiosidade quase acadêmica. Meredith viria com o incarna retomar Capela, e eles seriam os que estariam lá para defender o território. O primeiro ataque de incarna havia sido nas Ilhas Sagradas e obtivera resultados espetaculares, mas eles não sabiam disso. O Império Ivoreano havia impedido esta informação de se alastrar e restava neles uma dúvida: como iria vir (voando, pela água, por solo), e como poderia ser morto (com tiros, lanças, milagres).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupando Capela estavam quase quinhentos homens densamente armados, com boas munições e lanças consagradas, além de duas naus encouraçadas ivoreanas, a Nau Obi e a Nau Biblos, mantendo nossa casa e fortaleza sob canhões e ainda terminando de derrubar o que nosso povo levantou ao longo de séculos. Nos prenderam como reféns nos postos de vigilância (hoje chamados Monte Vigílio) e nos deixaram com uma vista privilegiada do que estava acontecendo. Mal nos falávamos. Nossos olhos estavam presos em suas formações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque estava atrasado dias segundo o que a inteligência ivoreana previa. Quando virou uma fase da lua, a comunicação dos batedores e helicópteros estava cortada com os rádios dos ocupantes de Capela. Quando começaram a pensar em prosseguir, a terra começou a tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coluna de luz fez surgir um ser alado sobre a Nau Biblos, enquanto uma tempestade distante que se abriu revelou a frota odeniana chegando por mar. O ser repousou no ar evocando a efígie luminosa de Câncer, uma mandala que tomou os céus em luz. Não houve tempo para pânico na nau. Os ivoreanos em terra viram aquela luz descer do céu como uma coluna de fumaça e a tripulação já estava morta, consumida por luminosidade, por dentro de seus corpos. A luz jorrava para fora de suas bocas e olhos como se fossem djins feridos e retornava às asas do incarna. O corpo do prometido mal era visto no meio da torrente de luz que ia, tomava vidas em massacre, e voltava. Pior. Era luz, luz divina. Antes de prosseguir para a Nau Obi, o prometido fez de uma das asas uma espada de centenas de metros e golpeou transversalmente a Nau Biblos, a explodindo com um único impacto de som incrível que incinerou os mortos e levou as vidas das tropas que vinham em carga contra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, a Nau Obi começou a recuar e o incarna voou para cima da cidade. Nesta altura já havia fogo aliado vindo da frota impedindo o avanço das fragatas de guerra ivoreanas, e a infantaria aliada com brigadas da Pristina invadia Capela por terra, aproveitando-se do terror dos ivoreanos para libertar os sobreviventes (como nós).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve sequer um golpe de espada naquela noite, pois com um tremular de suas asas o incarna ceifou os soldados que já desejavam estar mortos há muito tempo. (...)&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-381662783523960622?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/381662783523960622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=381662783523960622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/381662783523960622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/381662783523960622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-cncer-em-capela.html' title='Leitura: Câncer em Capela'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3133832274942712922</id><published>2006-12-11T09:30:00.000-02:00</published><updated>2006-12-11T09:54:33.741-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: Sobre Prometidos e Incarnas</title><content type='html'>Tratarei aqui somente de fatos, e não abordarei histórias fantasiosas criadas por mentes oprimidas pela guerra, nem apoiarei discursos de governantes tomados pela soberba do poder, levantando idéias falsas. A profecia dos incarnas de 696 D.F. jogou os países uns contra os outros e está sendo nossa ruína até hoje. É possível que, se Rublo não tivesse atirado fronteiras afora suas riquezas, Odenheim moveria uma invasão em massa para 'recuperar o território perdido' com o auxílio de seus adeptos de Câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os incarnas conhecidos até hoje: Iblis, no Planalto de Lorena; Câncer, a norte de Céus Partidos; Ômega, próximo ao templo de Asperi; e Shu, quase diretamente sobre Margrave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe o processo de submissão para um incarna. Uma vez encontrado e chamado, o espírito deformado projeta sua Mandala Prima imediatamente - me disseram que parecem rodas dentadas ou rosas com espinhos. Ao que tudo indica, o incarna, a estrela argêntea, é uma estrela serva da guerra. Todos os domínios encontrados pelos adeptos que foram levados à sua luz provocavam a destruição, a desgraça, a miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adeptos encontraram duas maneiras de usar o poder do incarna. A primeira delas é aprender suas orações como fariam com qualquer altíssimo. O poder dos milagres do incarna é claramente superior e mais perigoso, superando até mesmo a destruição provocada pela maioria dos feitiços  a não ser aqueles lançados pela união de um grupo de hereges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda maneira, equivalente a invocar o avantesma de um altíssimo puro, é encontrar o 'prometido' do incarna. O prometido é uma pessoa que nasceu após a estrela surgir, que tenha sangue forte, e que tenha nascido fisicamente sob a estrela (como Keshal de Lorena, que nasceu num campo de batalha onde hoje é o Palácio de Iblis) ou em conjução astrológica com sua luz. O incarna foi