Artigo: Carchares

Nativo do Gâm Flutuante, o carchar, Karshar licursi, é uma espécie de serpente marinha de inteligência, ferocidade e crueldade violentas, meio peixe meio réptil, com a capacidade de manter a cabeça fora d'água e até de arremessar-se nas costas contra viajantes desprevenidos. Sabe-se hoje em dia que ele tem plena capacidade de sobreviver no éter externo, também, por períodos prolongados de tempo, através de um estado de hibernação naturalmente induzido. Eles foram trazidos para Primaterra pelos primeiros exploradores em retorno do Gâm; nas grandes capitânias, bandos de carchares exilados ou rejeitados pelos seus fincavam os dentes nos cascos e soltavam já em mares primaterranos.

Um carchar pode medir até um rod quando adulto; sua coloração varia de azul escuro para cinzento e pode-se dizer que sob a água e quando não querem ser vistos, sobretudo em lugares de vegetação densa e grande presença de algas, eles ficam praticamente invisíveis.

Artigo: Faris, Antes e Agora

Faris nunca foi uma. Existe uma pluralidade em seus vastos contornos que não há em lugar algum dentro de Primaterra. Foi por isso que Cédara e Sangária se destacaram; foi por isso que fora atacada, devastada, pisoteada pelos ivoreanos. A mente da ortodoxia maevita sediada em Céus Partidos não tinha alcance sobre os distantes membros em Alagos, Altarian, Hevelius e a cidade secular de Glenária - por isso tudo foi perdido. Para piorar, perdido sob o fogo argênteo de Iblis, amaldiçoando as terras e pondo todos a vaguear atrás de um lugar fértil para viver.

A necessidade teria feito os farisi donos da república mais poderosa de Primaterra - mas eles nunca necessitaram de nada. A falta de organização central os fizera não prever riscos e não contar com uma preparação para casos como o que houve. A fertilidade e tranqüilidade de seu clima os fez relapsos e vulneráveis aos países que precisaram de mais e se desenvolveram mais. E quando a profecia estourou sobre suas cabeças não houve tempo senão para os Dragões da República interpomrem-se entre as pessoas e os tiros e morrerem inutilmente no meio do fogo.

Tenho para mim que casos como Gartcross não tardarão a se repetir, e nem sempre fracassarão. A Iniciativa Branca legou a Primaterra mais um reino, e Faris pode se partir uma terceira vez a qualquer momento. Não faltam sonhadores.

Enquanto os céus forem inclementes, no entanto, todos os outros reinos estão ocupados demais em esfriar de tudo que aconteceu nas guerras deste século. Ivoire que precisa se reconstruir, Longinus que finalmente livrou-se das espadas, Cédara que as usou pela primeira vez, Sangária que se formou das cinzas, Odenheim que devorou seus inimigos e Rublo que jaz abandonada e morrendo tão pouco após se tornar independente.

Esta época de caravanas vai legar esta noção aos farisi. Faris corre como um trem em meio a muitos garudas.

Artigo: Odenheim, Antes e Agora

Procurando um ponto de partida para uma pequena história de nosso reino, eu encontro uma eternidade constante e brilhante onde acredito que os odenianos viveram um sonho virtuoso de uma pátria que não agredia e não era agredida, inocente e fechada, de realizações, heróis e contos, folclórico ouro da antiga Odenheim.

A pátria-mãe nunca esteve melhor. O coração da cidade se perde em meio a uma vertigem cinza e negra, existem estátuas de Altíssimos cobertas de fuligem e sombras de treliça metálica até aonde a vista alcança, talvez além das escuras nuvens, montanhas de trilhos, o Palácio Oceânico repousando ao meio do caos em um lugar onde a nobreza se deve apenas ao céu livre e à liberdade dos pássaros de subir eternamente sem nada atingir. Opulência tirada da agora vida melhor de ao menos vinte mil caliburanos aos quais foi oferecida uma oportunidade de abandonar o paraíso branco e selvagem onde viviam para uma vida curta, segura e trabalhosa em um lugar artificialmente frio.

Ifalna Palas morreria. Exilaria-se, faria algo covarde, entenderia que chegou a um ponto sem retorno, além de suas mãos, além de sua fuga. No meio dos gigantes de aço circulam os restituídos Elmos Escarlates e suas espadas de cerâmica, feitos pequenos, poderiam ser vistos de longe como pequenas lâminas brilhantes aos pés das construções prontas a intimidar, matar, retalhar dissindências.

Meredith deve ter desaparecido em favor de se tornar onipresente nestas paredes, neste metal, nestas nuvens, na eletricidade, todos sentem a sua presença, a presença de sua voz que calmamente poderia ditar morte ou vitória com a mesma exaltação. A presença do fruto do conflito e da vitória e do remorso e de tudo que se ganha com uma guerra suja e desleal.

Odenianos feitos mais ricos, solares no centro do país, comprando novas terras, Lodis está se tornando uma terra de lordes e grandes empresários e suas turbas, caliburanos e odenianos pobres, os que ficam para conduzir os negócios. Os outros podem viajar, para lugares mais verdes e calmos, desde que o coração negro continue batendo. Mesmo os homens mais simples podem ter vários celados e felpi a seu serviço, comprar armas, revólveres, escudos de armas de metal, colecionar espadas, investir.

Chamam-na Era Meridiana de Odenheim. Este nome me aperta o coração. Tem vários significados - aponta o Duque Negro e o ponto de ruptura do antigo espírito e do novo espírito.

Para o povo odeniano... eu espero que sintam muita culpa. Que estejam sendo prazeres caros a seus espíritos. Que esperem sinceramente que um dia a grande festa termine e todos voltem a pensar como era antes. Que deixem de se permitir.

Artigo: Longinus, Antes e Agora

Estas coisas vão mudar, então é bom falar delas agora antes que percamos os parâmetros. Séculos de guerras internas com os clãs feiticeiros tornaram o povo de Longinus experiente na conservação da própria vida no ambiente. Isto sempre foi reforçado pela proverbial fertilidade das terras longinianas; não fossem as guerras, é possível que Longinus superasse Faris e Cédara em produtividade, e agora que tudo acabou, parece que o futuro reserva esta posição ao reino das flores.

Afora os centros populacionais e as fortificações, grande parte da população de Longinus sempre esteve bandeando pelas terras do Império Sagrado em grupos de até dez pessoas liderados por kishis, lutando em táticas de guerrilha ao invés de reunir grandes exércitos. Esta singela sabedoria pode ter sido a chave da sobrevivência do Império após tanto tempo de ataques - afinal, como chegaram à conclusão muitos estrategistas estrangeiros, com um feitiço se matam cem homens tão bem quanto se matam dez se eles estiverem espalhados no mesmo espaço.

Estes destacamentos sempre sobreviveram da terra e mediavam seu consumo para que ela pudesse servir aos que viessem depois. Alimentavam-se do mínimo necessário para manterem-se vivos e seguiam em frente.

Há trinta e poucos anos as coisas têm mudado bastante. As armas foram largadas em favor de ferramentas e foices e o reino está começando a edificar-se lentamente; templos que não passavam de barracas estão ganhando suas primeiras pedras e já existe gente nascendo sem nunca ter visto o clarão profano de um feitiço.

Os longinianos têm um problema para se preocupar que talvez os afetasse menos antes; o legado dos Fafnires, diversos Olhos espalhados pelos céus, continuará trazendo tauroclasmas para dentro da redoma, e talvez os novos longinianos não aprendam também a perderem-se no mundo quando for necessário abandonar tudo que construíram. Talvez a guerra tenha apenas mudado de feições, mas prefiro pensar que os novos dias de Longinus serão mais brilhantes.