uma das armas de guerra mais poderosas que o mundo já viu. O incarna de Câncer possibilitou a Dário Meredith alterar o destino de uma guerra que já estava praticamente perdida, e muitas vidas de jovens foram perdidas até que o prometido fosse finalmente achado pelos astrônomos odenianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incarna pode manifestar-se em qualquer pessoa de sangue nobre quando invocado - basta que a pessoa engula um fragmento da estrela, facilmente invocado pelos adeptos que conhecem o procedimento. O incarna desperto em um corpo que não é o de seu prometido tem apenas uma parte pequena do poder total, que mesmo assim pode ser devastadora, como o cardeal Bran possuído por Câncer que incendiou o Palácio Oceânico, e como o hierofante Ludgast de Margrave que, possuído por Shu, derrotou Rama, líder do clã feiticeiro Fafnir. É comprovado que o fantasma do incarna sofre quando invocado em um corpo que não é o do prometido (principalmente quando a pessoa nasceu antes da Profecia), e por isso, que o incarna abandona o corpo da pessoa o destruindo pouco depois de possuí-lo, levando seu espírito junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invocação do incarna empalidece qualquer avantesma. O prometido sobe nos ares, erguido por uma força fantasmagórica, e de seu corpo crescem asas vermelhas e translúcidas, maiores que o mundo, vistas de longe como colunas titânicas de fumaça. O céu parece cair quando o prometido se move e a terra treme quando ele grita; pessoas morrem, consumidas por dentro, quando ele as toca e muitas vezes, o prometido não precisa sequer tocá-las: seu olhar faz sair da terra aguilhões gigantescos de pedra, e suas mãos fazem cair dos céus relâmpagos maiores do que os de Buriash.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3133832274942712922?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3133832274942712922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3133832274942712922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3133832274942712922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3133832274942712922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-sobre-prometidos-e-incarnas.html' title='Artigo: Sobre Prometidos e Incarnas'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-2864969647914894190</id><published>2006-12-10T22:16:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Universidade Roch de Karaouine</title><content type='html'>Lorde Roch foi um mestre celestial (um adepto e astrônomo) devoto de Karaouine que, depois de muito andar pelos templos do mundo e aprender com os povos e pelas suas próprias observações, escreveu um grande tomo sobre física, matemática e astronomia que denominou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alkaraouine&lt;/span&gt;, que ficou conhecido como "O Livro de Todas as Ciências". Cinco anos após sua morte, o Imperador Remus II mandou que fosse erguida, junto ao seu túmulo no templo do altíssimo que seguiu durante toda a vida, uma universidade que levasse seu nome e onde se estudassem as ciências que o estudioso tanto amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galen Melville Roch viveu em tempos de paz, mas tempos duros, quando o frio extremo e a falta de madeira para aquecer as forjas e as casas castigavam Odenheim. Nasceu pobre nas periferias de Lodis. Seus pais passavam o dia fora, trabalhando e afora a escola, ele não tinha mais o que fazer. Naquela época, os meninos da idade dele interessavam-se em caçadas, poesia, livros de romance e o cultivo de flores (que na época era uma espécie de febre quando descobriram o pólen de manchestra). Ele espreitava tipógrafos, roubava jornais para ler escondido (ler jornais era impensável para meninos), e fazia pequenos serviços na Universidade Central de Lodis para poder ouvir, atrás de portas, as lições de matemática que eram dadas aos entediados e desinteressados aristocratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fez quinze anos, Galen já tinha a simpatia de alguns professores na Central por sua perspicácia e por suas respostas rápidas. Um deles, Sr. Merril, decidiu levá-lo em uma excursão junto com seus alunos. Galen pôs seu melhor chapéu e um colete surrado que seu pai havia lhe dado, e foi. Visitaram o templo de Karaouine. Galen não ficou muito impressionado - achava que o altíssimo dos números e da exatidão estava mal representado por um templo que não tirava ninguém das ruas para ensinar coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhou para os céus do lado de fora, ele despertou para uma consciência nova, estranha, e analítica que lhe tirou a paz para o resto da sua vida. Virou o rosto uma última vez para o templo e voltou com os alunos de Merril. Era uma maldição. Olhava para qualquer coisa e sua cabeça começava a processar números e hipóteses. Por fim, descobriu que podia contar imediatamente e com precisão absoluta qualquer quantidade que pudesse enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merril ficou fascinado com a nova habilidade de Galen, que contou a todos o que tinha pensado do templo e da dor que havia sentido quando saiu. Os ministros da época imediatamente destinaram fundos à ampliação da mandala de Karaouin temendo que o altíssimo estivesse insultado pela forma de seu templo. O poder de Galen foi usado várias vezes para divertir aristocratas, mas o mais importante: Merril lhe conseguiu uma bolsa para a Central e ele foi, por muito tempo, o recorde do estudante mais jovem que ingressou na faculdade, com quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(esse recorde foi batido por Lorde Zurich de Reinfeld em 613 D.F., que ingressou na Central com quatorze anos para cursar teologia e filosofia. Odeio prodígios.