Artigo: A História do Vento Nótus

Primeiramente peço que perdoem o assombro deste mal-finalizado Investigador Real. Acontece que eu nunca tinha saído de Odenheim para contemplar as coisas do mundo. Apesar do enjôo, da alimentação um pouco pior do que razoável, do frio que enregela meus olhos, por Maeve, o que é a Faixa dos Mares! Esta faixa invisível separa o Alvo do Infra e tiveram razão em separá-los aqui. O vento a qual estamos a favor e que nos leva em direção ocidental é o vento mais inacreditável e fabuloso de todos. Este alísio que sopra o ano todo contra o Cinturão externo é gelado a ponto de penetrar as entranhas e forte de nos colocar em uma corrida triunfante rumo ao nosso destino. Chamam-no Nótus.

O Nótus é um vento alísio primordial - que sopra sempre e sempre soprou -, dito invocado pelo próprio Buriash durante as eras iluminadas. Navegadores experientes sabem que ele sopra em todas as direções a partir de um ponto específico no oceano, fazendo uma terna brisa que vem do sudoeste em Rublo, lufadas constantes vindas do sudeste na costa de Cédara, e este vento furioso vindo do leste no qual estamos embarcando.

Ao verem meu maravilhamento, fui brindado com esta história: enquanto sua máscara tinha corpo e era anjo, Buriash havia parado, maravilhado, diante da barreira que se criara no fim deste oceano com a Redoma, mas Muirean saíra da alva fumaça para defender a visão que seria só sua. Os dois haveriam duelado com espadas de gelo, cristal e raios por cima das águas do Infra, flutuando sobre as águas, e o estrondo do riso de Buriash fazia as ondas quebrarem sob Muirean. Insana de fúria, Muirean ergueu sua espada para um golpe mortal como um Dragão da República, desprotegendo seu ventre, e Buriash poderia ter a destruído para sempre com um relâmpago que a trespassasse, mas assustou-se com sua temeridade e não se defendeu.

O golpe atirou Buriash léguas para dentro do oceano e partiu o escudo que protegia seu peito. Do escudo quebrado nasceram milhares de arraias e um pouco de seu sangue tornou a água escarlate para sempre. Buriash ergueu-se humilhado e convocou um vento tão forte que não permitiria a ninguém venturar-se no lugar onde fora derrotado por Muirean e encontrar seu escudo partido.

Um marinheiro procurou acrescentar que Buriash levou mil anos para conseguir enxugar sua longa barba branca de seu próprio sangue, mas preferi acreditar que ele tivera inventado aquilo na empolgação do momento.

Parece fácil, mas é difícil

Eu não tinha a intenção de dar depoimentos sobre o que está acontecendo comigo aqui a exemplo do que Barlaam fez, em respeito à seu projeto autoral e a uma possível grande pessoalidade que ele procurava transmitir à Arca mas achei que coubesse aqui um comentário.

Ivaness foi certamente um grande homem em submeter-se a uma viagem aos confins de Rublo com propósitos de escudo. Nós, letrados, historiadores, pensamos muitas vezes que não há trabalho que seja difícil demais para nossa determinação e que podemos, ainda que possivelmente com mais esforço, fazer qualquer coisa que outro homem faça. Não é verdade. Todos os anos que passamos recostados nas estantes das bibliotecas nos deixaram lentos para as coisas da vida, para mim, agora, leia-se, cordas e nós, cuja ciência requer uma intuição e senso de força que particularmente não tenho, principalmente quando o mundo está sacolejando sob meus pés.

A tripulação ainda não começou a ficar ofensiva para comigo, mas espero qualquer dia desses ouvir um epíteto indesejado seguido ao nome com o qual me apresentei. Zelus, o Desbravador; Zelus, o Proficiente; Zelus Pés-Firmes...

Foram suas últimas linhas.

751 D.F.: Terceiro dia de Regentes, sétimo dia.

"Chove incessantemente do lado de fora. Ainda não vi o que aconteceu à capital nos anos de minha ausência. Discordo da posição do Império em que minha integridade está ameaçada. Nesta altura da história, nada do que acontece lá pode ser entendido por um segredo. De uma prisão à outra, pouco mudou, mas ao menos agora tenho como conseguir informações dos soldados. Tenho uma audiência marcada com Aeolus daqui a dois dias para reportar minhas atividades."