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada acadêmica de Galen foi rápida após este fato. Diziam que seu intelecto era injusto porque não se dedicava como os outros e ele foi alvo de muitos truques cruéis e pequenas traições durante sua formação. Não teve amigos e nunca pôde confiar em ninguém. Seu benfeitor, o prof. Merril, morreu pouco depois de lhe conseguir a bolsa levando consigo a última esperança que Galen tinha na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter criado laços, Galen viajou como investigador real. Interessou-se por astronomia por quase vinte anos e teve uma infusão da terra tardia aos quarenta, tornando-se um adepto misticamente fraco, porém dedicado, de Karaouine. Era um gênio científico e, no comando de uma pequena comitiva de investigadores reais, mapeou um grande número de estrelas em além-éter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu o livro aos setenta anos, falando de ciências junto com relatos tristes de suas experiências pessoais. Morreu sozinho em Veruna em 366 D.F., com 89 anos de idade, vitimado pela pneumonia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-2864969647914894190?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/2864969647914894190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=2864969647914894190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2864969647914894190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/2864969647914894190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-universidade-roch-de-karaouine.html' title='Artigo: A Universidade Roch de Karaouine'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-759699983472454814</id><published>2006-12-10T21:29:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Artigo: A Cidade de Gradec</title><content type='html'>A noroeste de Vercel, Gradec é uma quieta cidade de porte médio da costa oeste de Oden. Seu cartão-postal é Hildesheim, um castelo de pedra ao redor do qual a cidade foi construída. Antigamente a moradia de nobres da época chanteliana, hoje o castelo é usado como uma espécie de hall da cidade, que vive dos seus herbários e de duas grandes forjas rivais. Neva pouco em Gradec, apesar de fazer muito frio. O povo supõe que Vercel chame toda a neve para si e agradece a Maeve por isso, pois nenhuma erva gosta de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gradec é formada por três distritos: Landes, Schauspiel e Graz, sendo Landes o mais externo, Schauspiel o distrito do castelo, e Graz um distrito mais ao sul, que foi recentemente ocupado por cavaleiros bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Landes é o distrito comercial de Gradec, tendo vários quarteirões diariamente abertos com lojas de perfumistas, vendedores de ervas, comerciantes de espadas, antiquários e marcenarias. Frente a frente na calçada principal de Landes ficam Murinsel e Kunsthaus, grandes forjas especializadas em motores com corpos feitos de ferro. Desde o início do reinado de Meredith, as duas forjas competem pelo domínio da produção e venda de carcaças para motores para a capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Schauspiel ficam a maior parte dos herbários, grandes grades de ferro onde são plantadas trepadeiras e ervas medicinais vendidas para os alquimistas de outras cidades. A constituição de ferro das grades é essencial: as ervas lentamente consomem o ferro para crescerem assustadoramente rápido. Muitas vezes, em uma semana, as trepadeiras recém-plantadas atingem o topo das grades e precisam ser colhidas. Anualmente todas as grades são trocadas em uma celebração que dura duas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graz foi um distrito residencial construído em píeres sobre um lago, sempre imerso em névoas. As casas lá eram feitas de tijolos e tinham janelas de vidro colorido, geralmente verde ou vermelho. Com a industrialização, a própria população abandonou suas casas para viver mais próximos da cidade. Quando a área começou a ser ocupada por cavaleiros bandidos, a aristocracia da cidade decidiu não interferir por temer uma retaliação, mas imediatamente começou a passar informações para a capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torre do relógio de Hildesheim abriga a capela para Spire, um altíssimo quase inexplorado cujos domínios confluem em misticismos arcanos complicados. Seus adeptos são capazes de invocar torrentes de frio, aromas que afetam milagres, refletir e retribuir mágicas e cunhar incensos de efeito moral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-759699983472454814?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/759699983472454814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=759699983472454814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/759699983472454814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/759699983472454814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-cidade-de-gradec.html' title='Artigo: A Cidade de Gradec'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3472839553081804354</id><published>2006-12-10T19:30:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:31:58.961-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República de Faris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjurações'/><title type='text'>Artigo: Nínives</title><content type='html'>Os nínives, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nineveh argania&lt;/span&gt;, são pequenos roedores brancos de pelos longos e olhos perspicazes. Eles se caracterizam por suas longas caudas ornadas com uma única pluma na ponta, que exibe cores como magenta escuro, verde e negro dependendo da região de onde o níneve provêm. Alimentam-se de frutas, as quais conseguem escalando as árvores com agilidade. O nínive vive bem nos climas frios de Rublo, mas migra eventualmente para o sul em tempos invernais, quando a temperatura fica baixa demais para as frutas e, conseqüentemente, pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parentes maiores dos nínives, os ulmos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nineveh ulmus&lt;/span&gt;, vivem nas árvores maiores que crescem em climas temperados como os de Cédara e sul de Faris. De apetite voraz, com a eventual destruição de seus habitats naturais para a construção de cidades, são forçados a se tornarem uma espécie de salteadores urbanos. Os ulmos são escuros, de coloração marrom ou cinzenta (sempre cinza após saírem em bando de uma chaminé para o terror do dono da casa), e suas plumas normalmente são pretas ou cinzentas. Seus dentes são muito mais desenvolvidos do que os de seus primos menores, e eles atacam despensas e armazéns em bando. Se interessam unicamente por comida mas têm um hábito peculiar de seqüestrar itens que julgam valiosos. É sabido que quando uma 'oferenda' de nozes e frutas é feita aos ulmos, sendo deixada no mesmo lugar em que o item foi roubado, eles devolvem o item seqüestrado ao seu dono e abandonam o lugar para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3472839553081804354?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3472839553081804354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3472839553081804354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3472839553081804354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3472839553081804354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-nnives.html' title='Artigo: Nínives'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8977989460627126536</id><published>2006-12-10T16:12:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:04:47.943-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: A Acácia Branca de Rublo</title><content type='html'>Existe uma espécie de árvore predominante nesse lugar. Ela se chama acácia branca, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;canan&lt;/span&gt; ou&lt;span style="font-style: italic;"&gt; longas-folhas&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como é conhecida em Cédara. É uma árvore alta e espinhenta que dá as flores mais brancas que eu já vi. Contra a neve, a flor ganha por pouco na brancura por mais incrível que isso possa parecer. Dentro das flores há uma espécie de suco transparente e grosso, dulcíssimo e semelhante em gosto à baunilha, que pode ser tomado com leite ou usado em concoções alquímicas para deixá-las tragáveis. Se não crescessem também em Cédara, os alquimistas de lá estariam falidos porque ninguém conseguiria beber aquelas químicas brabas sem botar tudo pra fora depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumava andar de bicicleta entre essas árvores. Hoje eu vejo que eu corria um belo risco de bater nas raízes e me estoporar no chão. Quando se é jovem, parece que alguns problemas simplesmente não existem. Hoje em dia eu não conseguiria sequer me equilibrar numa bicicleta... quando era jovem, eu andava de bicicleta, brigava e esgrimia, tudo muito bem. E pensar que me tornei o que me tornei, um senhor grande e sorridente devotado aos meus escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Viola colheu algumas destas flores e as secou para fazer uma guirlanda como as que se fazem em Faris, o país dela. Andou até bem longe de nosso assentamento, parecendo prestar uma homenagem ao ex-marido, talvez a última delas. Desconfio que Viola olha para mim enquanto medito e escrevo minhas memórias. Este velho senhor ainda tem seu encanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8977989460627126536?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8977989460627126536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8977989460627126536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8977989460627126536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8977989460627126536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-accia-branca-de-rublo.html' title='Artigo: A Acácia Branca de Rublo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-256957766271263617</id><published>2006-12-10T15:54:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:04:47.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Artigo: A Flora</title><content type='html'>Imediatamente depois dos anjos, Maeve fez os mundos para que vissem, e permeou-o com seres de iluminação e serenidade que sofreriam junto com os povos ou floresceriam com eles. Estes seres assumiram formas naturais e se tornaram raízes que se cravaram no solo de todos os universos, tornando-se galhos, casca, frutas, grama, grandes árvores, troncos, flores e tudo o mais: flora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos círculos escolásticos elas são chamadas de 'seres de vazio'. Suas consciências formam o espírito dos mundos e elas refletem, sofrendo ou florescendo, as ações da civilização. A flora é grandiosa quando os homens a fazem assim, e triste e mirrada quando decepcionamos nossos propósitos. Os longinianos descobriram isto antes de todos nós. Maeve para eles também é uma árvore, imutável e eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem conjurações em forma vegetal, ao contrário do que se acredita. Também não existem árvores que se movem, que pensam, odeiam e assombram viajantes. A natureza não se vinga de nós quando a insultamos; ela sofre conosco, e nos faz sofrer completamente sem esta intenção. Ela não precisa sentir vingança para que sejamos punidos. Ela está em nós e nós a somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-256957766271263617?