Hoje, aos sete dias de Regentes do ano de setecentos e cinqüenta e um Desde a Fundação, faço destas palavras oficialmente as últimas de Ivaness Rel Barlaam, historiador da coroa. Esta arca foi iniciada há dezessete anos e a encontrei resistida a um grande incêndio num abrigo político em Tércia onde seu dono teria falecido. Entendo que ao pousar meus olhos sobre suas páginas eu estava imediatamente me expatriando.

Meu nome é Karkadann Alkyon, nasci nos novos dias de Odenheim em Capela, e estaria concluindo minha formação como um Investigador Real, o que indica que sou muito pouco mais capaz do que qualquer pessoa. Este nome está morto e será meu segredo. Apresentei-me aos marinheiros deste navio como Zelus, uma palavra de titani antigo para um guardião ou perpetrador. É o que serei, junto com um marinheiro, um carpinteiro, um trabalhador rural ou qualquer coisa que possa manter meu corpo vivo enquanto eu puder escrever.

Vamos para Ramona. Longe do continente e longe de Nelbiand eu irei levar o intuito de Barlaam adiante.

Barlaam, o prisioneiro político

Esta é a primeira entrada nesta arca após minha desventura em Rublo. Fui delatado como um homem de má-fé e um espia; minha fuga foi barrada pela Escolta Patriótica e passei cinco luas como prisioneiro político. Minha ausência foi notada pela Metrópole e a Magna Ordem dos Investigadores Reais descobriu meu paradeiro por seus próprios meios. Fui liberto, junto com alguns longinianos e um meio-djin nortista, numa ação rápida e destrutiva dos Elmos Escarlates, sem diplomacia ou ameaças. Vieram como o vento baixo antes da chuva e tomaram a cidadela-prisão de Foliot num único assalto.

Escrevo de Tércia, num abrigo protegido dentro de um prédio militar. Meus aposentos são confortáveis e frios; todos os meus escritos anteriores foram trazidos de Nova Belgrade com algum cuidado. As cartas que recebi em ambos os meus endereços estão acumuladas há anos em dois baús perto do capacho da entrada. Iria lê-las, mas a caligrafia de Bia no primeiro envelope que vi trouxe à tona memórias dolorosas e desisti de minha intenção.

Chove incessantemente do lado de fora. Ainda não vi o que aconteceu à capital nos anos de minha ausência. Discordo da posição do Império em que minha integridade está ameaçada. Nesta altura da história, nada do que acontece lá pode ser entendido por um segredo. De uma prisão à outra, pouco mudou, mas ao menos agora tenho como conseguir informações dos soldados. Tenho uma audiência marcada com Aeolus daqui a dois dias para reportar minhas atividades.

Artigo: Scheltopusik

Scheltopusik, Ophius apodos, são lagartos farisi alongados e sem pernas e constituídos de 70% de matéria geomântica, manifestando-se como se fosse vidro orgânico. Chamados Chinee em Cédara, são guardiões silenciosos dos desertos e cânions, seres reverentes que se alimentam de Latência e anseiam pela hora em que não poderão mais sobreviver, no momento em que o mundo estiver inteiramente puro. Eles podem levitar e voar livremente, e muitas vezes alcançam até 300 centímetros de comprimento.

Naturalmente solitários, os scheltopusik são extremamente inteligentes. A única coisa que pode fazê-los tornarem-se agressivos é a própria agressividade - um scheltopusik atacará e matará qualquer criatura que cometa atos de violência dentro de seu território numa fúria quase inconsciente. Ele sempre sabe quem atacou primeiro e quem iniciou o conflito. O scheltopusik mata atingindo o alvo com grande velocidade e o levantando aos ares ou o perfurando com o corpo. É capaz de invocar geomancias com potência absurda.

Alguns scheltopusik têm grandes asas musculares; outros têm barbatanas. Outros podem ter ainda outros adendos; não existe um scheltopusik igual ao outro, mas na velocidade em que se movem podem se tornar bastante parecidos para um observador casual. É comum vê-los em travessias grandes em Faris, mas a maioria das pessoas que acha que os vê está apenas olhando para alguma coisa se refletindo à luz de Nila.