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/256957766271263617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=256957766271263617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/256957766271263617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/256957766271263617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-flora.html' title='Artigo: A Flora'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7086990165195329476</id><published>2006-12-10T15:35:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:04:47.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><title type='text'>Primeiros dias.</title><content type='html'>Nos organizamos da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças colhem as orquídeas boas. Boas são as que apresentam as cores púrpura e verde simultâneas, ou as orquídeas azuis brilhantes. As outras ainda têm de maturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moças preparam os buquês com esmero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens (somos em maior número) cuidam das ervas daninhas e mantém as orquídeas saudáveis, as regando quando necessário e as protegendo do sol excessivo trazendo toldos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira semana conseguimos carregar dois carros razoavelmente cheios com os buquês. O aroma parece ter agarrado na minha pele e cabelos e imagino que nunca mais vai me abandonar. Tornei-me destro o suficiente com uma tesoura para não cortar acidentalemente as orquídeas durante minhas distraídas elucubrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos o adepto veruniano passando ao longe duas vezes neste tempo. Ele usa um robe castanho e um grande chapéu que torna a sua silhueta inconfundível no morno sol da tarde. Anda despreocupado com a certeza que nada requerirá sua ação imediata, ainda que sua presença a todos tranquilize. Dizem que ele é capaz de invocar o avantesma de Idun e curar as feridas mais graves fazendo seu altíssimo derramar uma lágrima, e dizem que suas palavras são serenas como a noite mais cálida. Nunca tivemos oportunidade de falar a ele apesar da maioria dos aldeões querer suas bênçãos. Ele sempre passa longe o suficiente para que nós não nos aproximemos, e perto o suficiente para sabermos que está nos protegendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra personagem que conheci foi Viola, uma viúva, mãe de cinco crianças adoráveis. Ela faz buquês belos como si mesma, os enfeitando com flores silvestres que colhe por conta própria do chão. Foi a última a subir no carro para Lothair e voltou com histórias de uma cidade de muros esculpidos com grandes bandeiras azuis bem escuras, uma cidade nova e magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo carro, eu serei quem irá para Lothair acompanhar o curso dos buquês. Também pretendo falar com nosso guardião adepto, e da próxima vez ele não me escapa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7086990165195329476?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7086990165195329476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7086990165195329476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7086990165195329476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7086990165195329476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/primeiros-dias.html' title='Primeiros dias.'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-4291649405595237025</id><published>2006-12-10T14:52:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Leitura: A História de Hepzibah, parte 3</title><content type='html'>Hepzibah seguiu a direção em que Nila nascia. Ele não esperava prosseguir sem ter de lutar por muito tempo e estava certo. Felizmente havia agarrado duas boas cimitarras em sua saída expedita e considerava-se pronto para fugir ou morrer lutando. Não seria capturado novamente, não se pudesse impedir, não se sua própria espada pudesse alcançar seu cinerário coração antes que ele fosse preso ou nocauteado. Tinha aquilo como um mantra constante na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos sóis viram seus passos antes que finalmente desfalecesse de cansaço. Andou eras de mente sob os céus dourados de Ivoire, cortando caminho por dentro de matagais altos à golpes com as lâminas, mas por fim deitou-se sem que mais pudesse prosseguir. O poder cobrava seu tributo e ele se sentia vazio de energias, drenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguida à sua força, sua visão e consciência se esvaíram num sono letárgico que durou dias. Despertou na sombra da noite e com frio. Agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiu se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus músculos eram pedra. Estava permeado com uma maldição. Capturado dentro de seu próprio corpo. Hepzibah fechou os olhos para gritar contra as estrelas e contra seu destino. O som que urgia era mudo, um silvo inaudível, e ele chorou marcando o rosto com lágrimas. A aura vermelha e verde ergueu chamas espirituais de metros sobre ele. Aquele poder não era seu. Sinalizava sua carcaça. Em minutos chegaram, cavalgando celados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hepzibah desejou estar morto, desejou muito estar morto. As cimitarras, inúteis, não serviriam seu propósito agora. Seu corpo foi recolhido sem resistência e em algum tempo, sua consciência foi se recolhendo à escuridão na cavalgada noturna que o levava de volta para seu inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-4291649405595237025?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/4291649405595237025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=4291649405595237025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4291649405595237025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/4291649405595237025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-histria-de-hepzibah-parte-3.html' title='Leitura: A História de Hepzibah, parte 3'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-8026394142152874481</id><published>2006-12-09T22:03:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: A Espada da Velha Guarda</title><content type='html'>A chamada Espada da Velha Guarda, usada com duas mãos, com um único fio, larga, leve e poderosa, surgiu quase cem anos após o Gládio Odeniano a pedido de Remus Meredith II, que foi imperador de Odenheim de 377 D.F. a 459 D.F., constituindo um dos maiores períodos de regência ininterrupta da história do país. Inicialmente, estas armas eram feitas exclusivamente para os Elmos Escarlates, em medidas e formato específico pedido por eles; com o tempo, no entanto, artesãos independentes começaram a produzir réplicas das espadas mais famosas para aventureiros e para venda em outros países, de qualidade quase sempre tão boa ou melhor do que as forjas imperiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espada da Velha Guarda era feita de cerâmica alquimicamente tratada, esculpida em formatos alegóricos segundo as vontades do cavaleiro e (segundo registros históricos) enviada a Longinus, onde reptantes feiticeiros lhe talhavam um glifo que lhe conferia um efeito mágico. Remus nunca tolerou a feitiçaria – mas permitia que os efeitos fossem usados fora dos limites de Odenheim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento da vigilância internacional contra a feitiçaria e a recente extinção do clã Fafnir em Longinus, é possível que não hajam Velhas-Guardas contemporâneas que tenham sido objeto dos glifos feiticeiros. Ferreiros menos escrupulosos incluem imitações toscas dos glifos originais nas lâminas quando eles têm o desenho à disposição. Já vi muitas delas com glifos simplesmente inventados e completamente não-funcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que a nova sagração dos Elmos Escarlates e de outras brigadas antigas venha a requerer uma nova coleção de Velhas-Guardas; por enquanto, as ótimas armas de cerâmica ainda não perderam fio ou funcionalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-8026394142152874481?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/8026394142152874481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=8026394142152874481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8026394142152874481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/8026394142152874481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-espada-da-velha-guarda.html' title='Artigo: A Espada da Velha Guarda'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-6932647755354635808</id><published>2006-12-09T21:41:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Artigo: O Gládio Odeniano</title><content type='html'>O gládio odeniano é uma espada pesada, curta e levemente desbalanceada, usada com as duas mãos; de cabo longo, guarda praticamente inexistente (ausente na maioria das espadas), e fio dos dois lados; ela foi, muito provavelmente, uma das primeiras armas criadas em Odenheim, para sustentar um contingente de jovens aristocratas ávidos por um esporte marcial emocionante. Os primeiros gládios odenianos datam de aproximadamente 430 D.F., no reinado da Imperatriz Michaela Chantel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fama de ineficácia do gládio odeniano deve-se à arte pobre e mecânica que foi ensinada aos cavaleiros da Ordem Pristina (que era uma ordem de elite na época), na verdade a única que dedicava-se ao manejo desta arma. Acredita-se que o estilo tenha sido a primeira escola nacional de esgrima; esta afirmação, vigente em muitos livros e ensinada a muitas pessoas, é falsa. Investidores particulares financiaram a viagem de Ganix, um lendário mestre-de-armas longiniano da época, para que ele criasse um manejo poderoso para a nova arma. Tenho minhas suspeitas que os kishis reuniram-se em conselho e orientaram Ganix para que ele criasse o estilo menos efetivo possível, retardando por séculos o progresso marcial de Odenheim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos não bastaram para provar aos obstinados militares odenianos que o estilo era pouco eficiente. O estilo do gládio curto odeniano foi enterrado junto com o fim da Ordem Pristina, quando Dário Meredith, o Duque Negro de Lodis assumiu o trono de Odenheim e enviou quase todos os cavaleiros restantes às guerras nas fronteiras das Ilhas Sagradas, os perdendo rapidamente para os batalhões ivoreanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que seja pouco provável que haja um renascimento do gládio odeniano, a não ser em outro estilo terminantemente diferente. Mesmo os cavaleiros-bandidos, órfãos da Pristina, não fizeram renascer este estilo, usando, em sua maioria, Espadas de Aventurina (de manejo natural, prático, efetivo) ao invés dos Gládios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-6932647755354635808?