Artigo: Merles

Merles, Hiero lennonsi, são pássaros das alturas que só existem em Cédara. Acostumados a grandes altitudes, preferem as áreas ao redor de Axúria e fazem seus ninhos em torres altas e nos campanários dos templos. Quando jovens, os merles variam em cor de cinza-chumbo a azul-claro, mas maduros, invariavelmente são negros, sendo muito raro o pássaro que conserve as cores da juventude.

Têm um conceito de família incomum entre os pássaros: quando os ovos racham, os irmãos voam para sempre juntos até atingirem a idade de acasalar. O irmão mais velho desenvolve um trinar grave sobre o qual os outros pássaros cantam em relações harmônicas. O resultado é uma música sutil e dissonante que é, para muitas pessoas, o espírito de Axúria. Os merles não gostam de Nila em seu pico, mas também não enxergam bem no escuro. Costumam sair de suas tocas nas horas que antecedem o crepúsculo e nas primeiras horas da noite. Nesta hora, a cidade toda se enche de sua música estranha e convidativa junto com a baixa-luz.

Artigo: Zaedi

Zaedi, Prio zaedi, são mamíferos pequeninos recobertos por conchas ósseas protetoras do tamanho aproximado de uma mão humana aberta. Grandes escavadores, têm o corpo inteiramente negro ou cor-de-terra com manchas negras; suas conchas normalmente têm cor de âmbar e mostram desenhos geométricos sempre simétricos, na maioria das vezes redondas, existem zaedi de concha em formato de delta e em formato aproximado de pentágono. Eles existem em números relativamente grandes em subterrâneos úmidos o suficiente. A maioria têm fugido de Faris nos últimos anos à medida que o reino torna-se demasiado seco para eles.

Os zaedi formam sociedades organizadas e alimentam-se de pequenos lagartos e insetos. Viajam sempre por baixo da terra fazendo uso de túneis, mas não têm problema em escalar paredes ou pendurar-se de cabeça para baixo nos tetos.

Sendo conjurações posteriores à Era, entendem pouco titani e têm muito medo dos humanos, quase nunca sendo abertos à conversação. Quando amedrontados, ameaçados ou encurralados, eles soltam gemidos e guinchos tristonhos e choram convulsivamente; quando estão em perigo de vida, podem morder ou pior - invocar geomancias presas em rochas que tenham eventualmente consumido, normalmente na forma de sopros de areia ou fogo.

Artigo: Manalis

O manali, Bos shan, é um mamífero de grande porte, curvado e com a cabeça ornada de chifres que habita as montanhas do Oeste de Faris. De cor branca e pêlo curto, é criado por caravanas e povos errantes como fonte de leite; ele também pode ser usado como apoio em expedições montanha acima e em travessias de regiões acidentadas, onde seu ritmo naturalmente lento consegue acompanhar celados e gente.

Naturalmente servis, os manalis são respeitados pelas civilizações humas desde o começo dos tempos. O costume de enfeitá-los com sinos, faixas e selas ornamentais sobrevive até os tempos difíceis de hoje, e eles são enterrados com respeito quando perecem, normalmente de causas naturais, ao alcançar aproximadamente 40 anos. O mugido do manali é um som quase musical e grave, semelhante a uma tuba, normalmente soltado em longos salvos contemplatórios.

O queijo feito do leite processado de manali se chama 'crupe' e tem um sabor adociado muito característico, muitas vezes servido com frutas e geléia. O leite em si é bastante nutritivo e era servido com chocolate nos tempos da Velha Faris, principalmente nas alturas das montanhas. Os manalis se alimentam de várias plantas, principalmente capim e alguns tipos de líquens que crescem na umidade. Criadores experientes de manalis sabem alimentá-los de maneira a otimizar as propriedades nutritivas e o sabor do seu leite.

Existe uma variedade de manali no sul de Odenheim chamada 'nepal', Bos grunniens, de cor escura e longos pêlos que alcançam o chão. Extremamente adaptados ao frio, estes manalis árticos fornecem, além do leite, todo o pêlo macio e denso que possuem em seus dorsos.