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/6932647755354635808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=6932647755354635808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6932647755354635808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/6932647755354635808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/artigo-o-gldio-odeniano.html' title='Artigo: O Gládio Odeniano'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-3855698538711720690</id><published>2006-12-08T10:02:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T02:56:12.752-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitos e Transcrições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odenheim'/><title type='text'>Leitura: A História de Hepzibah, parte 2</title><content type='html'>Este fato nunca foi registrado, mas tenho indícios de que tenha sido verdadeiro, além de obviamente ser a única explicação lógica para os fatos que dispomos como reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hepzibah então ergueu os olhos para o céu e um relâmpago único e maravilhoso caiu para se congelar como um clarão por cima da arena; fumaça negra começou a emanar do corpo de Hepzibah e a primeira onda feiticeira que partiu dele arrebentou as grades da arena, jogando-as em cima do público em desespero. O garuda partiu voando imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda onda de feitiçaria arrebentou o solo, seus grilhões e encheu de energia seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira o reavivou completamente e destruiu os muros de contenção da arena. Nessa altura a platéia estava em fuga frenética. Em meio a destruição, Hepzibah brilhava com uma aura fraca que nunca se soube se provia de alguma divindade, mas seus olhos, eles sim, emanavam um jorro de chamas brancas, como lágrimas, como sangue, finalmente, tanto tempo depois de terem sido perfurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta onda feiticeira abriu-se como uma flor de seu corpo e arrebentou os ossos dos guardas que vieram atrás dele (com coragem tirada sabe-se lá de onde).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta purificou seu corpo e lhe deixou completamente sem poder ou força além do que ele sempre teve. Hepzibah ergueu os olhos e viu somente sua fuga lhe esperando, apesar de saber que seu destino nunca mais seria solitário e pacífico como sua vida uma vez fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Hepzibah fugiu. Fugiu da arena e da metrópole apesar dos guardas correndo em todos os cantos. Quando chegou na saída da cidade, quase não acreditou que estava intacto. Estava enxergando - em lampejos, em vermelho. Mas estava enxergando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dias e noites Hepzibah cruzou Ivoire evitando as pessoas e passando longe das cidades. Enfiou-se através de uma savana árida onde imaginava que não poderia ser achado. Ele só queria... ele não sabia o que queria. Antes de querer qualquer coisa, ele precisava sobreviver. Também não sabia o porquê. Não havia nada em seu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-3855698538711720690?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/3855698538711720690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=3855698538711720690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3855698538711720690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/3855698538711720690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-histria-de-hepzibah-parte-2.html' title='Leitura: A História de Hepzibah, parte 2'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3216955737350174071.post-7061237014638676807</id><published>2006-12-07T09:22:00.000-02:00</published><updated>2007-07-12T03:04:47.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='República Socialista de Rublo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leitura: Os Idos de Rublo</title><content type='html'>Dezoito anos após sua proclamação de independência, elevações tenebrosas nos impostos e pequenos conflitos localizados entre as ordens de cavalaria verunianas e milícias mercenárias contratadas por aristocratas, Lady Iamni declarou a República Nova de Rublo um país comunista. A resistência por parte dos nobres foi imediata e terrível, e durante três noites, Rublo conheceu o caos na forma de ataques localizados e terrorismo. A própria Lady Iamni foi atacada em sua residência em Veruna e precisou ser hospitalizada. Maynard, homem de confiança de Iamni e um adepto pródigo, retribuiu o ataque a Iamni assassinando, com um sortilégio vermelho, Agilard Indeever, um dos líderes do movimento de resistência, meio-irmão do Marquês Wieland Indeever. Em resposta aos protestos e como retratação a Odenheim pela morte de Agilard Indeever, Iamni deu permissão aos aristocratas para que abandonassem Rublo antes da Grande Reforma e da distribuição dos bens. Muitos mudaram-se para Cédara e Odenheim. No final, a promessa de tantos anos atrás se cumpriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei Meredith, ao contrário do esperado, não interferiu no processo. Apesar das tensões e de alguns ataques sanguinários na fronteira dos dois países que partiram de iniciativas não autorizadas tomadas por Lorde Fabian, capitão da brigada dos Leões Brancos, Meredith tratou Rublo com relativa indiferença, inclusive permitindo que alguns acordos fossem fechados pelos importantes dos dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rublo almejava a auto-suficiência, e a teve em poucos anos, abençoada pelo clima e pela disposição do povo para a agricultura, que se tornou a atividade primária de renda em todo o país. Outros cargos atribuídos ao povo foram os de guardiões, andarilhos, mensageiros, comandantes de barcos, escritores e batedores. Rublo caminhava para uma utopia de paz e trabalho. O excedente em sua produção, ou seja, o que não era consumido imediatamente, para não criar esperanças de escambos no povo, era imediatamente confiscado e doado à famílias carentes em Faris. Junto vinha o convite de partir para Rublo e trabalhar nas lavouras, uma vida simples com recompensas simples. Funcionou para muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 728 D.F., foi eleito regente Terrance Valegris, um homem querido por seus amigos e um trabalhador incansável. Determinado a seguir o exemplo de Maynard e nunca deixar o ideal cair, Terrance queria dar conforto e qualidade de vida ao seu povo. Enquanto crescia ele viu muitos talentos sendo desperiçados no trabalho, músicos, idealistas, poetas sendo impedidos de fazer o que queriam e obrigados a trabalhar junto com todos. Ele queria permitir às pessoas trabalhar menos, para que pudessem perseguir mais seus próprios talentos, ler, aprender, descobrir coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conselho, ele conseguiu autorização dos patriarcas de quase todas as regiões para vender o excedente agrícola para Cédara e começar a investir em pesquisa, fertilizantes, máquinas simples e mão-de-obra estrangeira contratada. Foi a primeira vez que Rublo teve algum contato oficial pacífico com o mundo externo (fora transmissões piratas de rádio) depois de 11 anos da declaração de portas-fechadas feita por Iamni. Terrance Valegris entrou num navio pela primeira vez na vida para se encontrar com os diplomatas cedarianos e negociar os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se entre os lobos, encurralado por boas-maneiras e títulos. Era um homem muito simples e não tinha roupas para vestir além das que usava normalmente. Os diplomatas cedarianos inicialmente tomaram-no por um empregado. Viera sozinho, assim como voltou, com a cabeça cheia de promessas. Os cedarianos prometeram máquinas maravilhosas e compostos alquímicos que permitiriam a uma única lavoura de algumas quadras alimentar várias famílias. Todos eles conheciam muito mais de agronomia do que o próprio Terrance. Ele fechou um acordo de que entregaria cinco navios carregados de produtos agrícolas todo dia (que era um pouco menos que o excedente calculado por eles na última recontagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias carentes de Faris teriam de esperar: o conforto que o povo de Rublo merecia viria primeiro. Terrance soube que Cédara parou de importar ervas de Longinus e verduras do sul de Faris, sendo que o fim dos negócios com Longinus quase significou tiroteio contra os kishis. Soube também que boa parte de Cédara passaria a depender dos produtos agrícolas rublenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo corria maravilhosamente bem. Os compostos de fertilidade alquímica cedarianos, pós que vinham em grandes sacos e que foram espalhados sobre todas as lavouras, funcionavam maravilhas. No quinto mês e junto com a chegada de algumas máquinas de arado, Rublo pôde novamente voltar a doar excedentes para Faris. Terrance não poderia estar mais feliz pelo que tinha feito pelo seu povo. A jornada de trabalho nacional havia baixado de nove para sete horas diárias, depois novamente para seis e, nesse quinto mês, cinco horas com a chegada das grandes máquinas de arar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrance viajou uma segunda vez para Cédara, para renegociar a quantidade de navios com produtos: desta vez fechou o acordo em doze navios, mantendo um carregamento especialmente para ser doado para Faris. Era uma realização. Novamente, Terrance soube que Cédara estava quebrando outros acordos com Ivoire, Longinus e Faris, para dar preferência aos produtos de Rublo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um inverno mais rigoroso que o normal trouxe alguns dias de geada sobre todo o território e os cedarianos foram muito compreensivos, mandando mais fertilizantes alquímicos de ótima qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou a geada, Terrance viu quase todas as lavouras enregeladas. A terra estava anormalmente crestada, como se estivesse sob toneladas de gelo. Os navios cedarianos vieram recolher os produtos e encontraram os portos vazios. Pressões diplomáticas levaram Terrance a pedir ao povo que levassem parte dos suprimentos de consumo interno aos portos, bem como toda a reserva, e houve escassez de alimentos  pela primeira vez na história de Rublo após a independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aldeões descobriram que o solo havia se congelado em boa parte de Rublo, várias braças para dentro da terra. Era inútil continuar tentando cultivar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês seguinte foi a mesma coisa. As reservas haviam ido, e agora as pessoas estavam tendo que consumir menos. Os barcos não voltaram cheios. Como resposta, Cédara não mandou o carregamento de fertilizantes nem as novas máquinas que ajudariam os aldeões com o problema do congelamento do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia parado de gear há muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3216955737350174071-7061237014638676807?l=barlaam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barlaam.blogspot.com/feeds/7061237014638676807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3216955737350174071&amp;postID=7061237014638676807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7061237014638676807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3216955737350174071/posts/default/7061237014638676807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barlaam.blogspot.com/2006/12/leitura-os-idos-de-rublo.html' title='Leitura: Os Idos de Rublo'/><author><name>Rafael</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
